quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A corrupção continua: Temer precisa escolher melhor seus auxiliares, por Jasson de Oliveira Andrade




Mais uma denúncia de corrupção, que indiretamente atinge Temer, poderá trazer graves problemas ao governo.

O Estadão (14/1) noticiou: “Geddel e Cunha lideravam desvios na Caixa, diz PF”. O primeiro era um dos ministros mais próximos do presidente e ainda, como se verá, tem influência em seu governo. Já Cunha, atualmente preso, foi o responsável pelo impeachment de Dilma, que colocou Temer no Poder. 

O mesmo jornal revelou: “Ex-ministro mantém influência na gestão Temer – Geddel deixou a pasta, mas assessores ainda tocam o dia a dia da Secretaria de Governo”. Na notícia, o Estadão informa: “Alvo da Operação Cui Bono?, o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima mantém sua influência no núcleo duro do Palácio do Planalto, ATUA NOS BASTIDORES (destaque meu) e faz contato frequente com os principais integrantes da cúpula do governo. Toda a estrutura montada por Geddel no governo Michel Temer foi mantida, apesar de sua demissão, em novembro do ano passado”. Segundo João Domingos, na ocasião “Temer disse que tinha se arrependido de ter aceito o pedido de demissão” dele. Sobre o ex-ministro, João Domingos, no artigo “Brincando com fogo” (Estadão, 14/10) afirmou: “Noticias sobre a participação de Geddel Vieira Lima em casos cabeludos existem aos montões. Enumerá-las todas gastaria essa página de jornal e ainda faltaria espaço. (...) Então, saiamos delas. Vejamos como Temer brincou – e ainda brinca – com fogo quando escolheu Geddel e outros personagens da política também assíduos fregueses de noticiários nada abonadores (sic). Mesmo que Temer insista em dizer que suspeitas sobre alguém não são condenações, e não são mesmo, o fato é que elas sempre vão ser uma ameaça para o bom andamento do governo. Boa parte dos sustos e sacolejões que atingiram o governo de Temer surgiu por causa da insistência dele em manter a seu lado pessoas já citadas na Operação Lava Jato. O próprio presidente aparece em delações já negociadas com executivos de empreiteiras. Ele nega qualquer coisa. Mas o nome dele está lá”. O mesmo pensa Valter Abrucez: “O governo de Michel Temer custa a adquirir a credibilidade necessária. E sem esse requisito não se governa. Muito contribuiria, sem dúvida, se o presidente da República (...) melhorasse a qualidade de seus auxiliares. (...) Não há perspectiva nesse sentido. Temer prefere se deixar rodear de gente de moral e caráter duvidosos. Muitos com várias denúncias penduradas nos tribunais”. 

Valter Abrucez tem razão: Temer precisa escolher melhor seus auxiliares! Difícil encontrar um sem acusação, mas sempre existem alguns... Pelo menos, deve tentar.

A situação do governo Temer poderá piorar e muito! A COLUNA DO ESTADÃO noticiou: “Cunha ameaça retomar discussão sobre a delação. – Preso desde outubro do ano passado, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha começou a mandar recados na direção do governo federal. Segundo interlocutores do deputado cassado, ele avisou que vai esperar apenas até o fim do mês para constatar se foi ou não “abandonado” pelos antigos aliados. A grande preocupação dele é com os desdobramentos jurídicos em relação a seus familiares. Assim, segundo seus interlocutores, se essa situação não for resolvida e os parentes correrem risco de prisão, Cunha poderá discutir a delação premiada”. Duvido que os familiares dele sejam presos. O governo deverá evitar essa situação: a ameaça surtirá efeito! A CONFERIR.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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