segunda-feira, 5 de março de 2018

Temer virou réu. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


A situação de Temer era ruim, agora ficou pior. O Estadão noticiou: “A pedido da procuradora-geral, Raquel Dodge, o ministro do STF Edson Fachin incluiu Michel Temer entre os investigados em inquérito que apura suposta propina (sic) da Odebrecht para o MDB. Fachin justificou a medida como forma de “evitar dissipação de provas”. Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) são investigados no caso”. É o Quadrilhão do MDB!
Josias de Souza, no artigo “Temer virou réu esperando para acontecer”, escreveu: “Em matéria penal, Michel Temer revela-se um recordista. Supera suas próprias marcas numa velocidade estonteante. Virou o primeiro presidente da história a ser denunciado por corrupção (sic). Tornou-se o primeiro mandatário a ostentar duas denúncias criminais. Sobreveio um inquérito sobre a suspeita de RECEBIMENTO DE PROPINAS DE EMPRESAS PORTUÁRIAS. E nesta sexta-feira [2/3], o relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, adicionou Temer no rol de investigados do inquérito que apura o pagamento de propina de R$ 10 milhões da Odebrecht para o PMDB (MDB). Coisa negociada num jantar no Palácio do Jaburu, a residência oficial de Temer. (...) A coleção de encrencas impressiona (sic): presidente de um mandato-tampão, Temer ostenta duas denúncias e dois inquéritos. Para lidar com o passivo ético (sic), o presidente desenvolveu uma filosofia peculiar. Para ele, não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte. Ser transformado em réu, por exemplo, é uma coisa que Temer prefere deixar sempre para depois. (...) É falsa a impressão de que Temer resolve seus problemas penais. O presidente apenas sobrevive a eles. Terminado o mandato, as denúncias congeladas serão retiradas do freezer. E nada impede que os inquéritos se convertam em mais um par de denúncias. Mais do que um presidente, Temer é um réu esperando para acontecer. Cada vez que ele faz pose de presidente, despenca sobre sua cabeça uma novidade para recordar aos brasileiros anestesiados (sic) que um presidente não pode ser só uma pose. É preciso que, por trás da pose, exista uma noção qualquer de ética”

Janio de Freitas, em artigo à FOLHA, comentou: “Foi o jantar, no Palácio Jaburu, em que o vice-presidente [Temer], Eliseu Padilha e Moreira Franco receberam Marcelo Odebrecht e Cláudio Mello Filho para acerto de um aporte da empreiteira, por fim fixado em R$ 10 milhões. Desfeita a equivalência IMPRÓPRIA, Temer está agora sujeito à investigação, ficando a eventual responsabilização judicial para depois do mandato (sic)”.

Não é apenas essa denúncia. André Singer, em artigo à FOLHA, sob o título “Eleição de 2018 será confusa e emocionante”, faz essa revelação: “A malinha (sic) de Rocha Loures tornou Temer tóxico para os antigos companheiros. SÓ LHE RESTANDO LUTAR SOZINHO EM DEFESA PRÓPRIA, PARA NÃO IR PRESO EM 2019”. Será? Se ele fosse do PT, sem dúvida, seria preso em 2019. Como é do MDB, dificilmente irá para a cadeia. A conferir!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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