quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A morte do ministro Teori Zavascki: Acidente ou sabotagem?, por Jasson de Oliveira Andrade



O ministro do Supremo Teori Zavascki morreu tragicamente em 19 de janeiro de 2017, no acidente aéreo em Paraty. O Estadão o descreveu: “Discreto, Teori atraiu os holofotes na Lava Jato – Em apenas 5 anos no STF, conduziu com rigor a principal investigação política do País, mas sem deixar o humor de lado”.

Bernardo Mello Franco, em artigo publicado na Folha (20/1), revelou: “Teori era visto como uma esfinge, como mostra o célebre diálogo entre Sérgio Machado e Romero Jucá. Afobados para “estancar a sangria” (sic) provocada pela Lava Jato, os dois reconheciam, em privado [gravação], a impossibilidade de cooptar o ministro. (...) “Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori, mas parece que não tem ninguém”, disse o ex-presidente da Transpetro na gravação. “Não tem. É um cara fechado”, concordou o senador [Jucá]” Adiante o jornalista disse: “Nos últimos meses, o ministro contrariou todas as facções que disputam o comando do Estado brasileiro. Foi ele quem mandou prender o senador Delcídio do Amaral, então líder do governo Dilma. Também foi ele quem afastou Eduardo Cunha, o capitão do impeachment, do trono de presidente da Câmara. Teori ainda enquadrou Sergio Moro quando considerou que o juiz cometeu excessos (sic) e invadiu a área do Supremo”, concluindo assim o seu artigo: “O choque causado pela morte do ministro exige uma investigação rápida e transparente sobre a queda do avião. Com tantos interesses em jogo, é fundamental que não reste, no futuro, nenhum ponto de interrogação sobre os motivos da tragédia”. Já Eliane Cantanhêde, no artigo “Um ano de tragédias” (Estadão, 20/1), escreveu: “Se 2016 foi o ano do impeachment da primeira presidente mulher do Brasil e da maior crise econômica da história brasileira, este 2017 está sendo o ano das tragédias. Começou com os assassinatos bárbaros (sic) em presídios do Norte e Nordeste e chega à morte do ministro Teori Zavascki, que não era apenas um a mais no Supremo Tribunal Federal, mas justamente o relator da Lava Jato, a mais explosiva investigação sobre a corrupção no País. O clima em Brasília é de absoluta perplexidade”. Segundo Rubens Glezer, “Talvez 2017 reserva ainda mais tragédias políticas”. Será? A ver...

O Blog do Ig pergunta: “Acidente ou sabotagem?” A pergunta se justifica com a declaração do filho do ministro Teori. Em junho de 2016, o Estadão noticiou, sob o título “Filho de Teori fala em ameaça à sua família”: Francisco Prehn Zavascki – É óbvio que há momentos dos mais variados tipos para frear (sic) a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei! Acredito que a Lei e as instituições vão vencer. Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês sabem onde procurar... Fica o recado!” Depois da morte do pai, ele declarou à imprensa: “Seria muito ruim para o País ter um ministro do Supremo assassinado, acrescentando: “É preciso investigar a fundo e saber se foi acidente ou não, que a verdade venha à tona seja ela qual for”. Já a irmã de Teori afirmou: “Tenho medo de que possa ter muita coisa por trás. Quero que façam uma boa investigação”. Apesar das suspeitas, um fato histórico poderá explicar a tragédia. Em 12 de outubro de 1992, o acidente com Ulysses Guimarães foi na mesma região! O corpo dele foi o único entre as vítimas (Mora Guimarães, esposa, e o ex-senador Severo Gomes) que não foi encontrado. Sinal que a região, com chuva, é realmente perigosa. O Estadão noticiou: “Viagem poderia ter sido adiada pelas condições do clima”: “O mapa do clima indicava chuva intermitente, nuvens baixas e visibilidade reduzida no litoral sul do Rio, região de Paraty. (...) Nada fora dos limites, mas a viagem, nessas condições, talvez devesse ter sido adiada”.

Acidente ou sabotagem? As investigações, provavelmente, vão responder a essa pergunta do IG. A CONFERIR!

Manchete de Primeira Página da FOLHA (22/1): “Morte de Teori atrasa delações [Odebrecht] e investigação sobre Temer (sic)”. O presidente é citado 43 vezes na Lava Jato. Sem comentário!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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