quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Temer possivelmente cairá antes de 2018, por Jasson de Oliveira Andrade



Depois que escrevi o artigo “O governo Temer derrete”, a situação piorou e muito! Com a delação da Odebrecht, Temer se complicou. Se havia dúvida sobre a queda dele, agora é quase certeza. Fatos nos levam a essa conclusão. Exemplo. O JORNAL NACIONAL, da TV Globo, e a revista VEJA são anti petistas. Apoiaram o impeachment e aprovavam, até pouco tempo, o governo do peemedebista. Não o criticavam. Agora ambos noticiaram com enorme destaque a denúncia da Odebrecht. A capa da Veja desta semana noticia: “Exclusivo (sic); COMO A ODEBRECHT COMPRAVA (sic) O PODER – VEJA teve acesso às 82 páginas da delação de Claudio Melo Filho, o lobista da empreiteira em Brasília. As acusações atingem os principais líderes do PMDB no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto [Temer]”. Na matéria, são DEZ páginas. Uma reportagem arrasadora. Um tsumani! Um destaque da reportagem da VEJA (página 60): “Para fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos [pedidos], eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de mão dupla, pois o atual presidente da República também utilizava seus prepostos [ambos ministros] para atingir interesses pessoais (sic) como no caso dos pagamentos de que participei, operacionalizados via Eliseu Padilha [Chefe da Casa Civil]”. 

Antes da divulgação dessa denúncia, alguns jornalistas já analisavam o governo Temer. Maurício Dias, na CartaCapital, observou: “Com Dilma era uma crise. Com Temer é o caos (sic)”. Marcos Coimbra, também na CartaCapital, assinalou: “Aconteceu o que era previsto; tudo piorou, a economia patina e política perdeu a legitimidade”. André Singer, em artigo na FOLHA, constata: “A crise brasileira é uma crise de direção. Ninguém sabe para onde ir a partir da Operação Lava Jato e da estagnação econômica”‘. Depois da denúncia, a situação piorou: nem mesmo o governo esperava tanto. É o que diz a Coluna do Estadão (11/12): “TENSOS – Governistas avaliaram que os primeiros petardos (sic) da delação da Odebrecht vieram mais potentes do que imaginavam”. Se a tábua de salvação era a economia, com Meirelles, hoje está nas mãos do PSDB. É o que afirma Eliane Cantanhêde (Estado, 11/12): “Com os peemedebistas Eduardo Cunha preso, Renan réu, Geddel fora, Romeu Jucá enrolado e Eliseu Padilha entrando na roda, Temer vai se isolando no Planalto e precisa cada vez mais não só do Congresso, mas em particular do PSDB. Reagiu afirmativamente, com autoridade, quando os tucanos começaram a botar as asinhas de fora (sic) na economia, mas precisa de reforço no Planalto e esse reforço só pode vir do PSDB. De quem mais?” Já Vera Magalhães (Estado, 12/12) faz essa revelação: “A despeito do agravamento da crise política e da pesquisa Datafolha que mostra a queda vertiginosa da aprovação a Michel Temer [antes da divulgação da delação da Odebrecht], com apoio à sua renúncia [63%] e a realização de eleições diretas, a ordem no governo é se segurar até 2018”. Para Valdo Cruz (FOLHA, 12/12): “Após delações, futuro do governo de Michel Temer é incerto”. A ver...

Com todas essas mudanças bruscas na situação política e na economia, quem garante que o governo chegue a 2018? Temer possivelmente cairá antes. Quando o JORNAL NACIONAL e a VEJA o abandonaram tudo é possível! A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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