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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A política econômica do governo vai mal, por Jasson de Oliveira Andrade




Existem dois brasis. Um Brasil de Temer, outro dos analistas políticos. Qual o verdadeiro?

Temer, em visita ao Nordeste, declarou que, no final do mandato, pretende ser reconhecido como “o maior presidente nordestino que passou pelo Brasil”. Contraditoriamente, no Nordeste, Temer só esteve nos salões governamentais. Não entrou em contato com a população, que ele quer conquistar! É por essas e outras que o presidente reconhece que é impopular...

Já os analistas políticos dizem outra coisa de seu governo. Bernardo Mello Franco, no artigo “As previsões e os fatos”, FOLHA (27/12), comenta: “Rombo nas contas do governo é o maior em 20 anos (sic)”. “Utilização de capacidade da indústria cai à mínima histórica”. “Pela primeira vez em 12 anos, shoppings fecham mais lojas do que abrem”. “Varejo tem queda no Natal”. “Mercado reduz projeção do PIB.” “Desemprego deve subir ainda mais em 2017”. (...) Todas as manchetes acima foram recolhidas no noticiário on-line desta segunda (26/12). Elas ilustram o desânimo da economia brasileira na reta final do ano, EM QUE OS FATOS INSISTEM EM CONTRARIAR A PREVISÕES OFICIAIS (destaque meu). No início de 2016, era comum ouvir que o impeachment resultaria na retomada (sic) do crescimento. (...) As previsões róseas (sic) se baseavam na crença de que bastava trocar de presidente (sic) para tirar a economia do atoleiro. Com lama pelas canelas [Lava Jato], os mais otimistas deveriam dar uma olhada no exemplo da Argentina. (...) Quando Michel Temer nomeou sua equipe econômica, os entusiastas da “fada da confiança” festejaram semelhanças (sic) com o time ultraliberal de Maurício Macri. Nesta segunda [26/12], o presidente argentino DEMITIU (destaque meu) o ministro da Fazenda. Se é possível fazer alguma previsão para o início de 2017, é de que a pressão sobre Henrique Meirelles vai aumentar”. A ver...

O Estadão (27/12) noticiou na primeira página: “O ministro da Fazenda e Finanças da Argentina, Alfonso Prat-Gay renunciou ontem [26/12] a pedido do presidente Mauricio Macri, EM MEIO A UMA ECONOMIA EM RECESSÃO E REFORMAS IMPOPULARES”. Qualquer semelhança com a situação do Brasil não é mera coincidência!

Vinicius Torres Freire, em artigo à FOLHA, faz essa revelação: “Sem imposto novo (sic), vai ser muito difícil evitar estouro da meta de déficit já bem gorda de 2017. Isso com “teto” [PEC 55} e tudo. (...) É o maior déficit de que se tem registro, desde 1997, quando passou a haver estatística comparável. (...) Isso tudo tem cara de imposto novo (sic)”. Teremos novos impostos? Acho dificílimo, mas, após esse prognóstico de Vinicius, não é impossível. A CONFERIR. 

Mudando de assunto. Kiko Nogueira, em seu blog “Diário do Centro do Mundo”, em 27/12/2016, deu essa estranha notícia: “Pior que condução coercitiva: a PF [Polícia Federal] tirou Aécio da praia para depor”, terminando assim seu estranho texto: “O maior desrespeito dos agentes que quiseram ouvi-lo foi tirar Aécio Neves da praia com um sol desses. Isso não se faz. Cadê o estado de direito?” O Estadão (28/12) também noticiou o depoimento do tucano mineiro: “Aécio depõe na PF em inquérito sobre a CPI dos Correios – Senador é suspeito de maquiar dado do Banco Rural enviados em 2005 à comissão; caso é improcedente, diz tucano”. O jornal silenciou sobre a sua condução coercitiva (tirou Aécio da praia), como noticiou Kiko Nogueira. Será verdade? Parece que sim: o jornalista não iria inventar essa história! Quanto à condenação de Aécio duvido que isso ocorra...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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