segunda-feira, 6 de março de 2017

Yunes complica Padilha: Ministro será demitido? Artigo de Jasson de Oliveira Andrade

Como prometi no artigo anterior, vou transcrever texto de Josias de Souza, sob o título “Amigo Yunes tenta tirar Temer da cena enlameada (sic) das delações da Odebrecht”, sobre a gravíssima denúncia de José Yunes, amigo particular de Temer.

Josias revela: “Amigo de Michel Temer há 50 anos, José Yunes andava sumido desde dezembro de 2016, quando se exonerou do cargo de assessor especial do presidente. Bateu em retirada do Planalto amargurado: “Vi meu nome jogado no lamaçal de uma abjeta delação”, escreveu na carta de demissão. De repente, Yunes voltou à boca do palco. Prestou depoimento à Procuradoria e deu um par de entrevistas. Contou uma história inverossímil. Nela, assume o papel de bobo (sic), empurra o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para dentro da frigideira e SE ESFORÇA PARA RETIRAR O AMIGO TEMER DE UM ENREDO CRIMINOSO (destaque meu). Eis o que disse o amigo José Yunes: “Fui mula (sic) involuntário” de Eliseu Padilha. Nessa versão, recebeu em setembro de 2014 um telefonema de Padilha. Pediu-lhe um favor: “Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar”. O amigo de Temer assentiu: “Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido [PMDB] e convivência política com ele”. Súbito, apareceu no escritório de Yunes “um tal de Lúcio”. Era o doleiro Lúcio Funaro, operador financeiro de Eduardo Cunha. (...) “Ele deixou o documento e foi embora’, contou Yunes.” Adiantes Josias comenta: “Yunes transformou o dinheiro da Odebrecht em “documento”. Apresentou-se como um tolo (sic), um inocente útil que, a despeito de toda experiência de vida, se absteve de perguntar a Padilha o que ele fazia metido em negócios com o doleiro de Eduardo Cunha. (...) De resto, não há vestígio de Michel Temer no enredo confuso de Yunes. Houve quem estranhasse até na Esplanalda” Deu no UOL: “Procuradoria deve investigar Padilha após versão de Yunes sobre pacote”. Vamos ver no que vai dar essa investigação. Josias de Souza pergunta: “Afinal, Temer ainda não demitiu Padilha por que não quer ou por que não pode?”. O Estadão (25/2, indiretamente, responde essa pergunta: “Temer não pretende, por ora, tirá-lo. Segundo fontes, o presidente leva em conta o fato de que um eventual afastamento do auxiliar faria com que ele perdesse o foro privilegiado (sic) e ficasse sob a jurisprudência do juiz Sérgio Moro”. É por essa e outras que Hélio Schwartsman, em artigo na Folha, afirma: “A cada dia que passa, as garras da Lava Jato ficam mais próximas do governo Temer. O que me surpreende aqui é que ainda existam pessoas que se surpreendem com isso”. 

Já a COLUNA DO ESTADÃO (25/2) noticia: “STF avalia situação de Padilha como grave – Se a situação política do ministro Eliseu Padilha é delicada, a jurídica também não fica atrás. Ministros do STF avaliaram como “grave” a acusação do advogado José Yunes de que Padilha o usou como “mula involuntária” para receber um pacote das mãos do operador Lúcio Funaro. (...) “É óbvio que é grave”, diz um ministro, para quem a única saída de Padilha para se preservar politicamente é estender o período de licença médica o quanto puder”. Esta é também a opinião do Estadão: “As declarações fragilizaram a situação de Padilha no Palácio do Planalto e abriram uma nova crise no governo”. Sobre o que é “mula”, Janio de Freitas, em artigo à FOLHA, explica: “No jargão policialesco, “mula” é o transportador de dinheiro ou droga. Não havendo motivo para supor que Padilha esperasse remessa de droga, Yunes só poderia ver-se como “mula” se soubesse haver dinheiro (sic) na encomenda”. 

Deu no Painel do Leitor da Folha - “SERRAGLIO NA JUSTIÇA: Lamentável a escolha do presidente da República. O governo é medíocre (sic) e sempre o será. Deveria, já que é para desmoralizar, convidar o senador Renan Calheiro para ser ministro da Justiça.” Rubens Scardua (Mogi Guaçu-SP).

BOMBA: O pastor Silas Malafaia foi indiciado sob suspeita de lavagem de dinheiro. O pastor declarou: “É uma vergonha, eu não tenho nada a ver com essa patifaria”. A conferir...

SÉRGIO CABRAL, O SUPER-RÉU: O Cabral (PMDB-RJ) acumula 611 supostos atos de lavagem de dinheiro citados em diversos inquéritos. É o líder absoluto!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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