segunda-feira, 15 de maio de 2017

Temer quer aprovar reformas com votos corrompidos





Descobri que Temer e Moro têm uma coisa em comum.
Enquanto os jornais ocupam suas páginas com relatos bombásticos de malfeitos atribuídos por terceiros, em delações premiadas, a Lula e a Dilma, que não estão no poder, a corrupção premiada continua rolando solta no Palácio do Planalto.
E os jornais não se importam.
A corrupção no governo federal nunca foi tão escancarada.
E nem é preciso investigar muito nem receber informações em off de “gargantas profundas”.
Os atos de corrupção consistem na compra de parlamentares para votarem a favor das reformas trabalhista e da Previdência.
É compra mesmo, não é força de expressão. Cada voto tem contrapartida: um ou mais cargos públicos.
Isso é feito à luz do dia, como se fosse ético e moral.
Em nenhum momento recente da História do Brasil a presidência da República afrontou de tal modo o conceito constitucional da independência entre os Poderes, princípio básico do regime democrático.
É grave, muito grave.
O Executivo não só não respeita a independência do Legislativo como o pressiona 24 horas por dia: premia quem vota com ele e castiga os rebeldes.
Mais ou menos o seguinte:
“Se votar comigo, vai ganhar mais cargos; se votar contra mim vai perder os cargos que ganhou”.
Não há empenho em convencer, é jogo rápido: “eu te corrompo para você mudar de opinião”.
Eu compro a tua opinião.
São votos corrompidos!
É desse modo que Temer está tentando aprovar as duas reformas que vão empobrecer ainda mais os que já são pobres, da classe média para baixo.
Voto comprado vale para aprovar reformas que mudam a constituição?
Moro usa e abusa da delação premiada; Temer, da corrupção premiada.


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