domingo, 25 de fevereiro de 2018

Paulo Preto complica tucanos. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


A descoberta de que Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, manteve dinheiro na Suiça foi a bomba política dos últimos dias, visto que a confissão dele complica tucanos. Ele foi, por muitos anos, diretor da DERSA. É o que vamos ver a seguir.

Josias de Souza, no artigo “COM PAULO PRETO, FAXINA CHEGA AO PORÃO TUCANO, comenta: “A descoberta de que Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, manteve uma fortuna (sic) em contas na Suiça leva a faxina nacional ao recanto mais obscuro do porão do ninho do PSDB – um local onde os tucanos são pardos. Não se trata de denúncia vazia. Vem acompanhada de papéis avalizados por autoridades suiças. (...) Também não é coisa exumada de catacumbas remotas. Em junho de 2016, havia o equivalente a R$ 113 milhões em quatro contas. Em fevereiro de 2017, com a Lava Jato a pino, a grana fugiu para as Bahamas. (...) A encrenca estava trancada no armário das pendências sigilosas do Judiciário de São Paulo. Veio à luz porque a defesa de Paulo Preto empurrou documentos e informações sobre o caso num processo que corre no Supremo Tribunal Federal. Ali, o personagem é investigado como operador de caixas clandestinas (sic) do grão-tucano José Serra, a quem a Odebrecht diz ter repassado R$ 23 milhões por baixo da mesa. (...) Tomado pela petição dos seus advogados, Paulo Preto dança a coreografia do medo. Ele pede: 1) Que o processo que corre na primeira instância de São Paulo suba para a Suprema Corte. Sinal de que o circo pegou fogo; 2) Que as provas enviadas pela Suiça sejam desconsideradas. Sinal de que o telhado da bilheteria do circo é feito de vidro. (...) Paulo Preto é ex-diretor a Dersa, estatal paulista de rodovias. Nessa poltrona, revelou-se um talentoso negociador de contratos com empreiteiras. Seu martírio traz de volta uma assombração (sic) que tirou o sono de parte do tucanato na sucessão de 2010. Na ocasião, Paulo Preto era acusado nos subterrâneos do ninho de ter sumido com R$ 4 milhões do caixa dois do PSDB. Foi levado à vitrine por Dilma Rousseff, num debate presidencial. (...) Tratado pelos tucanos como leproso, Paulo Preto fez pose de carcará, aquele pássaro que pega, mata e come. Ele borrifou no noticiário um lote de comentários radioativos. Reclamou dos amigos “ingratos”. Chamou-os de “incompetentes”. Por quê? Ora, “não se deixa um líder ferido na estrada a troco de nada”. Esse Paulo Preto de 2010 parecia soar como um delator esperando para acontecer. (...) Decorridos sete anos, o fantasma (sic) reaparece. Num enredo como esse, o melhor que pode suceder à moralidade pública é manter o personagem ardendo nas labaredas da primeira instância paulista. ALI, TUDO O QUE SE RELACIONA COM OS TUCANOS COSTUMA CAMINHAR EM VELOCIDADE DE CÁGADO MANCO. Puxar um processo para o Supremo justamente na hora em que começa a se mover pareceria uma insensatez. Com a palavra Gilmar Mendes, relator da encrenca na Suprema Corte”.

Bruno Boghossian, em artigo à FOLHA, sob o título: “COM AJUDA SUIÇA, LAVA JATO PRECISA FINALMENTE AVANÇAR EM SP – DINHEIRO DE PAULO PRETO PODE APONTAR CAMINHO DE PROPINA EM GOVERNOS TUCANOS”, comenta: “Foi necessário um movimento espontâneo do Ministério Público da SuÍça (sic) para que as autoridades paulistas finalmente encontrassem pista mais contundente (sic) revelada até agora sobre possíveis desvios de dinheiro público em obras do governo de São Paulo. (...) Os R$ 113 milhões depositados nas contas de offshore ligada a Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, podem ser o elemento que faltava para rastrear o dinheiro movimentado pelo engenheiro – suspeito de operar pagamentos para agentes públicos e políticos do PSDB [Serra, Aloysio Nunes e outros]. O caso de Paulo Preto tem potencial explosivo (sic) porque ele integrou por cinco anos a direção da Dersa, empresa paulista de projetos rodoviários que coordenou a construção do Rodoanel – uma das principais marcas dos tucanos que comandam o governo do Estado há mais de 20 anos. (...) Quando surgiram as primeiras suspeitas sobre Paulo Preto, na campanha de 2010, ele deu um recado em tom de ameaça (sic): “Não se abandona um líder ferido na estrada”. Com o empurrãozinho suíço, às vésperas de uma nova eleição, O FANTASMA REAPARECE PARA ASSOMBRAR O TUCANATO”.

Deu no Twiitter de Guilherme Boulos: “Paulo Preto, chefe do Dersa por vários anos e acusado de ser operador do PSDB, tinha conta na Suiça com $ 113 milhões. Tem extrato, tem tudo. E aí? Nada. Nada como ser um ladrão tucano, blindagem garantida.” Luiz Carlos Azenha, no Viomundo, ao abordar o assunto, tem opinião parecida: “Não há nada, absolutamente nada como ser tucano paulista no Brasil (sic)”. Sem comentário!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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