domingo, 27 de agosto de 2017

Traição de Doria e delação de Funaro. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade



Doria vai trair Alckmin e sair candidato à Presidência em 2018? O prefeito de São Paulo nega, mas, segundo os analistas políticos essa hipótese não deve ser descartada. É o que escreve no Estadão Vera Magalhães (Opostos e descombinados). A jornalista diz em seu texto: “A “guerra fria” (sic) travada nos bastidores do PSDB entre Geraldo Alckmin e João Doria Jr pela candidatura à Presidência em 2018 está cada dia mais difícil de disfarçar com juras de lealdade e vídeos cordiais. (...) O tom com que aliados do governador se referem à movimentação do prefeito já não tem a condescendência de quem vê um filho rebelde ameaçar deixar o ninho , mas a de quem assiste a um ex-pupilo dar passos indisfarçados para superar o criador (sic). Numa reação à sanha do ex-afilhado, Alckmin passou a propagar que na eleição do ano que vem o principal atributo será experiência”. Adiante ela afirma: “Os movimentos de ambos, em tudo opostos e “descombinados”, MOSTRAM QUE A DISPUTA PODE ATÉ NÃO SE CONCRETIZAR MAIS ADIANTE (destaque meu), mas, hoje, está a todo vapor no interior do já conturbado ninho tucano”. Será que Doria vai mesmo trair Alckmin? A VER!

Outro fato que poderá ser uma BOMBA nesse início de setembro. Refiro-me ao acordo de delação de Funaro. A FOLHA noticiou: “Funaro assina acordo de delação e dará caminho para PMDB (sic)”. Este é o medo do governo. Eliane Cantanhêde, em artigo ao Estadão, comenta a delação: “Como Funaro era “operador” do PMDB na Caixa, Temer volta ao centro das atenções – e das tensões políticas que tanto refletem na economia – poucas semanas depois do desgastante julgamento na Câmara para se livrar (por ora) da denúncia da PGR por corrupção passiva. (...) Funaro, dono de informações privilegiadas de quem participou de tudo isso por dentro, travou uma espécie de corrida de obstáculos contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha para ver quem conquistaria primeiro o acordo de delação e suas benesses. Nos dois casos, o alvo central foi Temer. (...) Além do próprio Temer, é o seu governo quem entra no foco com a delação de Funaro, porque o PMDB da Câmara inclui Cunha, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves, que está preso, e Geddel Vieira Lima, em prisão domiciliar. (...) É com base nesse grupo [ou quadrilha?] e nesses nomes que Janot sonha e trabalha há meses com a possibilidade de apresentar duas novas denúncias contra Temer: por organização criminosa e obstrução da Justiça. Depois de Joeley Batista, da JBS, Funaro tende a ser mais um algoz de Temer e mais um troféu para Janot nos seus derradeiros dias na PGR”.

O Estadão noticiou: “No início do mês [agosto], Temer disse que não temia novas delações”. Não é bem o que afirma Eliane Cantanhêde. Para a jornalista, o presidente está muito preocupado com a delação de Funaro. O que irá acontecer com essa nova BOMBA? Será que a Câmara vai inocentá-lo mais uma vez? A CONFERIR!

No artigo “A condenação de Lula” escrito em julho, escrevi: “Desconheço as cinco denúncias contra Lula. Uma coisa constatei: Essa do tríplex é fraca. O ex-presidente provou que o tríplex do Guarujá não era dele, mesmo assim foi condenado a 9 ano e 6 meses pelo juiz Sérgio Moro. (...) Em primeiro lugar, a própria sentença do juiz Moro reconhece, como revela o Estadão, que não houve posse do tríplex por Lula. Ou seja, ele realmente não é o dono. Apesar disto, segundo a sentença, Lula é culpado!” Além dessa condenação sem prova, existe outra decisão de Moro, que se tornou polêmica. Kennedy Alencar, em seu Blog (25/8), revelou, no texto ”Tramitação veloz de recurso de Lula é indício de perseguição”, revelou: ”A tramitação recorde do recurso do ex-presidente Lula na segunda Instância reforça a argumentação da defesa do petista de que ele sofre perseguição do Poder Judiciário. (...) Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, o recurso de Lula teve tramitação recorde no âmbito da Lava Jato. Foi a que chegou mais rápido ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, com sede em Porto Alegre. Demorou 42 dias desde a sentença do juiz federal Sérgio Moro sobre o processo do apartamento no Guarujá. (...) Essa tramitação veloz é uma evidência (sic) de parcialidade na análise do caso Lula na comparação com outros processos da Lava Jato. É RUIM PARA A IMAGEM DO JUDICIÁRIO E TAMBÉM DA OPERAÇÃO (destaque meu). Lula representa uma parcela importante do eleitorado. Tem direito a um julgamento imparcial. Tudo o que fugir à normalidade na análise desse recurso reforçará a narrativa de perseguição política e jurídica para tirar Lula do páreo eleitoral de 2018”. Janio de Freitas: “Titulo na FOLHA (25ago): “Recurso de Lula foi o que mais rápido chegou à 2ª instância”. É uma informação que já contém a explicação, o histórico e o motivo (sic) do juiz Sergio Moro”. Sem comentário...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

.

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe