sábado, 24 de março de 2018

Série "O Mecanismo" é homenagem a Lula



"O MECANISMO" É UMA LINDA HOMENAGEM


O papel de Hollywood na reconstrução da história sempre foi uma coisa incrivelmente escrachada e nefasta. Quando eu fui na Inglaterra pude presenciar a comemoração do aniversário de morte de Margareth Thatcher na rua, enquanto Hollywood glamourizava a vida da mais odiada estadista britânica da história. Churchill, pintado como herói da democracia para o ocidente, foi na verdade um herói de seu império, um colonialista e genocida cuja diferença para Hitler era basicamente a não utilização de campos de concentração para suas limpezas étnicas na Índia.

Na América Latina já fizeram séries como as de Pablo Escobar glamourizando a direita colombiana, a mais criminosa e assassina do mundo, a única pior que a brasileira. A Sony produziu uma série com o mesmo ator que fez Pablo Escobar na Colômbia para ridicularizar e difamar Hugo Chávez.

Agora temos essa série cretina de José Padilha para reescrever a história da Lava-jato como uma luta hollywoodiana do bem contra o mal, limpando todas as digitais dos EUA nessa que foi a maior devastação da economia brasileira em todos os tempos.

O objetivo específico aqui, é claro, é um dos objetivos também da Lava-jato: destruir o mito Lula, o mito do homem que fugiu da fome e da seca no Nordeste e voltou anos depois como o presidente que acabou com a miséria e levou água para seu povo (via eletrificação rural, pra quem não sabe).

Não sou Lulista e todos sabem disso. Mas aqui não é lugar pra esse discurso. Aqui é lugar pra dizer que Lula deve encarar a série da Netflix como uma grande homenagem.

Caluniado por Hollywood ao lado de Hugo Chávez, ele já sabe qual é o lugar que estará reservado a ele na história.

O de um lutador do povo latino americano contra o império que quer nos reduzir à condição de exportador de grãos, minério e drogas. ( GUSTAVO CASTAÑON )

"... fica clara uma postura tendenciosa por parte da mesma, como quando vemos o personagem do ex-presidente (claramente inspirado em Lula) usando frases como "estancar a sangria" e "construir um grande acordo nacional". Usar fala do notório diálogo entre Sérgio Machado e Romero Jucá como sendo de Lula é algo pra lá de desonesto, e isso é algo que deveria ser claro para pessoas das mais diversas visões ideológicas..." ( Do Site ADOROCINEMA )


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