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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Delação da Odebrecht e a prisão de Eike Batista. Por Jasson de Oliveira Andrade

Dois fatos jurídicos abalaram o Brasil. Um foi a homologação da delação da Odebrecht pela ministra do Supremo, Cármen Lúcia. A outra foi a prisão de Eike Batista, que era um dos homens mais ricos do mundo e hoje está praticamente falido.

Segundo o Estadão, com a homologação, a Procuradoria-Geral da República poderá começar a analisar formalmente o material para solicitar inquéritos e oferecer denúncias contra políticos e autoridades com foro privilegiado citadas pelos delatores. Os 77 executivos produziram cerca de 950 depoimentos (sic)”. Sobre essa situação, Eliane Cantanhêde comenta: “O fato é que, quanto mais o Judiciário mantém o ritmo ou apressa os passos da Lava Jato, mais Temer, seus ministros e sua base aliada têm o que temer (sem trocadilho)”. Comentário meu: não só Temer, mas também políticos de todos os grandes partidos. O jornal noticia: “Vazamentos seletivos preocupam Planalto – Manutenção do sigilo (sic) das delações, porém, é recebida com alívio por assessores do presidente”. Na reportagem, essa revelação: “Assessores de Temer admitem que os desdobramentos das delações são imprevisíveis”. Adiante o jornal informa: “Na delação feita à força-tarefa da Lava Jato, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho citou o próprio Temer (sic), o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha e o secretário do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco”. Ainda informa o Estadão: “Nos bastidores do Palácio e do Congresso, o comentário é o de que as delações atingem cerca de 200 políticos de vários partidos – muitos dos quais do PMDB e de outras legendas que compõem a base aliada de Temer – além de integrantes do “núcleo duro” do Executivo”. Por falar em PMDB, a Coluna do Estadão (31/1), noticia: “Quem cala, consente? – Dentro do PMDB, cresce o desconforto de uma ala com o silêncio da direção nacional do PMDB sobre as revelações da Lava Jato sobre Sérgio Cabral. “É uma autocomplacência com a corrupção”, critica o senador Roberto Requião. Tudo liberado – Além disso, o ex-deputado Eduardo Cunha, mesmo preso, também segue sem ser incomodado pelo partido”. 

A FOLHA (2/2/2017), em manchete principal de primeira página, noticiou: “Aécio acertou fraude (sic) em licitação, diz Odebrechet”. O jornal, ainda na primeira página, informa: “Ex-presidente da Odebrechet Infraestrutura, Benedicto Júnior, disse à Lava Jato ter se reunido com o então governador Aécio Neves (PSDB-MG) para certar fraude (sic) na licitação da Cidade Administrativa, inaugurada em 2010, a obra custou R$ 2,1 bilhões. (...) Procurado, Aécio Neves defendeu o fim do sigilo das delações para poder se defender e disse que as afirmações são falsas e absurdas”. A Odebrecht, antes mesmo de conhecida as delações de seus principais dirigentes (950 depoimentos) já está causando estrago!

Outra notícia bomba foi a prisão do empresário Eike Batista. O Estadão noticiou: “À espera do voo que o traria para o Brasil e para o cárcere, Eike Batista sinalizou que não pretende ser apenas espectador do processo jurídico e político [com o ex-governador Sérgio Cabral, PMDB-RJ] em que se envolveu. Suas declarações mostraram que o empresário, aparentemente, não descarta seguir o caminho de outros acusados e colaborar com a Justiça”. Se ele realmente fizer a delação, muitos políticos serão delatados! Vamos aguardar...

Se não houver algum retrocesso, os meses de janeiro e fevereiro serão politicamente quentes. A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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