segunda-feira, 26 de março de 2018

Temer é candidato à reeleição. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade




Agora parece decidido: Temer será mesmo candidato à reeleição.

A Coluna do Estadão (24/3) noticiou: EMBOLADO – O presidente Michel Temer justificou a dois deputados esta semana que seu índice nas pesquisas de intenção de votos é tão baixo quanto o de outros candidatos do centro. E concluiu que 1% por 1% ele mesmo sairia candidato. SENDO ASSIM... Na conversa, Temer disse que preferia apoiar a candidatura de Rodrigo Maia, mas que o demista já avisou que não vai defender seu legado”.

João Domingos, no mesmo jornal e na mesma data, no texto “AS RAZÕES DE TEMER”, analisa: “O presidente Michel Temer está mesmo disposto a se candidatar à própria sucessão. O curioso é que, ao contrário de outros candidatos, que entram no pleito pensando em vencer a eleição, a vitória não é a prioridade de Temer. Ele pode entrar na disputa para, em primeiro lugar, defender o que considera (sic) ataques à sua honra: as duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot arquivadas pela Câmara, a investigação autorizada pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso que vasculha as circunstâncias em que ele assinou um decreto sobre os portos e a quebra de seu sigilo bancário também por Barroso. (...) Participar da eleição, para Temer, não envolve nenhuma perda. Pelo contrário, acredita ele, só resultará em ganhos. Não precisará, por exemplo, deixar a Presidência, pois a Constituição permite que ele dispute a eleição no cargo. Contará com um bom tempo de propaganda na TV e no rádio, mesmo que o MDB não faça coligações, participará dos debates que forem realizados, o que permitirá a ele se defender na hora de qualquer tipo de acusação que for feita. Também estará protegido pela legislação eleitoral por ser candidato. Se houver algum ataque a ele no programa eleitoral de qualquer adversário, poderá requerer na hora o direito de resposta. (...) Aos que perguntam pelos obstáculo à eleição, como a popularidade baixa e as taxas de rejeição ao governo, Temer costuma invocar a candidatura do ex-deputado Ulysses Guimarães, em 1989. Popular e poderoso, por presidir o então PMDB e a Câmara, ter sido presidente da Constituinte de 1987/88, e de mandar no governo de José Sarney, Ulysses obteve apenas 4,73% dos votos daquela que foi a primeira eleição depois da reconquista do estado democrático de direito. Assim, se conquistar algo em torno do que Ulysses Guimarães conquistou, Temer poderia se dar por satisfeito. (...) Presidente só vê ganhos em disputar a própria sucessão. E ainda tem a caneta nas mãos”.

Apesar dessa certeza de que será candidato à reeleição, o MDB, segundo o ESTADÃO, tenta colar Meirelles em plano eleitoral de Temer. Cúpula do partido vê o ministro da Fazenda como alternativa CASO CANDIDATURA DO PRESIDENTE NÃO GANHE FORÇA NOS PRÓXIMOS MESES. Por esta notícia, ainda teremos que esperar. Quem será o candidato do MDB, Temer ou Meirelles? Meu palpite: Meirelles. A CONFERIR...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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