sexta-feira, 25 de maio de 2018

Greve dos caminhoneiros paralisa o País, por Jasson de Oliveira Andrade


Sou um crítico do governo Temer, principalmente da sua política econômica. No entanto, não espera que fossemos chegar ao ponto dos caminhoneiros pararem o País. O governo era fraco. Agora está fraquíssimo, praticamente ACABOU!

Josias de Souza constatou: “Michel Temer tornou-se UMA PEQUENA CRIATURA. Ninguém ignora que o personagem brigou para permanecer ao volante. Mas faltou-lhe um itinerário. Consolidou-se COMO UM EX-PRESIDENTE NO EXERCÍCIO DA PRESIDÊNCIA”.

Leonardo Sakamoto, em seu Blog, reconhece: “Greve dos caminhoneiros mostra como é fácil PARAR UM PAÍS SEM GOVERNO”.

O Estadão (25/5) noticiou, em manchete de primeira página: “Governo volta a ceder (sic) e ganha trégua de 15 dias dos grevistas – Após País sentir efeitos do DESBASTECIMENTO, Planalto e 10 das 11 entidades de caminhoneiros anunciam suspensão da paralização – Petrobrás vai arcar com R$ 350 milhões para garantir congelamento do preço”.

Adriana Fernandes, em artigo ao ESTADÃO, sob o título; “Erro de cálculo eleitoral e ECONOMIA SEM RUMO”, analisa a situação: “Em apenas 48 horas, o governo e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício de Oliveira, fizeram TUDO O QUE PODIAM FAZER DE ERRADO. E permitiram que a greve dos caminhoneiros colocasse o País em COLAPSO de abastecimento. Rifaram de uma só vez a Petrobrás e o maltratado ajuste das contas públicas. A recém-conquistada credibilidade da companhia FOI PARAR NA LAMA. (...) Com a decisão de bancar o congelamento do preço do diesel, a conta vai parar no caixa do Tesouro. (...) O Incômodo maior é que a origem do desgaste com o combustível nasceu nos gabinetes do Palácio do Planalto, com as bênçãos do ministro Moreira Franco. (...) O cálculo político de todos eles deu errado. INCENDIARAM O PAÍS”.

Eliane Cantanhêde, também no ESTADÃO, no texto “CAOS”, comentou: “Litros de leite jogados fora, montanhas de hortaliças murchas, prateleiras vazias nas farmácias, tanques seco nos postos, falta de água mineral e de combustível de aviação nos aeroportos... E os preços disparando. O que começou como um protesto de um setor, de uma categoria, virou um movimento nacional. (...) Produtores rurais, empresas privadas e serviços públicos foram atingidos em cheio. E o que dizer do cidadão e da cidadã, já IRADOS com a corrupção, MAL HUMORADOS COM O GOVERNO e estarrecidos com o aumento da gasolina? A crise, LATENTE, EXPLODIU DE CIMA A BAIXO. (...) Como só iria acontecer, o governo Temer, JÁ TÃO FRACO E A CAMINHO DO FIM, virou o principal alvo de várias frentes autônomas e conflitantes: caminhoneiros, confederações (como a dos Transportes e da Agricultura), Congresso, a própria Petrobrás E A MAIS PODEROSA DE TODAS, A OPINIÃO PÚBLICA”.

Temer, como vimos, conseguiu colocar contra o governo todos os setores. Hoje é unanimidade!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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