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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

NÃO TEM DONO: Tríplex "do Lula" AINDA PERTENCE A OAS, diz testemunha ao inquisidor Moro


ANTES DE PROSSEGUIR: Esqueça o que diz a manchete. A verdadeira, ou melhor, a PRINCIPAL informação ( destacada em vermelho ), e que deveria ser o título da matéria do UOL, ficou propositadamente escondida no final.

Gerente da OAS diz que nunca viu empresa reformar apartamento para potencial comprador

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro em ação penal que tem como réu o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o gerente de contratos da OAS Empreendimentos, Igor Ramos Pontes disse que não é normal a reforma de apartamentos antes da venda para torná-lo mais atrativo a potenciais compradores, como a que foi feita no trílpex do Edifício Solaris, no Guaruja, que foi oferecido a Lula e sua esposa, Marisa Letícia.

Igor conta que sua função no companhia é acompanhar obras e prestar assistência técnica em unidades já vendidas e que foi chamado, em janeiro de 2014, para realizar melhorias de emergência no trípex, durante um final de semana, porque, na semana seguinte, o aparamento receberia uma visita importante, coordenada pelo próprio presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro.

Ele conta que sua equipe realizou a limpeza e reforço da pintura da unidade e que lhe foi ordenado que acompanhasse a visita de Lula e Marisa, para esclarecer qualquer dúvida técnica. Ele narra que acompanhou à distância a visita do ex-presidente, guiada por Léo Pinheiro, e que não lhe foi feita nenhuma pergunta. “Foi uma visita padrão de apresentação de um imóvel para um potencial comprador”, diz.

Um mês depois da visita, no entanto, Pontes relatou que lhe foi informado que a unidade passaria por uma reforma. “Era uma unidade muito simples, e a intenção era melhorar seu padrão, agregar valor, oferecer mais conforto, para ver se aumentava o interesse do ex-presidente”, conta, citando que a reforma teve um custo total de R$ 770 mil. Questionado pelo Ministério Público Federal se era comum a OAS realizar reformas em unidades ainda não vendidas para tentar atrair cliente, ele admitiu que nunca havia visto este tipo de procedimento antes. Ele disse que também nunca viu a OAS mobiliar apartamentos para vendê-los, como aconteceu neste caso.

O engenheiro relata que, com o apartamento em reforma, Marisa e seu filho, Fábio Luiz da Silva, fizeram uma nova visita ao empreendimento. “A ideia era apresentar o apartamento em uma nova condição, para ver se a família não passava a se interessar”, disse.

Apesar de todas essas particularidades narradas, o gerente da OAS reafirmou que não houve boletim de vistoria, nem entrega da unidade para a família. “O apartamento até hoje pertence à OAS Empreendimentos, não tem nenhuma assinatura de vistoria, pois não tem proprietário, segue constando no estoque da empresa”, diz.

Igor Ponte também disse desconhecer relação do apartamento com vantagens indevidas a Lula ou que Lula ou Marisa deram qualquer orientação sobre a reforma realizada.


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