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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O desemprego recorde não é um acidente, é um projeto perverso


Como fiquei impedido de postar por algumas horas, por ter pego estrada para passar o fim de ano com meu irmão, não publiquei mais cedo e você já sabe que os números do IBGE indicaram que o desemprego no Brasil atingiu um número recorde de pessoas: 12 milhões e cem mil brasileiros, sem contar aqueles que desistiram de procurar e não encontrar.

Isso torna o desemprego presente em praticamente um a cada quatro lares de nosso país.

Não pense, porém, que isso é um acidente de percurso, que apenas é consequência da crise, infeliz consequência.

Por cruel que possa parecer, é deliberado, um sacrifício humano que os sacerdotes econômicos prestam ao Deus Mercado, que não quer o sangue ralo de uma economia inflacionada.

O desemprego e a estagnação e queda da renda são partes essenciais de sua antibíblia, porque, nos seus cânones perversos é preciso deprimir a demanda para que, sem procura, os preços não subam. O membro mais frágil do corpo social é garroteado, e pouco importa que gangrene ou necrose, se o sangue que lhe falta produz uma sensação de viço no restante.

Não estarei sendo radical, odioso?

Não, e para isso basta que eu recorde a você daquele professor aecista Samuel Pessoa- da trupe do tal Instituto Milênio – dizendo que ficaria feliz com um aumento no desemprego e uma queda na renda, pois assim “o ajuste se faria de forma mais rápida e indolor”.

Postei isso aqui em outubro de 2015. E repito o vídeo ao final do post, para quem não viu.

Eram ideias, agora são uma prática.

Mas não se deprima demais, ainda, este número subirá para mais de 13, talvez 14 milhões de pessoas sem emprego, sem renda, sem meios de sobreviver e sem esperança.

Uma gente má, embora muito bem arrumadinha e cheia de títulos acadêmicos domina política econômica brasileira.

São bons, muito bons, no que fazem: o mal.

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