sexta-feira, 31 de março de 2017

NÃO SEJA IMBECIL Empresário não "dá" emprego. Ele contrata porque PRECISA de empregado. E quer resolver o problema dele sem gastar muito.



Emprego é custo pra empresa.

Empresa quer baixar custo.

Se custa $ 100 pra contratar 10 pessoas e a empresa funciona bem com essas 10, não adianta baixar o custo pra 90 que ela não vai contratar mais um e gastar 99. Se ela pode reduzir seu custo em $ 10, não é burra de reduzir em $ 1.

Empresário não dá emprego. Empresário precisa do trabalho do empregado, por isso contrata. E só contrata o necessário, pelo menor valor possível que ele possa pagar.

O dinheiro que sobra da redução de custos da empresa com pessoal chama aumento do lucro e vai pro bolso do empresário, não chama "valor excedente para ajudar na redução do desemprego no país".


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FLORÃO FALIDO Coxinhas entregam Brasil a Temer, fazem país retroceder aos tempos de FHC e culpam o PT



A DIMENSÃO DO DESASTRE DO GOLPE

FHC pegou o Brasil com uma dívida pública de 34% do PIB. Doou metade do patrimônio público sob a alcunha de "privatização". Duplicou a dívida externa. Quebrou o país três vezes, precisando recorrer ao FMI. Entregou o país a Lula sem reservas e devendo 76% do PIB. Já a dívida líquida, que leva em conta os créditos (e não só os débitos) do governo e ele recebeu em 29,5%, deixou em 60,4% do PIB.

A imprensa diz que ele modernizou a economia.

O PT pegou o Brasil com a dívida pública em 76% do PIB, recapitalizou a Petrobrás a transformando na segunda maior petrolífera do mundo, não privatizou nada, "pagou" a dívida externa (sim, transformando-a em interna), e entregou, no último ano do primeiro mandato de Dilma, a dívida pública em 63% do PIB. Já o resultado mais importante sobre o endividamento do país, a dívida líquida, diminuiu a 34,9% do PIB.

A imprensa diz que a gastança do PT quebrou o país.

O déficit público de 2014 que motivou o desastre Levy e os jornais falando de "quebra" do país foi de somente 17 bilhões. Diminuir 0,5% os juros teria resolvido. O déficit dos golpistas só em fevereiro de 2017 foi de 26 bilhões.

A imprensa diz que Temer está consertando a economia.

Mesmo que você considere o último ano de mandato de Dilma, ainda assim o PT teria entregue a economia menos endividada do que recebeu do deus criado pela imprensa nacional, FHC. No final de 2015 a dívida estava em 73%.

Só que 2015 foi o ano de Cunha e Aécio vandalizando o país, em que o único ato de governo de Dilma foi nomear Levy para executar o programa que a oposição defendeu e a imprensa e a banca exigiam. Ela não governou e teve que enfrentar um congresso golpista criando despesas e proibindo aumentar receitas, destruindo as expectativas da economia de um lado enquanto a Lava-jato, de outro, só neste ano, afundava sozinha 2,5% do PIB.

Depois de um ano de governo Temer fazendo tudo o que a mídia e a banca mandam, a dívida já passou, mesmo com a repatriação, os 76% de FHC (alcançados no final de 2016) e atingirá 81% este ano, no mínimo.

Temer é o maior desastre da história do Brasil, exatamente porque sua escola econômica é a Globo News.

Ninguém pode negar que esse desastre, no nível em que foi, começou em 2015 com o receituário suicida de austeridade combinado com os maiores juros do mundo de Levy, as pautas bombas do Congresso e a destruição da indústria nacional causada pela Lava Jato.

Só completos ignorantes podem achar que foi a "roubalheira" em obras que quebrou o país, com um governo que não investe nem 4% do PIB.

A única roubalheira que quebra esse país há vinte e dois anos são as taxas de juros mais altas do mundo.



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IMPRENSA BRASILEIRA MENTE - Saiba o que de fato ocorre na Venezuela



O QUE ACONTECE NA VENEZUELA - E A MIDIA NÃO DIZ

O Tribunal Superior de lá disse que houve fraude na eleição de três deputados no Estado de Amazonas (na eleição de 2015). Havendo fraude, o Tribunal ordenou que a Assembleia não nomeasse os três deputados eleitos mediante fraude.

A Assembleia ignorou a ordem constitucional emitida pelo Tribunal e continuou desrespeitando as decisões da Suprema Corte.

Dentro desse quadro, e depois de mais de dois anos de desobediência civil por parte da Assembleia, o Tribunal Superior interviu e assumiu as funções do Poder Legislativo.

Algo que só se manterá se a Assembleia insistir em descumprir a ordem judicial e, portanto, insistir em manter os três deputados eleitos em 2015 mediante fraude eleitoral.

Diogo Costa, no FACEBOOK

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quinta-feira, 30 de março de 2017

Moro finge imparcialidade e condena Cunha a 15 anos de prisão



O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso no dia 19 de outubro de 2016, em Brasília e levado para Curitiba por ordem do juiz Sérgio Moro, foi condenado a 15 anos de prisão, hoje dia 30 de março de 2017.

O juiz golpista Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, condenou nesta quinta-feira o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha a 15 anos e 4 meses de reclusão. Esta é a primeira condenação dele.

Eduardo Cunha foi condenado por corrupção passiva pela solicitação e recebimento de vantagem indevida no contrato de exploração de petróleo em Benin, por três crimes de lavagem de dinheiro e dois crimes de evasão fraudulenta de divisas.

“O condenado recebeu vantagem indevida no exercício do mandato de Deputado Federal, em 2011. A responsabilidade de um parlamentar federal é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente”, afirmou o juiz golpista na sentença.

O presidente da Câmara dos Deputados foi afastado por ordem do Supremo apenas depois de conseguir aprovar o impeachment de Dilma Rousseff na Casa, no ano passado. A prisão de Cunha deve servir de alerta, tudo indica que é uma preparação da Lava Jato para prender mais membros do PT, principalmente o ex-presidente Lula, dando a impressão de “imparcialidade”.


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terça-feira, 28 de março de 2017

EXPLICAÇÃO DIDÁTICA COM VÍDEO Projeto de Temer tem o objetivo de quebrar a Previdência e migrar a grana para os bancos, além de acabar com as férias e o 13º. salário



Reforma é para transferir R$ 400 bilhões aos bancos

Ex-ministro da Justiça de Dilma quer o País nas ruas para barrar mudanças que vão empobrecer quem vive de salário



O processo de expropriação de direitos sociais em curso desde a instalação do governo Temer só será estancado com mobilização nas ruas. “Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido, diz a Constituição”, lembra o ex-ministro da Justiça do governo Dilma, Eugênio Aragão. É preciso mostrar claramente a cada cidadão e cidadã as consequências de medidas como a terceirização generalizada da mão de obra e a reforma da Previdência, defende ele.

“Temos que mostrar as consequências concretas dessas propostas”. Por exemplo, que o trabalho terceirizado significa que os trabalhadores vão passar a “pular de galho em galho”, regidos por contratos temporários de três meses. “Esses contratos as pessoas sabem como são: não dão direito a férias, nem ao 13º salário, ou aviso prévio, nem licença maternidade, nem FGTS”, cita o ex-ministro. “A terceirização é fim desses benefícios, que existem há décadas, criando o total empobrecimento de quem vive de salário”.

Para enfrentar essa onda de retirada de direitos, Aragão só vê uma saída: “Temos que colocar esse engodo a nu e ir para a rua. Tem um momento em que o direito político de resistência é a única medida que os cidadãos têm de fazer valer a soberania popular”.
"Precisa explicar que terceirização é contrato temporário, sem férias, sem 13º. e sem licença maternidade" - Eugênio Aragão
Eugênio Aragão participou de um debate sobre os desafios postos pela atual conjuntura com a assessoria da Bancada da Liderança do PT no Senado, na manhã desta segunda-feira (27). Ele alertou que a proposta de reforma da Previdência, atualmente em tramitação no Congresso, é apenas a primeira etapa de um processo que tem como objetivo final transferir os R$ 400 bilhões anuais da Previdência Social para o sistema financeiro.

Para o ex-ministro, desde o golpe contra o mandato da presidenta Dilma, em maio do ano passado, quem governa o País é uma “negociatocracia” — um grupo cuja principal motivação é fazer “bons negócios”. E a Previdência é um butim tentador. “R$ 400 bilhões é muito dinheiro para as negociatas”.

Esta primeira etapa da reforma da Previdência é destinada a dificultar o acesso aos benefícios — amplia-se escandalosamente a exigência de tempo de contribuição, a idade mínima e outros requisitos para quem quer se aposentar. Quanto mais difíceis fiquem as regras para obter o direito à aposentadoria, mais os usuários do sistema passam a achar que talvez não valha a pena pagar sua contribuição.

“O objetivo, nesta fase, é estimular os trabalhadores e trabalhadoras a esquecer o sistema público e começarem a considerar a migração para a uma alternativa de previdência privada”, explica o ex-ministro. Claro que muita gente vai fazer a comparação entre os dois sistemas e perceber que essa mudança não é um bom negócio. “Mas o governo pode adocicar essa mudança. Por exemplo, oferecendo o direito de o trabalhador sacar os valores que recolheu ao longo dos anos, com juros e correção monetária, como forma de formar um pecúlio a ser aplicado na previdência privada”. Ou seja: retirar esse dinheiro do sistema público para colocar no sistema financeiro.

Para quem tem um salário alto e faz uma contribuição mensal elevada, essa é uma proposta vantajosa. Aragão cita seu próprio exemplo: como sub-procurador da República, ele contribui com cerca de R$ 4 mil por mês para a Previdência pública. Esses valores, recolhidos ao longo de 30 anos, corrigidos pela inflação do período, representam “uma fortuna”, permitem montar uma carteira de aposentadoria excelente em qualquer banco privado. “Mas como fica quem não tem condições de fazer um aporte desses?”, questiona o ex-ministro;

Ele alerta que essa saída individual quebra totalmente a lógica do sistema previdenciários, baseado na contribuição solidária, que é o que permite que quem ganha salário mínimo, por exemplo, possa se aposentar. “Eu ganho mais e pago mais, mas minha contribuição entra no mesmo pote que os R$ 100 ou R$ 50 de quem ganha pouco. Eu pago mais do que eu preciso, mas o outro trabalhador paga menos, e assim temos um equilíbrio. Se eu retiro a minha parte, eu vou quebrar o sistema, porque quem ganha pouquinho não tem aporte para a sua aposentadoria”, explica Aragão.

Se os salários graúdos saem, o sistema público quebra. E isso não será um efeito colateral da reforma da Previdência, mas seu objetivo principal. “Se o sistema público quebra, todo mundo vai ter que migrar para o sistema privado, que vai se apossar dos R$ 400 bilhões anuais da Previdência. Ou seja, a negociata estará completa”.


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AO VENCEDOR AS BATATAS Após apoiar golpe, Fiesp vê PIB da indústria regredir ao patamar de 100 anos atrás



O economista e ex-candidato a prefeito de Campinas, Marcio Pochmann, afirmou que a presença da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil que estava em 15% em 2014, ano que se iniciou a discussão do impeachment logo após a eleição presidencial, deve fechar este ano em 8% ou 9% do PIB, o valor é semelhante a participação da indústria em 1910, quando o Brasil era eminentemente agrário, há mais de 100 anos.

Para Pochmann, que concedeu entrevista ao site Sul 21, o aspecto mais grave da crise política e econômica vivida pelo Brasil hoje é que o país está completamente sem rumo, sem nenhum debate sobre um projeto nacional e contaminado pelo curtíssimo prazo. Os setores de petróleo e gás, construção civil, agronegócio e indústria automobilística, que foram importantes para viabilizar a recuperação da economia nos anos 2000, nos governos do PT, estão gravemente comprometidos e o país está cada vez mais dependente de uma pauta de exportação primarizada.

Das quatro recessões que o capitalismo brasileiro já viveu, ele considera a atual a mais grave do ponto de vista da desorganização do sistema de investimentos no Brasil. Para Pochmann, o governo Temer é a “pedra que faltava para retirar as possibilidades da industrialização brasileira”. “O que temos hoje basicamente é a força do setor de produção agro-mineral e o setor de serviços. São setores importantes, mas sem capacidade de permitir um ritmo de expansão sustentável para um país com mais de 200 milhões de habitantes”, adverte. No plano político, Marcio Pochmann diz que só há uma saída institucional para a atual crise política, as eleições em 2018, mas está preocupado com essa possibilidade: “A minha preocupação maior é se, de fato, nós teremos eleições em 2018”.

Sul21: Como você definiria o atual momento econômico que o Brasil está vivendo?

Marcio Pochmann: Se olharmos do ponto de vista histórico, essa é a quarta recessão que temos no país desde que o capitalismo aqui se instalou, sendo a terceira do período em que o Brasil se tornou urbano e industrial. Essa é a recessão mais grave do ponto de vista da desorganização do sistema de investimentos do país. Não é apenas uma recessão no sentido da redução do nível de atividade, mas também pelo processo de desinvestimento com o fechamento de empresas no país. A indústria que, desde a Revolução de 30, havia sido o vetor principal do comando da acumulação capitalista no Brasil, praticamente vai se desfazer com essa recessão. Já estávamos convivendo com uma fase de descenso da indústria. Em 2014, a indústria representava cerca de 15% de todo o produto nacional. Em 2017, esse número deve chegar a algo em torno de 8% a 9% do PIB, o que equivale ao que era o Brasil na década de 1910.

Podemos até, em 2017, ter uma inflexão na recessão, mas isso não significa que temos base sustentável para voltar a crescer, pois estamos cada vez mais dependentes de uma pauta de exportação primarizada. Além disso, o agronegócio está sendo atingido por uma série de denúncias. O Brasil está sem rumo. Talvez essa seja uma das coisas mais graves que estamos enfrentando. Não há nenhuma discussão sobre um projeto nacional. O país está totalmente contaminado pelo curtíssimo prazo. (Veja entrevista completa)

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ACIDENTE ESTRANHO MATA ENVOLVIDO COM TRENSALÃO DO PSDB O misterioso caso do búfalo com penas de tucano



São Paulo despertou com uma notícia um tanto quanto inusitada na manhã da última sexta-feira, dia 24. Um búfalo em plena rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, causou um acidente grave com morte depois que foi atropelado por três carros [ ver AQUI ].

Em um dos carros envolvidos no acidente, o motorista acabou morto. O bufálo, pego por outro carro, foi arremessado para cima como uma peteca e caiu certeiro sobre o parabrisa do Volkswagen Amarok dirigido pelo empresário Sabino Indelicato, que morreu. A tragédia parecia misteriosa. Tudo o que se dizia era que o empresário, de São José dos Campos, fora morto, que o outro carro capotou e que o búfalo morreu.

De onde teria aparecido um búfalo em plena grande São Paulo – Guarulhos é a segunda maior cidade do estado – em uma das rodovias mais movimentadas do País? Teria o animal realmente caído do céu, bem em cima do empresário? Seria esse pobre búfalo um fugitivo da Ilha de Marajó, que decidiu se aventurar pelo Sudeste do País, embarcando até Belém e caminhado quase 6 mil quilômetros até Guarulhos?

Talvez um dia saibamos a procedência desse pobre búfalo, ou nunca saberemos. Também quase não se falou do empresário falecido, mas, bem diferente da outra vítima, descobriu-se algo um pouco intrigante. O empresário Sabino Indelicato foi acusado, três anos atrás, de recebimento de propina no caso que ficou conhecido como “trensalão”, o esquema de corrupção envolvendo o governo do estado de São Paulo e a empresa francesa Alstom.

Indelicato foi apontado pelo Ministério Público como um dos mediadores da propina pagas pela Alstom para servidores. Ele teria recebido R$ 2,2 milhões do grupo francês entre 1999 e 2001 por contratos fictícios de consultoria. Um dos beneficiários seria o ex-prefeito de São José dos Campos, Robson Marinho, que até agosto de 2014 era Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ele teria recebido propina para atuar em favor da Alstom. Robson Marinho é amigo e sócio de Indelicato, morto pelo búfalo.

Essa história ficou apagada. Tão apagada quanto a origem misteriosa do búfalo. O escândalo do trensalão, mais do que apagado, foi esquecido pela imprensa.

Não sabemos se esse búfalo tinha penas e bicos de tucano. Não sabemos se a morte de um dos envolvidos no principal escândalo do PSDB em São Paulo tem algum benefício para os tucanos. O que sabemos é que a história começou mal contada e termina mais mal contada ainda.

Se fosse a morte de um acusado em qualquer suposto esquema de corrupção do PT, com certeza a imprensa capitalista estaria falando até agora dessa morte. Provavelmente até mesmo o búfalo seria ressuscitado e daria uma entrevista falando que é amigo de Lula e que teria fugido do sítio de Atibaia, há poucos quilômetros dali.

Mas era o PSDB…



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Brasil de Temer: Carne Fraca e mudança na reforma da Previdência. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade



O programa do PMDB, “modestamente” diz: “Brasil de Temer, o homem certo, na hora certa”. Nesse País, o que o presidente anuncia, pode ser mudado. Não se pode fiar na sua palavra. É o que afirma o economista Celso Ming. No artigo “Aperta que ele afrouxa” (Estadão), ao comentar a mudança na reforma da Previdência, ele afirma: “O presidente Temer capitulou (sic) às pressões e excluiu do projeto de reforma da Previdência a revisão das regras de aposentadoria dos servidores públicos dos Estados e dos municípios. (...) É UMA CONCESSÃO GRAVE E PERIGOSA, POIS MOSTRA QUE O GOVERNO ESTÁ VULNERÁVEL. BASTA APERTA ALGUMA COISA QUE ELE CEDE (destaque meu)”. Trocando em miúdo: Brasil de Temer é FRACO! Portanto, não é homem certo, na hora certa...

Outra prova de que o Brasil de Temer é fraco se refere ao escândalo da “Carne Fraca”. Verissimo, em artigo no Estadão, ironiza: “Essa de chamar de Carne Fraca a operação contra a corrupção (sic) nos frigoríficos e o escândalo dos fiscais da indústria de alimentos, que recebiam propinas (sic) para não fiscalizar nada, é genial. A ação poderia se chamar Carne Podre, ou Nome aos Bois, mas aí não teria o mesmo valor literário e irônico. Carne Fraca é perfeito. (...) A corrupção existe, afinal, porque a carne é fraca. (...) Rouba-se tanto porque a carne não se satisfaz com pouco, é incapaz de se contentar com o que já tem. Porque a carne é insaciável”.

A Polícia Federal é culpada pela crise da carne fraca? O jornalista Bernardo Mello Franco, no artigo “Os vilões (sic) da história”, publicado na Folha (22/3), responde a esta pergunta. Depois de transcrever críticas de senadores e deputados à Polícia Federal, o jornalista comenta: “A Polícia Federal não está imune a criticas, e há fortes indícios de exageros na divulgação da Carne Fraca. Mesmo assim, é difícil sustentar que os vilões da história são os investigadores, e não os frigoríficos investigados. Foram eles que compraram (sic) fiscais, enganaram consumidores e, claro, FINANCIARAM CAMPANHAS (destaque meu)”. No entanto, é a Polícia Federal quem está pagando o pato!

Na ligação ao fiscal líder da organização criminosa, que está preso, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, chama o funcionário suspeito de corrupção de “GRANDE CHEFE”. Entretanto, o “Brasil de Temer” não demitiu o ministro, como se esperava. Como não exonerou o ministro Padilha depois que o José Yunes declarou que foi “mula involuntária” para receber um pacote de dinheiro, que seria para a campanha de Temer. Ele se licenciou para operar da próstata. Esperava-se que ele seria demitido depois da licença, o que não ocorreu. Será que aí tem? Que é estranha a manutenção dele, isto é!

Outro recuo do Brasil de Temer, o homem certo, na hora certa: Meirelles prometeu que não iria ter aumento de impostos. Agora já fala que provavelmente haverá. A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em matéria paga aos jornais (Estadão, 24/3), sob o título “O que é isso, Ministro?”, critica: “Causa total indignação a fala do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que preanuncia aumento de impostos. A ideia é descabida (sic) e vai na contramão do momento brasileiro. A sociedade jamais aceitará iniciativas neste sentido”. A FIESP termina assim a matéria paga (uma página!): “Chega de pagar o pato. Diga não ao aumento de impostos!” Será que o Brasil de Temer, o homem certo, na hora certa, vai recuar do recuo? Vamos esperar!

Fernando Henrique Cardoso publicou “Diários da Presidência 1999-2000 (Volume 3). O Estadão revela alguns (poucos) trechos do livro: “Hoje senador, Serra foi acusado de não ajudar o partido é “só pedir, pedir, pedir, mas não vestir a camisa do governo”. (...) Criticado nos dois primeiros volumes, o PMDB é alvo novamente, e de forma mais intensa (sic). Há uma passagem do início do ano que sintetiza o clima pesado. “O PSDB e o PMDB às turras por causa de nomeações. O PMDB cada vez mais descarado (sic), querendo colocar gente sem condições para exercer cargos (sic). E o PSDB reclamando”. Sem comentário!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 27 de março de 2017

domingo, 26 de março de 2017

MICARETAS DO MBL FRACASSAM Apesar disso, os raros coxinhas que compareceram merecem elogios


Aquele vídeo de Sério Moro era justamente para ajudar o MBL na convocação para hoje.

Mas Moro não é bobo e sabia que a pauta principal era a destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários dos brasileiros.

Dessa forma, se essa tese estiver correta, ele emprestou sua imagem e "prestígio" pra esta causa e, se o fez, foi de forma absolutamente consciente.

Portanto, ele estaria deliberadamente ajudando a destruir os direitos trabalhistas e previdenciários dos brasileiros.

Lava-Jato, foro privilegiado e fim da corrupção eram mero pretexto.

E Moro emprestou sua imagem para essa finalidade.

Finalmente, chega o grande dia.

Esperavam a presença de milhões de Moros nas ruas do país mas, no fim, só compareceram alguns milhares de morons.

E foi o que muitos esperavam: um completo fiasco.

Nem o Pato da FIESP compareceu. Não teve almoço com fillet mignon.

Afinal, o golpe já foi dado mesmo e a agenda golpista avança.

Ainda que tenham se tornado a chacota desse domingo, os milhares de morons que apareceram nos coxinhaços convocados pelo MBL pró-Temer e pró-escravidão merecem elogios pela coragem.

Aqui, um instantâneo de alguns deles, a chamada "turma do deixa disso", ou melhor, "turma do DEIXA ISSO".

Tá bom. Está deixado. Façam bom proveito. Vocês merecem.



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FALSIFICAÇÃO DESCARADA No Twitter, Folha usa imagem de 2016 para maquiar fracasso de micareta pró-escravidão programada pelo MBL



Não que a gente não soubesse disso, mas Leonardo Stoppa deu a letra de forma categórica: essa manifestação, uma verdadeira ARMADILHA, convocada pelos estelionatários do MBL, não tinha nada a ver com corrupção e Lava-Jato. 

O objetivo era ajuntar multidões, sob esse suposto pretexto, para dar à imprensa imagens grandiloquentes que dessem a entender que os brasileiros são favoráveis à pauta destruidora de seus próprios direitos trabalhistas e previdenciários. Vejam o vídeo:



Mas hoje, pelo andar da carruagem, nem mesmo o vídeo do Moro, que tinha o CLARO E EVIDENTE PROPÓSITO de convocar as vítimas a comparecerem em sua própria cerimônia de execução deu resultado.

À hora do dia em que escrevo isto ( são 17:36 hs ) , as noticias e comentários correntes dão conta de que essas manifestações foram um retumbante fracasso. Provavelmente, dessa vez não teremos aquelas imagens de patrões conduzindo coercitivamente seus funcionarios para participarem destas micaretas do MBL que, repito, são pró-terceirização e pela destruição da Previdência e nada a ver com Lava-Jato. É bom frisar: Moro participou disto. Nem ele deve ter acreditado que a pauta era a Lava-Jato.

FOLHA FALSIFICA ( 1 ): O RETORNO DO DOMÍNIO DO FATO

Em manchete recente, a suposta delação de Marcelo Odebrech, onde ele teria dito que Dilma "sabia" de um caixa 2 na eleição de 2014.

Mas, no corpo da noticia, essa informação é sutilmente desmentida ( ver imagem abaixo ).

Dilma sabia, mas não sabia? Ou melhor, não sabia mas sabia? Digo, tinha que saber, ora. Presidente sabe de tudo, como diria FHC. Ou melhor, ele disse que presidente não tem como saber de tudo. Ai, que confusão!


FOLHA FALSIFICA ( 2 ): DANDO AQUELA FORCINHA PROS PARÇAS DO MBL

Depois de ter falsificado um suposto conhecimento de Dilma sobre um suposto caixa 2 na campanha de 2014, nada mais natural que a Folha praticasse mais falsificações.

Assim, ao entrar no Twitter, um incauto e ingênuo internauta se depararia com a noticia sobre as micaretas de hoje do MBL.

Que, segundo consta, foram e estão sendo um fracasso.

Mas não foi por falta de apoio, não.

A indigitada Folha deu uma forcinha, logo cedo, pra ver se alavancava a presença de público. Pois, se soubessem da Paulista completamente vazia, isso desestimularia os "patriotas".

O jeito foi...botar uma foto de manifestação do ano passado:

Ao ler esse tuite, eu perguntei à Folha de quando era a foto. Diante do silêncio, dei uma pesquisadinha fácil e rápida no Google e encontrei a mesma foto, em noticia de 13 de março de 2016:


Aliás, se eu tivesse consultado o Twitter do jornalista Pablo Villaça, nem precisaria ter tido o trabalho: "Pablo Villaça retweetou Folha de S.Paulo Vocês não têm vergonha de usar foto antiga pra ilustrar o tweet sobre a manifestação fracassada de hoje, não? Nem FINGEM + ser jornalistas?"

Agora resta aguarda a próxima falsificação da Folha, pois desistir dessas armas eles não desisitirão.


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Moro é um criminoso



A lista de crimes do juiz golpista Sergio Moro aumentam a cada dia. O sequestro do jornalista Eduardo Guimarães determinado pelo juiz deixou em alerta toda a imprensa democrática e mesmo jornalistas da imprensa burguesa. À semelhança do processo de Kafka, Guimarães acordou com a Polícia Federal armada em sua casa às 6 horas da manhã levando-o para depor a força em um processo que nem mesmo sabia do conteúdo, sem a presença de um advogado.

Guimarães teve seus eletrônicos e de sua família furtados pela PF, acusação era referente a uma noticia do jornalista, em 2016. Guimarães noticiou a prisão de Lula, o que levou a uma mobilização contra e inviabilizou a ação da PF. Moro, além da condução coercitiva, violou o sigilo constitucional de fonte jornalística. Moro procedeu uma investigação sobre todos os que tiveram acesso à decisão, uma patrulha ideológica, todos que em suas redes sociais simpatizaram com a esquerda foram colocados em uma lista de suspeitos por terem passado a informação.

Por meio de clara ação ilegal de espionagem, Moro quebrou sigilo telefônico de Guimarães para assim descobrir quem passou a informação, o que de fato conseguiu. Segundo Moro, o jornalista com mais de 10 anos de profissão não é jornalista, mas um “propagandista político”, o juiz golpista quer agora estabelecer que é ou não jornalista. Diante da repercussão negativa de seus crimes que não puderam ser encobertos Moro reviu sua decisão. Mas rever essa decisão específica não isenta Moro de todos os crimes e ilegalidades que cometeu só nesse caso.

Em despacho o juiz golpista afirma:

1) “o caso de rever o posicionamento anterior e melhor delimitar o objeto do processo” envolvendo o blogueiro Eduardo Guimarães, que há 12 anos exerce atividades jornalísticas;

2) determina a exclusão de “qualquer elemento probatório relativo à identificação da fonte de informação”.

Quer dizer Moro, depois de todos os crimes contra o jornalista, decidiu não mais investiga-lo.

O advogado de Guimarães havia denunciado o fato da quebra de sigilo:

Após o levantamento do sigilo dos autos, cumpre-nos informar fato extremamente grave.

Antes de ser conduzido coercitivamente, o jornalista Eduardo Guimarães teve o sigilo de suas ligações telefônicas violado. O magistrado determinou que a operadora de celular informasse seu extrato telefônico, com o objetivo claro de identificar a fonte que teria passado a informação divulgada no blog.

É importante ressaltar que a fonte jornalística foi identificada mediante quebra de sigilo dos extratos telefônicos do Eduardo Guimarães.

Para Moro não existe sigilo de fonte, sigilo telefônico, legislação, nada, uma vez que o golpista atua por fora da lei para perseguir a esquerda no interesse do imperialismo.


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sábado, 25 de março de 2017

Camisa azul da Copa de 58: a antítese da camisa "amarelinha" dos coxinhas


Quando o Brasil venceu a Copa de 1958 foi decretada, finalmente, a morte da "síndrome de vira-lata" ( nossas elites e classes-médias demonstram que não ).

De qualquer forma, pelo menos em tese, foi lá que o viralatismo brazuca foi superado.

A particularidade do jogo da final foi que, em vez da amarelinha ( posterioremente apoderada e tornada uniforme de coxinhas e canalhas em geral ), a seleção usou uma camisa AZUL.

Portanto, simbolicamente, a camisa que representa a superação do complexo de vira-latas é a azul.

Logo, a camisa azul da CBF seria uma espécie de antítese da camisa amarela, imortalizada como uniforme de coxinhas.

Tá liberado o uso de camisa azul da CBF, se quiserem.



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sexta-feira, 24 de março de 2017

TERCEIRIZAÇÃO O desmonte do Direito do Trabalho no Brasil


O governo escolheu para pagar o “pato” a parte mais fraca econômica, social e politicamente na relação com o mercado: o trabalhador. Se não houver resistência, a fatura será bem mais ampla, pois iniciou com o congelamento do gasto público, passará pelas reformas trabalhista e previdenciária até chegar ao completo desmonte do Estado de Bem-Estar Social. A operação está em curso e eles têm pressa.

por Antônio Augusto de Queiroz

O Direito do Trabalho, como um conjunto de normas de ordem pública e de caráter irrenunciável, possui três fontes: a lei, em sentido amplo, que inclui a Constituição, as leis complementares, as leis ordinárias e os tratados internacionais subscritos pelo Brasil, como as convenções da OIT; as decisões normativas, que são as decisões com força de Poder Normativo adotadas pelos tribunais do trabalho; e os acordos e as convenções coletivas.

O Poder Normativo da Justiça do Trabalho, que tinha a força de impor ao empregador normas e condições de trabalho em favor dos empregados, já foi reduzido com a vigência da Emenda Constitucional 45, que modificou o artigo 114 da Constituição Federal para condicionar o dissídio de natureza econômica na Justiça do Trabalho ao “de comum acordo” entre as partes (empresa ou a entidade patronal e o sindicato de trabalhadores). Isso, na prática, inviabilizou a via judicial como fonte de direito para os trabalhadores.

Se for aprovada a reforma trabalhista do governo Temer, com terceirização na atividade-fim, pejotização e prevalência do negociado sobre o legislado, restará apenas a negociação coletiva, já que a lei perde seu caráter de norma de ordem pública e caráter irrenunciável para o trabalhador. A lei só valerá se acordo ou convenção coletiva não dispuser em sentido diferente.

A negociação coletiva, que atualmente serve para acrescentar direitos, além dos direitos básicos assegurados por lei, terá a função de legitimar a redução de direito, frente à transformação em norma jurídica dos projetos que precarizam as relações de trabalho.

E para precarizar as relações de trabalho podemos mencionar, já em condições de votação, pelo menos três projetos que serão priorizados pelo governo. O PL 4.302/98, que escancara a terceirização e sequer assegura a responsabilidade solidária da empresa tomadora do trabalho terceirizado; o PLC 30/15, que também trata da terceirização e pejotização, que aguarda votação no Senado após ter sido aprovado na gestão Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, em 2015; e o PL 6.787, do governo Temer, que tem como ponto central a prevalência do negociado sobre o legislado.

A possibilidade de prevalência do negociado sobre o legislado dá ao patronato um poder de pressão que ele atualmente não dispõe, já que a legislação é obrigatória em todo o país. Com a nova realidade, bastará que o patrão ameace transferir a planta da empresa para outra cidade ou estado para que os trabalhadores, para preservar o emprego, forcem o sindicato a negociar em bases rebaixadas.

O cerco sobre os direitos trabalhistas se intensificou desde a efetivação de Michel Temer na Presidência da República. Até o Supremo Tribunal Federal (STF) vem dando uma mãozinha ao setor empresarial, na perspectiva de vulnerar as relações de trabalho.

O Supremo Tribunal Federal, em decisão recente na ADPF 323, suspendeu a vigência da Súmula 277 do Tribunal Superior do Trabalho, que garantia a vigência dos acordos e convenções coletivas na hipótese de o empregador ou sua entidade sindical se recusar a negociar sua renovação na data-base. Com isso, o patrão só aceitará sentar para negociar se for para reduzir direitos, e se não negociar o sindicato perde a data-base e todas as conquistas asseguradas em acordos ou convenções anteriores.

Com o impeachment da Dilma e a efetivação de Michel Temer na Presidência da República, as forças de mercado tentam conseguir o que há tempo esperam: um governo capaz de rasgar a CLT e retirar direitos daqueles que vivem de seu salário, uma prestação que tem natureza alimentar.

O governo escolheu para pagar o “pato” a parte mais fraca econômica, social e politicamente na relação com o mercado: o trabalhador. Se não houver resistência, a fatura será bem mais ampla, pois iniciou com o congelamento do gasto público, passará pelas reformas trabalhista e previdenciária até chegar ao completo desmonte do Estado de Bem-Estar Social. A operação está em curso e eles têm pressa. Artigo publicado originalmente na revista eletrônica Teoria & Debate.

* Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap

Fonte: Departamento Intersindical de Assessoria - Diap


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SERVIÇO PÚBLICO Aprovada ampliação da terceirização. Juristas afirmam que decisão é inconstitucional

Colocado em pauta para votação e aprovado na noite da última quarta-feira, dia 22, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 4.302/98, que permite a terceirização irrestrita no país, inclusive no serviço público, é inconstitucional e enfrentará questionamentos na Justiça. É o que avaliam mais dois juristas ouvidos pela FOLHA DIRIGIDA. Como já foi aprovado também pelo Senado Federal, o PL 4.302/98 seguirá para a sanção presidencial.

Hoje não há legislação específica para regular a terceirização. A prática só é possível em atividades secundárias das empresas, também chamadas de atividades-meio, ou seja, não são terceirizados trabalhadores das atividades-fim - tais como médicos e hospitais e postos de saúde, ou professores em escolas, por exemplo. A votação do texto do PL, original de 1998, teve o seguinte placar: 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções.

O Brasil possui hoje cerca de 13 milhões de trabalhadores terceirizados, e o temor de especialistas é de que o número de trabalhadores nesta condição aumente ainda mais no Brasil, em desrespeito à realização de novos concursos ou mesmo à nomeação de aprovados em certames já realizados. Além de autorizar o trabalho terceirizado de forma irrestrita para qualquer tipo de atividade, o texto aprovado na noite desta quarta amplia de três para até nove meses o prazo de validade dos contratos de trabalhos temporários.

Na avaliação do presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ângelo Costa, ao não prever qualquer tipo de restrição à terceirização no setor público, a lei a ser gerada com a aprovação do projeto irá possibilitar a burla ao concurso público. "Vai trazer para a administração pública pessoas que, geralmente, não têm propriamente um compromisso com o cumprimento daquela função e que, muitas das vezes, são pessoas indicadas, apadrinhadas por algum político", criticou.

"E os trabalhadores que entram ali, digamos, pela janela, sem ser pelo concurso público, não têm o compromisso com prestação de serviço à sociedade. O compromisso deles é, geralmente, com quem os colocou lá", apontou, acrescentando que não é incomum que o Ministério Público do Trabalho (MPT) encontre situações desse tipo, sobretudo em prefeituras de cidades do interior.

Associação apresentará questionamento
Costa criticou a possibilidade de terceirização inclusive de atividades essenciais. "Por mais absurdo que seja, não há qualquer vedação. Na realidade, eu até acho difícil, na prática, se terceirizar uma atividade como a magistratura, o ministério público, a polícia, mas em nenhum momento tem qualquer dispositivo que vede essa possibilidade de terceirização."

O procurador do trabalho afirmou que a própria ANPT irá questionar a lei na Justiça, bem como irá provocar a Procuradoria-Geral da República para que proponha uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), que é a forma de se avaliar se a lei está em conformidade com a Constituição Federal. Costa afirmou ainda que a associação é contrária à proposta, em função da precarização das relações de trabalho gerada pela terceirização, seja no setor público seja no setor privado.

Para juiz federal, norma não 'vingará'
O juiz federal William Douglas também afirmou que o texto se torna inconstitucional ao permitir a terceirização de funções inerentes a concursados na forma que prevê a Constituição. "Não é exagero afirmar que o texto do PL é aberrante à ordem constitucional vigente", disse ele.

Também para ele, a aprovação da proposta com essa possibilidade viola o princípio do acesso democrático ao serviço público. "Com certeza poderá permitir a contratação indiscriminada de terceirizados, aí incluindo parentes, afins, companheiros e esposas."

Com relação à possibilidade de terceirização das atividades-fim no serviço público, o magistrado se mostrou convicto de que a medida não terá efetividade. "O Congresso, ao aprovar essa ideia, irá se submeter a um novo constrangimento, pois a terceirização do serviço público, mesmo que aprovada, não será aplicada, pois com certeza será objeto de ação direta de inconstitucionalidade", disse ele.

William Douglas afirmou que há precedente do STF que permite dizer que a ação de inconstitucionalidade será bem sucedida. Ainda segundo ele, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal Superior do Trabalho (TST) também já manifestaram entendimento contrário à terceirização indiscriminada no serviço público, assim como o Tribunal da Contas da União (TCU).

Segundo ele, a questão poderá ainda ser tratada por meio de mandado de segurança pelo concursando, para que tenha sua nomeação realizada por burla ao concurso, e por meio de ação civil pública contra a contratação de empresa terceirizada pelo poder público.

De acordo com posicionamento da equipe do deputado Laércio Oliveira, relator do PL 4.302/98, no serviço público, a terceirização seria limitada pela Constituição, assim como por outros dispositivos legais.


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quinta-feira, 23 de março de 2017

DEVASTAÇÃO Como é a vida miserável de um trabalhador tercerizado


Eu já trabalhei em empresa terceirizada. Trabalhava de domingo a domingo e como era gerente meu celular tinha que ficar ligado e eu responder a qualquer momento. Eu estava na primeira faculdade e isso me rendeu uma estafa e vários problemas de saúde aos 21 anos. Nas palavras do meu médico "nunca vi ninguém com menos de 40 assim". O cálculo feito em direitos trabalhistas que a classe recebia e eu não recebi por ser terceirizada era de 10 salários mínimos por mês. Eu ganhava 3. Pelos cálculos do piso+ horas+ direitos deveriam ser 13. A empresa foi fechada pois o Ministério do Trabalho e Tst consideraram uma fraude trabalhista. Era uma empresa que funcionava nos prédios do Itaú, com a marca do Itaú, diretores do Itaú mas na hora de pagar trabalhador, de fixar horas alegava não ser do Itaú. E é isso que eles estão regulamentando hoje, empresas que serão criadas apenas para contratar mão de obra por preço injusto e condições precárias. 

Isso não vai gerar mais emprego, vai gerar mais doenças e mais pobreza. Além de piorar muito os serviços.


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quarta-feira, 22 de março de 2017

A história do povo que era feliz, ficou triste e voltou a ficar feliz



Era uma vez um povo.

Até aí, nada demais.

Esse povo vivia em uma terra tropical chamada Bananestown. Nome dado em homenagem à fruta banana e a Bananestown, local onde ocorreu um famoso suicídio em massa por razões de crença cega.

Existiam, basicamente, duas classes sociais em Bananestown: os patrão bonzinho e os peão.

Havia, claro, graduações nessas classes. Na classe dos patrão figurava a subclasse dos panelas. Na dos peão também. 
A classe mais alta de todas era a dos patrão TOP.

Desde tempos imemoriais - imemoriais porque esqueci a droga do roteiro e terei que improvisar - os ricos e patrões TOP de Bananestown atingiram esse patamar trabalhando duro. Árdua e honestamente. Bastava trabalhar sem preguiça que, rapidamente, o sujeito se tornava dono de um latifúndio.

Como havia poucos ricos e patrões TOP em Bananestown e, considerando que era só o caso de se trabalhar que se ficava rico, logo conclui-se que a maioria da população de Bananestown não era chegada num batente. Por isso eram pobres.

Eram pobres, sim. Mas não eram infelizes.

Muito pelo contrário.

Eram MUITO felizes.

Ao contrário do que as mentes poluídas possam pensar, os pobres de Bananestown - os peão - não viviam mal.

Viviam era muito bem, pois apesar de serem preguiçosos e malandros, eles recebiam salários altíssimos dos patrão bonzinho. Viviam tão bem quanto seus antepassados, especialmente os imigrantes africanos.

Sim.

Os patrões, fossem TOP ou não, desconsideravam a preguiça atávica dos peão e lhes pagavam salários nababescos.

Faziam isso porque eram bonzinhos, generosos e se preocupavam com o bem-estar dos peão.

Isso durou séculos.

Assim, pode-se dizer que aquele era o povo mais feliz do mundo.

Mas essa felicidade toda estava com os dias contados.

Havia a classe dirigente conhecida como "us pulíticus". Eles, aos contrário dos patrões, eram muito maus.

"Us pulíticus" se incomodavam com a felicidade do povo, felicidade essa garantida pelos patrão bonzinho. A felicidade dos peão lhes causava muita infelicidade.

Profundamente infelizes com aquele estado de coisas, "us puliticus" passaram a maquinar uma forma de cessar toda aquela felicidade insuportável.

Aí criaram um troço chamado "direitos trabalhistas".

Claro que houve revolta e oposição a essa ousadia.

Mas quem se revoltou não foram os peão. Foram os patrão bonzinho.

Estes alegavam que por causa dos tais "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc... ) eles teriam que pagar muito menos pros queridos peão.

Mas não teve jeito. A idéia foi adotada e isso causou uma reviravolta no humor e estado de ânimo do país. Os peão, que eram o povo mais feliz e bem-tratado de todo o globo, viu-se diante de uma situação desconhecida. E ficou triste. Muito triste.

E a tristeza dos peão comoveu os ricos, patrões TOP e outros abaixo na escala dos patrão. E todos ficaram tristes pelo triste destino dos queridos peão. Os patrão bonzinho choraram muito. "Pobres peão! Fizemos o que pudemos para lhes proteger!"

Passou o tempo.

TIC-TAC! TIC-TAC!

Os peão se tornaram o povo mais triste do mundo, e isso perdurou por décadas. Os patrão, os ricos TOP e os outros não esqueceram e jamais perdoaram "us puliticus", especialmente aquele gaúcho baixinho. "Esse teve o que mereceu", diziam.

Mas os "direitos trabalhistas" resistiram, não obstante a resistência e oposição dos ricos e patrões TOP e dos seus herdeiros TOP. A alegria de nosso povo haveria de voltar, pensavam os patrão bonzinho.

Enquanto isso, revoltavam-se com as condições miseráveis dos peão, miséria cuja culpa era dos "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc...). Sem os "direitos trabalhistas" ( toc, toc, toc...) os salários seriam quadruplicados.

TIC-TAC! TIC-TAC!

Um dia, "us puliticus" resolveram consertar o estrago cometido por seus antecessores e devolveram a felicidade a seu povo, aos peão: acabaram de vez com os "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc... ).

A Nação estremeceu. De felicidade e concórdia. De pura euforia. Como quando caiu o Muro de Berlin. Os peão estavam finalmente livres para ganharem excelentes salários, como ocorria com seus antepassados.

Instantaneamente, os patrão bonzinho reajustaram os salários dos peão em 400%. E em 500%. E em 600%. E daí por diante.

E todos dançaram ciranda pelas ruas das cidades daquela terra.

A felicidade voltou aos lares e às famílias. E aos locais de trabalho.

Só alegria.

E Bananestown recebeu o título de "País do povo mais feliz do mundo".

FIM



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terça-feira, 21 de março de 2017

Lava Jato vai quebrar o Brasil. E depois? - Artigo de Nirlando Beirão



O italiano Carlo De Benedetti é um empresário, ou era, que não tem igual no Brasil. Engenheiro de formação, com mil láureas em universidades do mundo afora, ambicioso mas inteligente – alguém que dificilmente você encontraria nas nossas Fieps ou entidades comerciais das nossas vizinhanças.

Ex-execcutivo da Fiat, era o CEO da Olivetti quando a Operação Mani Pulitti (Mãos Limpas) se abateu sobre o mundo empresarial italiano, nos anos 80.

A Olivetti era a IBM da Itália. Uma companhia fortíssima, fabricante de computadores capazes de competir vigorosamente no mercado europeu e mesmo na Ásia e nas Américas.

A Operação Mãos Limpas, ao revelar as ligações promíscuas entre os políticos e as empresas, dizimou a economia italiana. A própria Olivetti quebrou. De Benedetti chegou a ser preso e divulgou uma carta de mea culpa em que desvendava os bastidores do propinoduto.

Escreveu: pago, sim, propinas na Itália para ganhar as concorrências locais; mas se não ganho as concorrências na Itália que condições tenho de ganhar as concorrências internacionais?

Vocês podem achar que o enredo parece muito com um filme que está passando ante nossos olhos, não é?

O juiz Sergio Moro gosta de, modestamente, comparar a sua Lava-Jato com a Mãos Limpas. Numa coisa ele está coberto de razão: a Lava Jato vai destruir a economia brasileira, se é que já não destruiu.

Fez terra arrasada dos setores mais dinâmicos do empresariado, aqueles que tinham expertise tecnológica e visibilidade internacional. A Petrobrás e suas ramificações, as construtoras, a indústria naval...

Só faltava agora este ataque ao setor dos frigoríficos, que conseguiram transformar o Brasil no maior exportador de carne bovina do mundo.

Bem, mas o que fazer? Aceitar o jogo promíscuo da corrupção? Ou fazer a limpa geral, mesmo ao preço de trazer o Brasil de novo ao patamar de Terceiro Mundo? (Não chego a acreditar na teoria conspiratória de que Moro e Dellagnol estão a soldo do CIA e do capitalismo americano)

A comparação que o juiz Moro gosta de citar não faz, porém, o menor sentido em outros aspectos: a Operação Mãos Limpas jamais fez uso de delações premiadas, por se saberem viciadas. Repito: jamais.

Delações premiadas foram usadas, com resultados ambíguos, no combate à Máfia e à sua omertà, ou seja, o seu código de silêncio.

Delações premiadas – está no nome – premiam os delatores, como esse Alberto Youssef, protegido da Lava-Jato como já havia sido protegido por Moro no Caso Banestado.

Outra coisa: a Operação Mãos Limpas foi politicamente isenta e imparcial, não acobertou partidos e políticos amigos. Tanto que não sobrou pedra sobre pedra do quadro partidário após a razzia. Nem mesmo o Partido Comunista – que não tem um único acusado – sobreviveu.

Voltando a De Benedetti: aos 82 anos, está aposentado e, desiludido com seu país, adotou a nacionalidade suíça. A economia italiana conseguiu se reerguer, pouco a pouco. A política funciona, com relativa dignidade. A sociedade recuperou sua auto-estima.

Tenho dúvidas se o Brasil conseguirá fazer o mesmo.


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O escândalo da carne. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


O brasileiro ainda não estava refeito da gravíssima lista de Janot, um tsunami político, quando agora tivemos o escândalo da carne, que poderá trazer graves consequências para o Brasil, maior exportador do produto. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PMDB), reconhece: “Reputação do País como fornecedor está em jogo”. Ele criticou a Polícia Federal, afirmando ainda que a operação da carne vai mudar. O ministro vê “fantasias” e “idiotice” em conclusões sobre carne! Outra providência do governo: Temer convidou embaixadores para um churrasco. Segundo o Estadão, “a estratégia montada pelo Planalto, no entanto, foi recebida com cautela pelos ouvintes. Os embaixadores da União Europeia, João Gomes Cravinho, e da China, Li Jinzhang, deixaram claro ao sair da reunião que as explicações não foram suficientes. Ambos disseram que ainda aguardam uma “explicação” técnica detalhada” do governo. Cravinho não descarta a possibilidade da suspensão da compra de carne”. Só o churrasco, não convenceu! Pior foi a informação do jornalista Fernando Brito: “A tal churrascaria só serve carne bovina importada da Argentina, Uruguai e Austrália.” Se for verdade, Temer enganou os embaixadores! Planalto desmentiu. Outro fato merece destaque: o ministro Serraglio nem sequer foi convidado. Mau sinal para o ministro... Para o “New York Times”, o escândalo “lança dúvidas sobre a indústria do agronegócio no Brasil, um pilar relativamente firme da fraca (sic) economia do país”. 

A manchete do Estadão de 18 de março: “Operação da PF [Polícia Federal] desmonta esquema de corrupção em empresas de carne – Batizada de “Carne Fraca”, maior operação já feita pela Polícia Federal apontou que fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina de empresas para fazerem “vista grossa” a irregularidades”. A COLUNA DO ESTADÃO revela: “PMDB E PP comandam Agricultura há 18 anos – No centro do escândalo desvendado pela Operação Carne Fraca, o Ministério da Agricultura é um condomínio do PP e do PMDB há 18 anos. Desde 1999, os dois partidos indicaram 10 dos 11 ministros nomeados por FHC, Lula e Dilma. De 2007 para cá, seis eram filiados ao PMDB. A dobradinha foi retomada no ano passado, quando Michel Temer nomeou Blairo Maggi. O atual ministro era do PR (sic), mas migrou para o PP a fim de assumir a Agricultura. Os investigadores dizem que PP e PMDB receberam propina do esquema que vendia carne podre”. 

O jornalista Bernardo Mello Franco, em artigo à FOLHA, comenta: “Não é só a carne que está podre. A nova ofensiva da PF expôs o grau de decomposição avançada das relações entre o dinheiro, a política e os órgãos que deveriam proteger o consumidor no Brasil. (...) A operação Carne Fraca flagrou práticas de embrulhar o estômago: reembalagem de comida estragada, uso de substâncias cancerígenas para maquiar produtos vencidos, mistura de papelão nas salsichas. (...) Um dos grampos fisgou a intimidade entre o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e o fiscal apontado como “líder da organização criminosa”. Na ligação, o peemedebista chama o funcionário suspeito de corrupção de “grande chefe”. (...) Há poucos meses, ele prestava a mesma reverência a Eduardo Cunha. Chegou a defender que o amigo fosse anistiado pelas acusações que o levaram à cadeia em Curitiba”. Segundo o jornalista Josias de Souza, “Serraglia era o protetor do fiscal da “Carne Fraca”, concluindo: “Serraglio não percebeu, mas parece estar em apuros.” Será? Duvido... Adiante Bernardo Mello afirma: “O escândalo deve produzir mais um forte abalo na economia. Os frigoríficos empregam milhares e o Brasil se tornou o maior exportador do mundo no setor. Nada disso, é claro, pode servir como desculpa para evitar punições. Além de identificar os culpados, é preciso reforçar os controles para que o caso não se repita. Afinal, a carne continuará fraca”. 

MUDANÇAS NA PREVIDÊNCIA SOCIAL – O melhor comentário sobre as mudanças na Previdência Social foi feito por José Simão. Em uma frase, ele diz tudo: “Uau! Saiu aposentadoria póstuma!” Realmente, caso sejam aprovadas tais mudanças na Previdência, propostas por Temer, não teremos mais aposentadoria, a não ser póstuma! Principalmente a integral: 49 anos! 

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 20 de março de 2017

Atores da Globo como Susana Vieira e Marcelo Serrado são responsáveis pela destruição dos direitos dos brasileiros e merecem morrer na miséria e abandono


Resposta a Marcelo Serrado: Sim, defender o golpe é ser a favor de Temer!

A rejeição a Michel Temer é tanta que ninguém quer aparecer como defensor do golpista que derrubou Dilma Rousseff e está vendendo o País e acabando com os direitos sociais e trabalhistas da população.

O mais novo “opositor” de Michel Temer é o ator global Marcelo Serrado que em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo tentou explicar que mesmo tendo apoiado o impeachment não significa que ele seja a favor de Temer, ou seja, a favor do golpe. A declaração, que virou título da matéria da colunista Mônica Bergamo, é sintomática, pois a impopularidade de Temer é praticamente unânime e qualquer associação, menor que seja com o golpista não é bem vista.

Vale lembrar que Marcelo Serrado foi um ardente defensor do golpe contra Dilma Rousseff participando das manifestações coxinhas ao lado de figuras “artísticas” como Suzana Vieira e Márcio Garcia. Em um destes protestos coxinhas ele apareceu vestindo camiseta em apoio ao juizeco Sérgio Moro. O ator da golpista Rede Globo não só participou dos atos coxinhas como convocou em vídeo os protestos. Como agora estar ligado ao presidente golpista não cai bem, ele vem com essa explicação fajuta de que não é favor de Temer. Na entrevista à Folha chegou a dizer que é de esquerda e que já fez campanha política para Lula, tudo para fugir da pecha de golpista. Também falou que não considera mais Moro um herói: “Ele é uma pessoa normal, que pode errar”. Após o golpe o ator chegou a visitar o Congresso Nacional para fazer “pesquisa de campo” para personagem político que iria interpretar em novela global. Na ocasião tirou foto com o senador Romero Jucá, um dos articuladores do golpe.

Serrado é um dos milhares de responsáveis pelo golpe e a posse do presidente golpista e também pelas medidas impostas por ele e pelos golpistas que tomaram conta do Brasil. Entre as medidas está a atual destruição da Previdência com a reforma que está para ser aprovada no Congresso.

O concreto é que Serrado, assim como outras famosos, figuras públicas e partidos como PSTU, DEM e PSDB, foram às ruas pedir a derrubada de Dilma e consequentemente a entrada de Temer em seu lugar. Não adianta, agora, que o governo golpista está com popularidade zero e mal visto pela população, dizer que não é a favor do golpe.

Vale ainda ressaltar que coincidente-mente Serrado estará no filme golpista “Polícia Federal: A lei é para todos”, justamente interpretando o Juíz Sérgio Moro. O filme é uma verdadeira operação de propaganda para aprofundar o golpe e a perseguição política ao PT, basta analisar o título que tenta colocar a ação da PF como imparcial . O filme tem total apoio da Polícia Federal que cedeu as instalações em Curitiba para a realização das filmagens e também forneceu armas, uniformes, carros, helicópteros e até mesmo aviões para as filmagens. A Polícia Federal ainda deu consultoria e todo o material necessário da operação Lava Jato para consulta da produção. Tem um orçamento milionário de R$ 15 milhões vindos exclusivamente de investidores desconhecidos, exigência contratual, sem dinheiro público. Se Serrado de fato é de esquerda como diz e não apoia o golpe só o fato de participar de um filme propaganda deste quilate já é suficiente para desmenti-lo.

Para encerrar o assunto basta ver que na entrevista à Folha Serrado disse ser a favor da Lava Jato e que não concorda com os que dizem que a operação é parcial: “tenho amigos que diziam que era perseguição. Mas aí o governo do PT caiu e a Lava Jato continuou prendendo as pessoas, e eles viram que não era isso”. Mais golpista que isso, impossível.

CAUSA OPERÁRIA

Artigo completo, com imagens e vídeo AQUI

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