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sábado, 14 de janeiro de 2017

Ecos de 2016 e início de 2017, por Jasson de Oliveira Andrade


Ao se referir ao ano de 2016, o jornalista Luiz Zanin Oricchio, em artigo no Estadão (Aliás), escreveu: “Com tanto baixo astral, a palavra do ano [2016] só poderia ser “queda”. Caiu uma presidente, CAIRAM MINISTROS DE QUEM A DERRUBOU (destaque meu), caiu o PIB, caiu o nível de emprego, caíram máscaras; caiu para a segunda divisão um dos grandes do futebol brasileiro, o Internacional, e, na maior tragédia aérea do nosso esporte, caiu o avião que transportava jornalistas e o time da Chapecoense para a partida mais importante da sua história. Queda sobre quedas: que ano! Não à toa os brasileiros chegam a seu fim [2016] caindo pelas tabelas”.

A Coluna do Estadão (31/12/2016) publicou: “Janaína Paschoal, Jurista: “Se vocês, que não cansam de me xingar, não gostavam do Temer, por que votaram nele? Por que o Lula mandou?, rebatendo ataques nas redes sociais”. Comentário do Jasson: Não se votou em Temer. Votou-se em Dilma, que obteve 54,5 milhões de votos. Votação do atual presidente em 2014: ZERO!

DEMAGOGIA: A revista VEJA, no primeiro número de 2017, publicou na Capa uma fotografia da esposa de Michel Temer, com esse texto: “MARCELA TEMER, A APOSTA DO GOVERNO – Com uma agenda de aparições nacionais, a jovem e bela primeira-dama vira a grande cartada (sic) do Palácio do Planalto para tirar a popularidade do atoleiro (sic)”. Isto é pura demagogia. Primeiro, Temer procurou a popularidade com o filho, Michelzinho. No primeiro dia que ele e a esposa foram levá-lo à escola, avisaram os jornalistas para tirar-lhes fotos! Demagogia barata... Agora, é a vez da esposa, a bela Marcela Temer. Para mim, também demagogia barata!

Já o prefeito João Doria Jr., ao tomar posse na Prefeitura da Capital, vestiu-se de gari e “fingiu” varrer uma rua de São Paulo. Essa atitude dele e de seus secretários foi muito criticada. Vera Magalhães, por exemplo, em artigo ao Estadão, criticou: “Afinal, sabe-se que nem Doria, por mais “trabalhador” que seja, nem os secretários, têm nenhuma intimidade com a profissão de gari. O mais provável é que a intrépida trupe se pareça mais com uma ala de escola de samba que com pessoas de fato empenhadas – e minimamente habilitadas – a tornar a cidade mais limpa”, finalizando: “É hora de o prefeito descer do palco e apagar os refletores. Vestir o figurino do “João trabalhador” nada tem a ver com antecipar o carnaval se fantasiando de gari”. Com a vassoura na mão, ele quis imitar Jânio Quadros...

MASSACRE NOS PRESÍDIOS: Na COLUNA DO ESTADÃO (7/1), essa notícia: CRISTOVAM BUARQUE – “Não acreditaram quando, há 50 anos (sic), Darcy Ribeiro, eu e outros falamos que, se não construíssemos escolas, teríamos de construir presídios”. Ao invés de defenderem a construção de escolas, auxiliares de Temer pedem mais massacres. Lamentavelmente. Um deles, devido a má repercussão, foi demitido. Ainda bem!

ANÁLISE DE WALTER ABRUCEZ - Em artigo no O IMPACTO, sob o título “Levando do jeito que dá”, o jornalista Valter Abrucez fez uma análise sobre 2016 e início de 2017, afirmando que não vislumbra “para este 2017 que tem tudo para ser longo, um cenário mais positivo pelo qual atravessamos em 2016. O Brasil ainda expressa sinais de desacertos (sic), vivendo problemas de extrema gravidade”. A seguir ele faz essa análise da situação atual: “O desemprego é assombroso e isto não se recupera com passe de mágica. Medidas de ordem econômica não costumam produzir resultados em curto prazo. Temos pela frente a perspectiva de PIB minúsculo, quando necessitamos que fosse robusto. (...) A isto se soma o fato de que o governo de Michel Temer custa a adquirir a credibilidade necessária. E sem esse requisito não se governa. Muito contribuiria, sem dúvida, se o presidente da República – ou o golpista, na versão dos contrários – melhorasse a qualidade de seus auxiliares. (...) Não há perspectivas nesse sentido. Temer prefere se deixar rodear de gente de moral e caráter duvidosos. Muitos com várias denúncias penduradas nos tribunais. Se estes, os tribunais, agissem com um pouquinho só de ligeireza, muitos desses personagens já teriam sido escorraçados da vida pública”. Adiante Abrucez diz: “Temos um governo que parece estar se conservando no formol. Não anima, não entusiasma, não oferece uma palavra em resposta à qual pudéssemos bradar: “agora vai”. (...) Para usar a expressão tão comum às ruas, não temos luz no fim do túnel. (...) Prevejo, em repetição, que será um comprido 2017. Longo e penoso.”

Eliana Cantalhêde afirma: “Nada está uma maravilha, mas entramos em 2017 com otimismo realista”. Ela recomenda: OREMOS!

Ainda é cedo para uma previsão sobre 2017. Será que com a ORAÇÃO recomendada por Eliana, teremos um ano melhor do que 2016? A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista é jornalista em Mogi Guaçu

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