terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Escândalo na Caixa Econômica Federal. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Mais um escândalo no governo Temer. Desta vez na Caixa Econômica Federal.

O Estadão noticiou: “Após recomendação do BC, Temer afasta quatro vice-presidentes da Caixa – Suspeita de corrupção – Afastamento, de 15 dias, é uma derrota (sic) do governo na queda de braço com procuradores da força-tarefa Greenfield, que recomendou a saída dos executivos em dezembro; eles são acusados de vazar informações privilegiadas para políticos”.

Na matéria o jornal informa: “Após recomendação do Banco Central (BC) e do alerta do Ministério Público Federal (MPF) sobre uma possível punição (sic), o presidente Michel Temer determinou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi, que afastem, por 15 dias, quatro vice-presidentes do banco que estão sendo investigados por corrupção (sic). Depois da ordem do presidente, a Caixa informou que vai afastar os executivos para que eles possam “apresentar ampla defesa das acusações”. (...) Embora o afastamento dos quatro seja temporário, a decisão de Temer significa UMA DERROTA na queda de braços que o governo vinha travando com os procuradores da força-tarefa Greenfield. (...) Após a primeira negativa de Temer e da Caixa em afastar os executivos, os procuradores da Greenfield se reuniram com representantes do BC na semana passada para debater a situação dos vices-presidentes. Com base nessa reunião, os investigadores enviaram, no dia 11/1, um ofício no qual ALERTAVAM PARA A POSSIBILIDADE DE PUNIÇÃO DE TEMER POR CONTA DA MANUTENÇÃO DOS EXECUTIVOS”. Ou seja, Temer atendeu o pedido a contra gosto, na “marra”!

Janio de Freitas, em artigo à FOLHA, comentou: “Foi preciso uma advertência sobre seu risco de ser processado para Michel Temer enfim admitisse o afastamento dos quatro vice-presidentes da Caixa postos sob suspeita por investigações policiais e da própria Caixa. Mas a Procuradoria da República no Distrito Federal quer mais, quer o necessário: o afastamento definitivo dos vices e a ocupação desses cargos técnicos por pessoa com habilitação específica, NÃO MAIS TESTAS-DE FERRO DE POLÍTICOS ABANDIDADOS. (...) E a própria Caixa vai pedir o afastamento do seu presidente, Gilberto Occhi, que não era alheio às irregularidades praticadas, por CORRUPÇÃO e política, nas vice-presidências. (...) A RELUTÂNCIA DE TEMER É COMPREENÍVEL. TRATA-SE DE GENTE DO BANDO”. Sem comentário...

Adriana Fernandes, no Estadão, no texto “Sem vergonha”, escreve: “Até pouco tempo atrás, as indicações políticas para a Caixa Econômica Federal eram negadas (sic) pelos padrinhos parlamentares. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha costumava zombar quando questionado se o ex-vice-presidente Fábio Cleto (Fundos e Loterias) era o nome dele no banco estatal: “Você acha que tenho mais poder do que realmente tenho”, dizia. (...) Cleto virou delator e contou que atuava no fundo que usa dinheiro do FGTS para aplicar em infraestrutura a PEDIDO DE CUNHA E DIVIDIA COM O EX-TODO PODEROSO DA REPÚBLICA AS PROPINAS DAS EMPRESAS INTERESSADAS NO CRÉDITO MAIS BARATO. (...) O loteamento político deixou de vez de ser envergonhado no governo Michel Temer. É tudo às claras mesmo. O ápice dessa nova realidade foi a declaração do ministro Carlos Marun [sempre ele!], responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso, admitindo que os governadores que dessem apoio à reforma da Previdência teriam empréstimo aprovado pela Caixa”.

Concordo com o Editorial da FOLHA (21/1): “Um banco estatal não é prêmio para apaniguados”.

Creio que outros escândalos virão. É só esperar! O próximo poderá ser o Porto de Santos...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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