quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

BRASIL DOENTE O ódio ao PT como sintoma de esquizofrenia



O BRASILEIRO ESTÁ DOENTE
(Fobia, uma manifestação da esquizofrenia)

Conversei com meu filho, o que dirige a escola, ontem à tarde, e ele me cobrou calma e paciência, afirmando que estou muito agressivo no Face.
E entabulamos conversa sobre política, quando fiquei sabendo das barbaridades que ele tem ouvido, coisas do tipo “tem que vender as estatais todas mesmo, só servem para enriquecer políticos”.
Quando cheguei em casa, debaixo de uma tremenda chuva, li que Dona Marisa Letícia, esposa do Lula, tinha sofrido um AVC, mais especificamente um aneurisma, e estava na UTI.
Corri para blogs e sites, agências de notícias, em busca de mais detalhes, passando pelas páginas coxinhas, fascistas, neoliberais e afins.
Os adjetivos usados em relação a um ser humano muito próximo da morte: vaca, vagabunda, puta... Desejando que morra ou que fique aleijada...
E você imagina: monstros, não são humanos, e vai às páginas deles, em seus perfis.
Compadecem-se de cachorrinhos abandonados nas ruas, postam versículos bíblicos, mensagens cristãs, fotos de flores, desejando bom dia ou boa noite, têm fotos com a família, orgulhosos dela... São iguais a nós.
Mas padecem de uma estranha doença, o ódio, e fiquei procurando entender ou pelo menos justificar isso.
Minha primeira conclusão foi que é um distúrbio mental, faltando definir de que tipo.
Concluí que a psicopatia mais próxima capaz de justificá-los é a fobia.
O fóbico é uma pessoa absolutamente normal, até o momento em que se depara como a situação que teme, quando se desequilibra completamente, tornando-se irracional. 
Por exemplo: imagine alguém que seja acrófobo (também chamado de acrofóbico, o que tem medo de altura). No dia a dia você jamais irá imaginar que esta pessoa tem este problema, não há o menor sintoma, o menor indício, até ela se deparar com o motivo do seu medo, quando entra em processo histérico.
Um caso real: vínhamos, numa viatura do IBGE, cinco pessoas, o motorista, o carona e três no banco de trás. Vínhamos da Delegacia do IBGE, no Humaitá, zona sul carioca, para o centro da cidade, e no percurso, para evitar passar pela orla, trajeto mais longo, corta-se caminho passando por dois túneis.
Uma companheira, no dia a dia muito educada, amável, tranquilíssima, pediu para que não passássemos pelo túnel porque ela tinha medo, confessou que nunca tinha entrado num túnel (claustrofobia, medo de lugar fechado, de confinamento), e não levamos a sério.
Conforme o veículo foi se aproximando do túnel ela foi se desfigurando, entrando em pânico, e como não sabíamos do problema, achamos que era exagero, faniquito.
Quando o carro entrou no túnel, tivemos que contê-la, três homens, e quase não conseguindo, com ela querendo se agarrar com o motorista, implorando para ele voltar, chorando muito, nos mordendo, para soltá-la, e gritando, histérica, um horror.
Quando saímos do túnel, ao invés de alívio o que havia nela era ódio de nós, e foi um custo acalmá-la, conosco pedindo perdão, prometendo que isso não se repetiria (a minha irmã mais velha nunca andou de elevador, medo mortal).
Mas voltando ao caso do acrofóbico: num lugar alto, a reação dele seria a mesma da minha colega do IBGE.
Imagine que ele estivesse sobre uma ponte, por exemplo: não adiantaria explicar que antes dele milhões já passaram por ali e ninguém caiu, que por ali passam veículos pesados e a ponte não cai, que é segura, que a pessoa está amparada... Nada adiantará, está no subconsciente, é irracional.
As fobias podem ter três causas: desconhecida, traumática e induzida.
A fobia traumática é resultado de ter passado por situação semelhante (quando bebê, caiu do colo da mãe ou do berço; maior, caiu de uma escada ou de uma árvore... No caso dos acrofóbicos).
A induzida acontece como condicionamento (as chantagens emocionais, dos pais, por exemplo, colocando filhos de castigo no escuro ou ameaçando com fantasmas, espíritos, bicho papão... Mais tarde isso vai se revelar como nictofobia – medo do escuro, ou espectrofobia – medo de fantasmas, espíritos, mortos... Normalmente associados).
Às de origem desconhecida, os místicos afirmam terem as mesmas causas anteriores, só que ocorridas em encarnação passada. 
Voltando aos coxinhas: são normais, como nós, até o momento em que se fale na esquerda, tendo como resposta comunista, socialista, bolivariano, petisla, lulopetista, luladrão, dilmanta, todo petista é ladrão, arrasaram o país... Tudo dito com ódio, como se tivessem levado um soco.
Se insistirmos piora, e não há argumentos que os demova da fobia.
Sabem que não há nenhuma prova contra Lula, que são 43 acusações contra Temer, que Aécio é cheirador... À Destruição das obras de arte, em São Paulo, diante das reclamações dizem que é mimimi das viúvas do Hadad, quando não gritam “chora, petistas”, felizes com a destruição...
Transporte público é de responsabilidade dos municípios, o prefeito é do PMDB, o ônibus atrasa ou vem cheio, culpa do PT; educação fundamental é de responsabilidade do estado, faltam professores, não há merenda, o prefeito é tucano, culpa do PT; a avó do infeliz, com 100 anos, morre por falência múltipla dos órgãos, senilidade, mas o médico foi negligente por culpa do PT.
Têm consciência que são doentes, mas como os fóbicos, a consciência do problema não os redime.
O prefixo com significado de esquerda é levo, o que quer dizer que são levófobos, ou levofóbicos, quiçá PTófobos, uma manifestação de esquizofrenia, de rompimento da unidade cerebral, retalhando-os em dois.
É uma fobia induzida pela mídia e pelos atualmente investigados, fazendo-os irracionais, capazes de, diante de uma mulher em agonia, chamá-la de vaca, vagabunda, puta... Desejando que morra ou fique aleijada, simplesmente por ser petista.

Rio, 25/01/2017.

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