Monitor5_728x90

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Delação mentirosa contra Dilma. Por Jasson de Oliveira Andrade



Os petistas afirmam que a Justiça procura direcionar as delações contra o PT. Exagero! No entanto, existem fatos que colocam essa acusação em dúvida. É o caso da delação de Otávio Azevedo contra Dilma. Depois se constatou que essa delação era mentirosa. Procurou-se mesmo acusar o PT. Mentirosamente. Essa estranha denúncia mereceu um pedido de Dilma que se faça uma investigação por parte do Ministério Público Federal.


O site da ex-Presidenta Dilma publicou o teor desse pedido. Eis o requerimento: “A Defesa de Dilma Rousseff e da Coligação com a Força do Povo entrou hoje [18/12/2016] com requerimento para que o Sr. Otavio Azevedo, Ex-Presidente da Andrade Gutierrez, seja investigado (sic) pelo Ministério Público Federal. (...) O requerimento tem como fundamento a afirmação falsa (sic) feita pelo Sr. Otávio Azevedo em seu 1º depoimento ao TSE, de forma enfática (sic), de que a Andrade Gutierrez teria realizado doação de origem irregular (sic) de 1 milhão de reais à chapa Dilma-Temer nas ultimas eleições. (...) Após ser confrontado com documentos que demonstravam a regularidade da doação, inclusive com depósito da Andrade Gutierrez ao PMDB (sic) e CHEQUE NOMINAL À CONTA DO CANDIDATO A VICE MICHEL TEMER (destaque meu), o Sr. Otávio Azevedo modificou (sic) seu depoimento anterior e reconheceu a regularidade da doação eleitoral à chapa Dilma-Temer. (...) Diante das evidências de que o Sr. Otávio Azevedo teve a intenção deliberada de fazer afirmação falsa [ ele antes afirmou que a doação era ilegal e para o PT ] perante a Justiça Eleitoral, a defesa de Dilma Rousseff e da Coligação com Força do Povo protocolou requerimento ao Vice-Procurador Geral Eleitoral, para que seja apurado o crime de falso testemunho (sic) (art. 342 do CP) e ao Procurador-Geral de República [Janot] para que seja investigada a conduta de colaborador, que imputou falsamente (sic) inflação penal a quem sabia ser inocente (art. 19 de Lei n. 12850/13). Flávio Crocce Caetano, Advogado de Dilma Rousseff.

Em artigo publicado na FOLHA (22/12), sob o título “Com pedido de investigação, defesa de Dilma reage a vale-tudo na Lava Jato”, o jornalista Janio de Freitas comentou: “Otávio Azevedo mentiu. Ao acusar, em sua delação, a campanha de Dilma de receber da Andrade Gutierrez R$ 1 milhão ilegais (sic), Azevedo elaborou a falsidade, com o pormenor de um encontro entre ele, Edinho Silva [PT] e outro petista, para acertar (sic) a doação. Atitude de mentiroso profissional e, parece claro, de espertalhão (sic)”, concluindo: “Otávio Azevedo põe Sérgio Moro e a Lava Jato em teste”. Janio, no dia 25/12, no Tópico AS MENTIRAS, voltou ao assunto das mentiras de Otávio Azevedo, sem muitas novidades, a não ser essa revelação: “Ainda há o caso da declaração de Otávio Azevedo, aos procuradores da Lava Jato, de doação a Aécio Neves de R$ 12,6 milhões, que depois reconheceu serem, na verdade, R$ 19 milhões. O PRIMEIRO VALOR DAVA COBERTURA AO DECLARADO NA (TAMBÉM FALSA) PRESTAÇÃO DE CONTAS DE AÉCIO (destaque meu)”. Se no que se refere à Dilma a livra de falsas acusações, no caso de Aécio poderá complicá-lo. A ver...

Por falar em doação eleitoral, a Coluna do Estadão (22/12) publicou: “Funaro deu dinheiro a ex-assessor de Temer – O lobista Lúcio Funaro foi quem entregou a José Yunes, ex-assessor especial do governo, dinheiro vivo (sic) oriundo da Odebrecht. A quantia foi de R$ 1 milhão. Um dos auxiliares mais próximos (sic) de Temer, Yunes deixou o governo após vir à tona delação de ex-executivo da companhia Cláudio Melo. Ele narrou uma reunião em 2014 em que Temer teria pedido a Marcelo Odebrecht R$ 10 milhões para o PMDB. Do total, R$ 6 milhões foram para campanha de Paulo Skaf [na época, candidato a governador de São Paulo pelo PMDB] e R$ 4 milhões entregues ao ministro Eliseu Padilha e Yunes”. A Coluna do Estadão ainda informa: “Papuda – Funaro está preso desde julho sob suspeita de comandar com o ex-deputado Eduardo Cunha esquema de arrecadação de propinas (sic) de grandes empresas que buscavam recursos no FI/FGTS”. 

Os delatores, com mentiras no caso de Dilma e com verdades no caso de Yunes ( pediu demissão ), estão nas páginas da mídia!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

.




Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe