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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A comentada corrupção atual, por Jasson de Oliveira Andrade



Nunca se comentou tanto sobre a corrupção como agora. Todos os dias jornais e televisão focalizam esse momentoso assunto, que está colocando em má situação o governo Temer. É o que vamos mostrar.

O jornalista Leandro Colon, em artigo na Folha, constata: “Temer vive hoje o pior momento no Planalto desde que assumiu”. Já o insuspeito Estadão (15/12), no Editorial “O que se espera de Temer”, comenta: “A hesitação do presidente Michel Temer em livrar-se (sic) dos auxiliares sobre os quais pairam suspeita de corrupção tem sido fundamental para o enfraquecimento de seu governo. Nessa hora em que predomina a confusão, com ares de ruptura (sic), é preciso lembrar que a crise econômica, para cuja solução o presidente tem dedicado genuíno esforço, só será superada quando for controlada a crise política, derivada do impressionante colapso moral revelado pela Lava Jato. (...) Temer fez bem de aceitar a demissão de seu assessor especial, José Yunes, apontado por um delator da Odebrecht como o intermediário de um repasse de R$ 10 milhões ao PMDB na campanha de 2014. E fará melhor ainda se afastar, entre outros, os membros do gabinete Moreira Franco e Eliseu Padilha, integrantes do chamado “núcleo duro” do governo, também citados no escândalo. Ambos negaram rumores de que pediram para sair. “Não abandono lutas quando acredito nelas”, disse Moreira. “Não vou deixar o presidente na mão”, mandou dizer Padilha. Sendo assim, cabe a Temer tomar a iniciativa de fazer o que é melhor para seu governo e para o País (sic), dispensando, sem mais delongas, tão leais servidores, que, por serem da absoluta confiança do presidente, foram importantes para a montagem do governo logo em seguida ao impeachment de Dilma Rousseff, mas hoje são o seu calcanhar de aquiles”. 

A FOLHA (17/12) também tocou no assunto em Editorial , “Horizonte incerto”: “O presidente Michel Temer (PMDB) parece ter bons motivos para se preocupar com as delações premiadas negociadas entre ex-funcionários da Odebrecht e os investigadores da Operação Lava Jato. (...) Pelo menos dois desses colaboradores já associaram Temer a verdadeiro toma lá, dá cá (sic) com a empresa – E mal se começa a conhecer o conteúdo de todos os 77 relatos. (...) Objeto de delação segundo a qual teria recebido dinheiro vivo (sic) da Odebrecht em seu escritório, Yunes engrossa a lista das pessoas de estrita confiança (sic) de Temer a se demitirem em seu governo”. Adiante a FOLHA revela: “A despeito de sua popularidade baixa, Temer ainda desfruta de apoio vasto no Congresso”. É esse o motivo que mantem o seu governo. Se não tivesse esse amplo apoio no Congresso (Câmara e Senado) já teria caído! 

Além do Congresso, temos ainda uma provável virada da TV GLOBO. Escrevi, no meu último artigo, que Temer poderia cair porque o JORNAL NACIONAL, da TV Globo, e a revista VEJA noticiaram, com enorme destaque, as denúncias da Odebrecht. Afirmei que a posição desses órgãos poderia derrubar Temer. Agora, Janio de Freitas, na FOLHA, informa: “Como descobriu o “Drive Premium”, informativo de Fernando Rodrigues e equipe, na quarta-feira [14/12], Michel Temer recebeu João Roberto Marinho para jantar. Foi a segunda vez, sendo a primeira logo ao tomar posse. Mas o que Temer queria agora? Queixar-se de certo noticiário da TV Globo. Quer conter (sic) as divulgações negativas para sua imagem. Poderia, talvez, incomodar-se um pouco com as informações negativas sobre a situação do país”. Será que o JORNAL NACIONAL, depois dessa conversa RESERVADA, vai mudar? Provavelmente, sim!

Como noticiou a FOLHA, ainda temos outras delações da Odebrecht. Depois delas, Temer terá dificuldade de segurar seus ministros delatados, principalmente Moreira e Padilha, cujas demissões o Estadão cobrou em seu Editorial... Vamos esperar.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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