quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Trump é um agente da KGB



A imprensa norte-americana continua fazendo uma campanha contra o presidente Donald Trump que ao mesmo tempo atinge o governo da Rússia. Eleito contra o setor mais importante do imperialismo norte-americano, Trump expressa uma crise e alimenta essa crise no interior do regime político dos EUA. Enquanto estiver no governo, será pressionado até cair ou não se adaptar totalmente à política desse setor.

Parte importante dessa campanha contra Trump é a acusação de que ele seria “ligado aos russos”. Todos os dias os jornais de maior tiragem lembram seus leitores que homens ligados a Trump são investigados por supostas reuniões com os russos para organizar o vazamento de dados da campanha do Partido Democrático, derrotado por Trump nas eleições. É como se Trump fosse um agente de Vladimir Putin, presidente da Rússia, nos EUA. Uma fantasia segundo a qual um país atrasado, no caso a Rússia, teria descoberto uma forma de infiltrar um agente seu na presidência de um país imperialista de capitalismo desenvolvido.

Essa fantasia é uma inversão da realidade. São os EUA que colocam seus agentes para governar países em todo o planeta. Marionetes do imperialismo governam vários países depois de golpes impulsionados pelos EUA. No caso da Rússia, a política do imperialismo até agora foi cercar e minar o governo de Putin para pressioná-lo e precipitar sua queda. Trump prometeu durante sua campanha suspender as sanções econômicas contra a Rússia, medida que o principal setor do imperialismo tenta evitar.

No domingo (19), o New York Times publicou uma reportagem denunciando um plano secreto de homens ligados a Trump para propor um novo acordo de paz com a Rússia relativo à Ucrânia. País hoje governado por políticos colocados no poder graças a um golpe organizado pelo imperialismo durante o governo de Barack Obama.

Segundo o NYT, Michael D. Cohen, advogado de Trump, estaria tentando articular, junto com Felix H. Sater, homem de negócio russo-americano que trabalhou para Trump e Paul Manafort, gerente da campanha do presidente, um acordo de paz alternativo que permitiria suspender as sanções econômicas. O plano envolveria um deputado ucraniano, Andrii V. Artemenko. O jornal os trata como “diplomatas amadores”, tentando reverter a política anterior.

Trata-se de uma defesa da política anterior, em que um governo foi colocado na Ucrânia para opor-se à Rússia. O atual presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, realizará um referendo sobre a entrada da Ucrânia na OTAN, levando a Organização para as portas da Rússia. O esboço de mudança nessa política que Trump sinalizou de forma vaga já foi suficiente para que ele passasse a ser tratado como um agente de Putin na Casa Branca, reavivando o espantalho do perigo russo da chamada “Guerra Fria”, que também se tratava de um cerco imperialista contra uma política independente de países atrasados.


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