quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Campanhas para tornar os paulistanos criaturas aptas a viver em sociedade estão fadadas a um rotundo fracasso



Com jeitinho (paulistano)

Quando pretenderem botar em prática uma campanha civilizatória pros paulistanos maneirarem um pouco com o seu famoso jeitinho, os proponentes dessa campanha precisam ficar atentos ao argumento que calará fundo no coração das pessoas.

Tem que ser com jeitinho.

Por exemplo. Digamos que a campanha seja sobre mochilas nas costas em transportes públicos.

Não irá adiantar nada dizer: "As mochilas transportadas nas costas atrapalham os outros passageiros".

Vai obter é o resultado oposto ao desejado.

Tem que apelar pro egoísmo inato dos paulistanos:

"Quando você transporta sua mochila nas costas, facilita as coisas pros ladrões"

Ou coisa do tipo. Algo nesse sentido.

Ou uma campanha pelo trânsito menos selvagem:

"Não estacione seu carro na calçada. Isso prejudica os pedestres".

"Não deixe seu carro em frente a garagem dos outros para não prejudicá-las"

Aqui isso nunca funcionou e jamais funcionará.

Tem que ser assim:

"Não deixe seu carro na calçada ou em frente a garagens. As pessoas poderão chamar a CET e você acabará sendo multado injustamente pela Indústria da Multa má e horrorosa"

Em São Paulo é assim que o apito toca.

E a minoria gente fina não apita nada.

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