quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Artigo: Temer contra Alckmin. Por Jasson de Oliveira Andrade



Temer mostra mais uma faceta: é vingativo. Ele tenta jogar Dória contra Alckmin para se vingar dos votos dos tucanos paulistas, alinhados ao governador, que votaram a favor da denúncia do procurador-geral Janot. Da bancada de São Paulo, 11 votaram pelo prosseguimento do processo e apenas uma deputada foi contra. Eis como votaram os tucanos paulistas: Bruna Furlan, SIM. Os outros votaram NÃO: “Carlos Sampaio, Eduardo Cury, Izaque Silva, João Paulo Papa, Lobbe Neto, Mara Gabrilli, Miguel Haddad, Ricardo Trípoli, Silvio Torres, Vanderlei Macris e Vitor Lippi.  O líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Trípoli, além de votar contra o presidente, ainda orientou a bancada a votar pelo prosseguimento da denúncia!

Eliane Cantanhêde, em artigo ao Estadão, comentou: “Quando Temer “abriu a porta” para Doria entrar (sic) no PMDB, também estava abrindo para o PMDB entrar na campanha (sic)  de Doria”. Trocando em miúdo: Temer, ao convidar Doria a se filiar ao PMDB, estava pondo em prática sua vingança, ou seja, jogando o prefeito de São Paulo contra Alckmin. Mais. Segundo a jornalista, incentivou o partido a entrar na campanha de Doria, como candidato a Presidência, enfrentando, ou melhor dizendo, traindo Alckmin…

O Estadão (16/8), na reportagem sob o título “Alckmin e Doria medem forças (sic) em diretórios de SP – Governador e prefeito querem seus aliados em postos-chave da máquina partidária tucana”, o jornal publicou uma foto dos dois juntos, com essa legenda: “BASE. Alckmin e Doria têm pretensões eleitorais em 2018”. Apesar de afirmar publicamente que não irá trair o seu criador, tudo indica, pela sua movimentação política em vários Estados, essa promessa não será mantida. Na matéria, o Estadão revela: “Com a decisão da Executiva Nacional do PSDB de antecipar as convenções municipais e estaduais do partido, aliados do governador Geraldo Alckmin e do prefeito João Doria buscam correligionários afinado com seus projetos eleitorais (sic) para ocupar postos-chave na máquina partidária. (…) Os dois grupos querem blindar prefeito e governador, ambos cotados para disputar (sic) o Palácio do Planalto em 2018, contra eventual “fogo amigo” em ano eleitoral”.

Não apenas o PMDB (leia-se Temer) deseja atrair Doria. O DEM está também na jogada. O Painel da Folha (15/8) noticiou: “O pastor Silas Malafaia enviou mensagem a Doria [prefeito de São Paulo] estimulando-o a trocar o PSDB pelo DEM. O prefeito teria respondido que está “analisando”. A ver!

O convite de Temer ao Doria para se filiar ao PMDB parece que está estimulando o prefeito de São Paulo a trair Alckmin, repetindo o que ele fez com Dilma. Conseguirá a sua vingança? Como sempre digo: A conferir!

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

GAZETA GUAÇUANA, 22/08/2017

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