sábado, 31 de dezembro de 2016

Trump atropela e dá banana pro imprensalão americano


A comunicação segundo o presidente Trump

Thierry Meyssan

Enquanto o nosso "site", Voltairenet.org, prova que é possível desde há já bastante tempo comunicar, acerca de assuntos políticos, passando para além dos anátemas dos grandes média, Donald Trump envolveu-se na via que abrimos e que muitos outros já encetaram. Para saber novidades da próxima administração norte-americana não vale a pena ler o New York Times, que procura caricaturá-la, mas, sim sítios Internet como Breitbart.com. O futuro Presidente não responde mais às questões da imprensa corporativa, antes se exprime através do twitter.com/realdonaldtrump.

As regras que regem a comunicação política moderna foram impostas pelos Estados Unidos, que têm sido até ao presente dominados pela ideologia puritana (expressão politicamente correcta, desculpas públicas pelas suas faltas valendo absolvição, crença de terem sido escolhidos por Deus para iluminar o mundo, separação entre os WASP e as minorias, crença no enriquecimento como um dom de Deus aqueles que o adoram, etc.). Derrubando a ideologia puritana incarnada por Washington, em geral, e a dinastia Clinton em particular, Donald Trump pôs igualmente fim às regras actuais da comunicação política.

Ele não baseou a sua campanha eleitoral em grandes shows metade/entretenimento/metade-política. Enquanto os seus concorrentes se encenavam em palco ao lado de “stars” do espectáculo (show-business) e usavam orçamentos faraónicos, ele focou-se (focalizou-se/br) na sua mensagem e gastou 10 vezes menos dinheiro que a Srª Clinton.

Considerando que os média em geral lhe eram hostis, ele quase não lhes concedeu entrevistas e não parou, em cada um dos seus comícios, de denunciar a sua total parcialidade. A sua porta-voz jamais tentou seduzir os jornalistas, pelo contrário, ela apoiou-se em sítios Internet contestatários, dispusessem eles já de um público ou não; e o seu director de campanha animando, ele próprio, um destes sítios, o Breitbart.com.

Orientando a sua campanha contra a classe política de Washington, ele não alugou instalações de campanha e permaneceu na sua Trump Tower, em Nova Iorque. Também coerente consigo mesmo não alugou instalações em Washington afim de aí instalar a sua equipe de transição. De facto, enquanto a administração Obama gere os assuntos correntes em Washington, o futuro decide-se em Nova Iorque.

Uma vez eleito, não concedeu qualquer conferência de imprensa, nem qualquer entrevista, dirigiu-se, isso sim, directamente aos Norte-americanos via Twitter e YouTube. É a primeira vez que um chefe de Estado se dirige assim ao seu próprio Povo, curto-circuitando os grandes média(mídia-br).

Como se a campanha eleitoral não tivesse terminado, ele encetou uma tournée (turnê-br) de agradecimento realizando novos comícios, sobre os quais a imprensa evita falar. Nos seus discursos, agradece primeiro aos eleitores das minorias (mulheres, hispânicos, afro-americanos e gays) que votaram nele apesar da imagem racista que os grandes médias lhe colaram. Ele repete a sua mensagem, não contra as elites, mas contra o modo de funcionamento que elas adoptaram em Washington e a ideologia puritana que encarnam. Por fim, ele anuncia as suas primeiras decisões. Em matéria de política externa, ele confirma assim pôr um fim ao Tratado Trans-Pacífico que foi concluído contra a China, acabar com as mudanças de regime (aí incluída a Síria), substituir em todo o lado, onde tal for possível, o actual confronto pela cooperação (aqui, incluindo com a Rússia), e reformar os Serviços secretos cuja única função actualmente é a de assassinar os líderes do terceiro mundo.


Antes, a imprensa presidencial dispunha de confortáveis instalações na Casa Branca e escolhia os temas que deviam ser debatidos. Hoje em dia, a maior parte dos seus membros desertaram de Washington e esperam, o dia inteiro, ao pé da Trump Tower que «o» Donald se digne descer, acompanhando um dos seus convidados até ao carro, e de passagem atirar algumas palavras para o ar.

Os grandes média, escritos e áudio-visuais, persistem em ridicularizar o presidente eleito, em acusá-lo de incompetência e de extremismo, mas ele não tem cura. Ele tratou de passar por cima deles, e em comunicar directamente com os seus compatriotas.


Tradução 

Fonte 

ARTIGO COMPLETO COM VÍDEOS EM VOLTAIRENET


.




.

RUSSO NÃO CAI NA PROVOCAÇÃO DO MOLEQUE Putin humilha Obama



Putin é o cara

O ano desastroso não poderia ter terminado melhor para Putin e para o mundo.
Faltou pouco para incendiar o planeta mais uma vez. Bastaria que expulsasse 35 diplomatas americanos, como chegou a anunciar seu chanceler Sergei Lavrov.
Era o que Obama queria para anunciar novas retaliações.
E aí ninguém sabe o que poderia acontecer.
No entanto, coube a ele, sempre pintado pela mídia americana e europeia como um novo Ivan, O Terrível aplicar uma lição de tolerância no ainda presidente americano que começou o mandato ganhando o Prêmio Nobel da Paz e termina com o Prêmio Nobel da Guerra.
Não valia a pena brigar com um presidente americano em fim de mandato, que chamam por lá de “pato manco”.
Foi uma forma sutil de dizer “Obama, você não manda mais”.
Ele tirou a escada e deixou Obama com a broxa na mão.
Se retaliasse daria gás a um litígio que poderia contaminar suas relações com Trump, que teria de responder à retaliação.
E tudo o que ele não quer é brigar com Super Trump, especialmente no primeiro dia de mandato.
Aí, sim, seria briga de cachorro grande.
Putin mostrou, no apagar das luzes de 2016 que o diabo não é tão horrível quanto parece.
Ele é o cara.


.
.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

"A culpa é do Petê", coxinha canalha?



Quando disserem que "A culpa é do Petê", você pode perguntar:

- O Temer não assumiu há oito meses?

- A Globo não disse que o Levy fez tudo certo, e depois o Meirelles?

- A confiança e os investimentos do empresariado não iam voltar assim que Dilma saísse?

- A Lava-Jato não destruiu segundo estimativas do mercado 5% do PIB?

- A CPMF que o congresso impediu não teria resolvido a questão fiscal?

- A pauta bomba que o congresso aprovou para Dilma não agravou a situação fiscal?

- A repatriação que o Congresso aprovou para Temer não foi negada para Dilma?

- Se o PT é responsável pela entrega do pré-sal, o fim de seus direitos trabalhistas e previdenciários, porque tiveram que tirá-lo do poder para aprová-los?

- No primeiro trimestre desse ano com Dilma sabotada ao máximo, o déficit primário do governo foi de 18 bi. Só no mês passado foi de 38 bi. O PT é que era irresponsável fiscal?

- Para o rombo desse ano, foi o PT que aprovou aumento de salários para militares, judiciário, MP, PF, legislativo e a sextuplicação das verbas para a imprensa?

- Foi o PT que deu um golpe de estado reconhecido assim no mundo inteiro?

É claro que você pode resumir isso tudo e perguntar: "Você é um retardado ou é um cínico canalha?"


.

.

DATENICES GLOBAIS Jornalista da Globo abusa da idiotice e da demagogia e pede prisão de advogado de assassinos de Luiz Carlos Ruas




A ESSE ESTADO DE COISAS

A Globo e outros veículos de comunicação "não sabem" o que leva dois imbecis a atacar dois homossexuais e matar na porrada um individuo que tentou defender as vitimas das agressões.

Apresentador de jornal da Globo, num arroubo de datenice truculenta e demagógica, pede prisão de advogado de um dos assassinos, por não revelar o paradeiro do cliente.

Em nota, a OAB diz que o jornalista "foi leviano por desconsiderar OBRIGAÇÃO LEGAL FUNDAMENTAL na relação advogado e cliente, que é o sigilo profissional".

Jornalista ataca [ leia abaixo ] direito à defesa e ataca os próprios defensores (*), e tem gente que ainda não sabe como chegamos a isto?

(*) PS: Lembra o Moro, não lembra?

==== xxxx ====


Do site da OAB-SP:

É lamentável registrarmos que, no clima de tensão já estabelecido em torno da morte violenta de um vendedor ambulante no Metrô de São Paulo que vem causando justa indignação e comoção social, o jornalista Rodrigo Bocardi, da emissora de maior audiência no país, a TV Globo, em jornal matinal de grande repercussão, Bom Dia São Paulo, faça comentário infeliz sobre o comportamento do advogado que defende os acusados.

Em um momento de insensatez, o apresentador do telejornal sugere que o profissional “deveria ser preso”, pois sabia do paradeiro dos acusados e se negou a entregá-los. Os dois agressores já estão presos.

A Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil repudia de forma veemente esse comentário.

Foi ele leviano por desconsiderar obrigação legal fundamental na relação advogado e cliente, que é o sigilo profissional. Cometeria falta ética se o advogado denunciasse aquele que o procura, como parece pretender o comentarista, por quebrar relação de confiança indispensável para que todos, mesmo aquele a quem é atribuído um crime absurdo de ódio como ocorre nesse caso, possa exercer seu direito de defesa.

Aliás, o dever de sigilo também é presente e veementemente defendido no meio jornalístico em relação a declarações em off de suas fontes. O direito ao sigilo é garantia fundamental, considerado inviolável até mesmo em face do legislador infraconstitucional. E a OAB tem sido vigilante contra tentativas de relativizar ou mesmo quebrar o sigilo profissional, sabedora de sua importância no Estado Democrático de Direito.

É direito do cidadão ser defendido, por mais grave que seja o crime que lhe é imputado, até para ter um julgamento justo e a pena fixada dentro dos parâmetros legais. O advogado não defende o crime. Defende um julgamento justo. Não há causa criminal indigna de defesa, cumprindo ao defensor agir, no sentido de que a todos seja concedido tratamento condizente com a dignidade da pessoa humana, sob a égide das garantias constitucionais.

Em face do crime em si, cuja prática é atribuída ao fato de a vítima ter saído em defesa de uma travesti que estava nas imediações do Metrô renove-se manifestação já promovida pela OAB SP, por intermédio da presidente de sua Comissão da Diversidade Sexual da OAB SP, Adriana Galvão Moura Abílio: “Ora que mundo vivemos repleto de intolerância, ódio e segregação social. Passou da hora de refletirmos sobre este ato heroico de Luiz Carlos Ruas, pois você não precisa ser uma travesti para defender outra travesti, não precisa ser homossexual para defender outro homossexual, não precisa ser mulher para defender outra mulher, negro para defender outro negro. Precisamos de mais pessoas como o cidadão Luiz Carlos Ruas. Vamos respeitar as diferenças e, principalmente, o ser humano”.


.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

XEREBENÉBIAS Pastor suspeito de lavagem de dinheiro tira onda: "Cem mil não foi a maior. Ganhei uma Mercedes de 500 mil!"





.

O desemprego recorde não é um acidente, é um projeto perverso


Como fiquei impedido de postar por algumas horas, por ter pego estrada para passar o fim de ano com meu irmão, não publiquei mais cedo e você já sabe que os números do IBGE indicaram que o desemprego no Brasil atingiu um número recorde de pessoas: 12 milhões e cem mil brasileiros, sem contar aqueles que desistiram de procurar e não encontrar.

Isso torna o desemprego presente em praticamente um a cada quatro lares de nosso país.

Não pense, porém, que isso é um acidente de percurso, que apenas é consequência da crise, infeliz consequência.

Por cruel que possa parecer, é deliberado, um sacrifício humano que os sacerdotes econômicos prestam ao Deus Mercado, que não quer o sangue ralo de uma economia inflacionada.

O desemprego e a estagnação e queda da renda são partes essenciais de sua antibíblia, porque, nos seus cânones perversos é preciso deprimir a demanda para que, sem procura, os preços não subam. O membro mais frágil do corpo social é garroteado, e pouco importa que gangrene ou necrose, se o sangue que lhe falta produz uma sensação de viço no restante.

Não estarei sendo radical, odioso?

Não, e para isso basta que eu recorde a você daquele professor aecista Samuel Pessoa- da trupe do tal Instituto Milênio – dizendo que ficaria feliz com um aumento no desemprego e uma queda na renda, pois assim “o ajuste se faria de forma mais rápida e indolor”.

Postei isso aqui em outubro de 2015. E repito o vídeo ao final do post, para quem não viu.

Eram ideias, agora são uma prática.

Mas não se deprima demais, ainda, este número subirá para mais de 13, talvez 14 milhões de pessoas sem emprego, sem renda, sem meios de sobreviver e sem esperança.

Uma gente má, embora muito bem arrumadinha e cheia de títulos acadêmicos domina política econômica brasileira.

São bons, muito bons, no que fazem: o mal.

RETROCESSO E BURRICE CRIMINOSA Dória e seus eleitores serão os responsáveis pelo aumento da barbárie no trânsito



Doria não liga para vidas salvas com redução da velocidade nas marginais

"Meu marido é médico e trabalha em uma das UTIs de um grande hospital público de São Paulo. As vítimas de alguns dos acidentes de trânsito mais espetaculares que aparecem nos telejornais vão parar lá. Pessoas trituradas, aos pedaços, loucas de dor, que os profissionais de saúde vão juntando, cuidando. Muitas não resistem, outras sobrevivem mas jamais serão autônomas de novo; raramente partem sem sequelas.

Ao contrário de quem vê a notícia do acidente na TV, admira o carro esmagado, diz "que horror" e vai fazer outra coisa, meu marido e a equipe da qual ele faz parte encaram a pessoa e sua família, dão as notícias mais atrozes, tomam decisões e assumem responsabilidades sobre tratamentos. Muito além da técnica, a equipe testemunha o impacto dos acidentes naquelas vidas. Um mar de sofrimento.

Algumas pessoas ficam lá por horas, outras por semanas. Por vezes, meu marido explode de estresse e de tristeza. Todo profissional da saúde passa por isso.

O Brasil é o quinto país no mundo em mortes por acidentes de trânsito. Somente em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito. Os médicos do sistema público, obrigados a gerir a escassez, assistem ao gasto evitável de mais de R$ 200 milhões por ano no atendimento às vitimas– e ainda assim sabemos que, por falta de recursos, elas não recebem toda a assistência que precisariam ou merecem.

Só com motociclistas, nos últimos seis anos, as internações hospitalares no SUS tiveram um crescimento de 115% e o custo com o atendimento a esses pacientes, de 170,8%. Por isso, quando vimos que a futura gestão municipal assegurou que vai mesmo cumprir a promessa de aumentar os limites de velocidade em São Paulo, nós dois choramos.

Num devaneio, eu desejei que os marqueteiros de Doria fossem responsáveis pela acolhida de acidentados nos hospitais públicos de São Paulo e que eles fossem encarregados de dar as notícias às famílias. Porque em São Paulo ainda estão longe de entender que trânsito é uma questão de saúde pública, custeada pelo contribuinte brasileiro.

Qualquer estudo sabe que todo acidente torna-se mais grave em maior velocidade, mas a politicagem de quinta categoria dificulta uma evolução cultural imprescindível: ficar uma hora a mais no trânsito é desagradável; não chegar em casa, ou chegar com sequelas, é bem mais. E custa caro, de todas as formas, para todos nós."

*

Reproduzo acima o desabafo de uma amiga, com o qual concordo 100%. É inacreditável o tamanho do retrocesso a que vamos assistir a partir de janeiro, com o aumento da velocidade nas marginais. A diminuição das velocidades nessas vias, determinada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) na metade do ano passado, gerou uma redução de quase 50% nos acidentes com mortes.

Nos 15 meses anteriores à nova regra, registraram-se 77 ocorrências desse tipo. Nos 15 meses seguintes, o número despencou para 39. Casos de atropelamentos fatais não ocorrem na marginal Tietê há mais de um ano e meio.

Mas nem todas as evidências do sucesso dessa medida e nem os apelos de quem está linha de frente dessa carnificina evitável foram suficientes para conter a demagogia do prefeito eleito. A partir de 25 de janeiro, as máximas nas pistas expressas e centrais retornarão aos patamares anteriores –90 km/h e 70 km/h, respectivamente. Na faixa direita da pista permanece o atual limite de 50 km/h; nas demais, subirá para 60 km/h.

O Estado de São Paulo fez história ao sancionar em 2009 a Lei Antifumo, que baniu o tabaco dos ambientes fechados de uso coletivo, que depois foi seguida pelo resto do país. Em termos de saúde pública, a redução da velocidade máxima das vias de São Paulo se mostrou um sucesso semelhante. A capital paulista tinha tudo para protagonizar uma mudança nacional, mas resolveu virar as costas para o êxito obtido até agora.

É recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) que vias urbanas jamais permitam velocidade acima 50 km/h. Segundo a organização, 47 mil brasileiros morrem todos os anos em razão de acidentes nesses locais. A OMS estima em R$ 27 bilhões (1% do PIB) o custo dessa carnificina no Brasil.

João Doria não está sendo um irresponsável sozinho. O seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), será corresponsável e, ao mesmo tempo, financiador da barbárie que se avizinha. Afinal, é dos cofres estaduais que sai a maior parte dos recursos que sustentam o Hospital das Clínicas de São Paulo, instituição que atende a maioria dos acidentados de São Paulo.

Também é bom lembrar que, em última instância, Doria também poderá ser responsabilizado pelas futuras mortes que ocorrerem nas vias com velocidade aumentada. Se as vidas até agora poupadas não tiveram força suficiente para impedir esse retrocesso, quem sabe o peso das futuras ações criminais e indenizatórias tenha mais sucesso.


.

10 promessas que a mídia fez em 2016 e os midiotas acreditaram



Retrospectiva 2016: 10 momentos inesquecíveis em que a mídia garantiu que o impeachment salvaria o Brasil


O ano de 2016 se aproxima do fim e é importante lembrar do papel da imprensa no golpe e na subsequente draga econômica e institucional em que nos metemos.

Cheios de amor e de esperança, querendo agradar seus patrões a todo custo, jornalistas fizeram previsões furadas e propaganda, baseados no mais puro wishful thinking e, eventualmente, canalhice.

A ideia era vender a ideia de o golpe não era golpe e que a destituição de Dilma “ia tirar o Brasil do buraco”, tese consagrada por Eliane Cantanhêde, uma espécie de porta voz terceirizada de Temer.

Em abril, numa entrevista a uma rádio, ela disse seguinte: “Conversei com o Michel Temer nessa semana. Ele está muito seguro e muito sereno. Fala que está pronto para assumir a responsabilidade, que é tirar o país do buraco. O Michel Temer, por ter mais gás, parece ter chances de conseguir”.

Confira uma seleção de 10 promessas que a mídia fez e os midiotas acreditaram.

1. O pior que não ficou no retrovisor

Míriam Leitão publicou em 16 de julho a coluna “O pior pelo retrovisor”, no Globo. Num tom otimista, traçava um panorama da economia brasileira baseado apenas na valorização dos papéis da Petrobras e na alta das bolsas de valores.

E acrescentava: “O resultado reflete a percepção de algumas melhoras, inclusive regulatórias, na economia e a avaliação de que a recessão está perdendo força, apesar de estar claro que não haverá a volta rápida do crescimento”.

As contas do governo Temer tiveram um déficit de R$ 38,4 bilhões em novembro, o pior resultado para o mês desde 1997. No mesmo mês do ano passado, com o governo sob Dilma, o saldo negativo foi de R$ 21,2 bilhões. Parece que o pior da economia está longe de sair do retrovisor, seja dos investidores ou dos cidadãos comuns.

2.“Pior que tá, não fica”

Em maio de 2016, quando o impeachment caminhava para minar o poder de Dilma Rousseff, Eliane Cantanhêde publicou várias  colunas no Estadão dizendo que é “pior sem ele”.

No mês de dezembro, o Datafolha divulgou que 58% das pessoas consideram Michel Temer pior do que Dilma. Parece que ficou pior do que estava.

3. Previsão de crescimento de 1% que sumiu

Uma reportagem do site da Exame de setembro apontou que a economia sob Michel Temer poderia crescer 1% em 2016. A previsão foi traçada pela consultoria em negócios internacionais e políticas públicas Prospectiva, levando em conta até mesmo a Lava Jato.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou em dezembro deste ano que a previsão para 2016 é de recessão de 3%, com queda na oferta de crédito bancário. Parece que as consultorias de estimação estão perdendo crédito em suas análises em menos de seis meses.

4. “Golpe contra o impeachment”

Antes de ficar famoso nacionalmente por perguntar a Temer como ele conheceu a mulher numa farsa no “Roda Viva”, Noblat escreveu um artigo bonito acusando um “golpe contra o impeachment”.

O texto faz denúncias de uma compra de votos contra o afastamento de Dilma Rousseff — para variar, sem apresentar provas. Teriam ocorridos pixulecos de R$ 1 milhão por voto “não” e R$ 400 mil pelas ausências.

Parece que o golpe contra o golpe não se concretizou. Noblat nunca explicou como é que essa operação milionária fracassou.

5. “Interrupções presidenciais têm impacto positivo”

Merval Pereira falou no dia 17 de janeiro de um estudo de um economista chamado Reinaldo Gonçalves, da UFRJ. O especialista tentava provar que o impeachment de Dilma poderia ser positivo.

Segundo o texto reforçado por Merval, o impedimento reverteria a recessão em 2017 e impulsionaria a economia em 2018.

Nenhum dos sinais dessas medidas com “impactos positivos” foram vistos com Michel no poder. Merval Pereira aproveitou a coluna para alfinetar advogados que criticaram a Operação Lava Jato. Nunca mais citou o tal Reinaldo.

6. Cunha “não tem nada a ver com o impeachment”

Merval também dá suas cacetadas no Jornal das 10 da GloboNews. No dia 13 de dezembro de 2015, ele soltou no programa que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não tinha relação com o golpe. Um santo.

“Eduardo Cunha não tem nada a ver com o impeachment. O Eduardo Cunha foi o presidente da Câmara que aceitou, viu que tecnicamente havia condições de aceitar aquele processo, aquele pedido. Então ele não tem nada a ver com isso, quem vai decidir mesmo é o plenário da Câmara”.

Merval jogou a responsabilidade num Congresso que tem maioria com pendências na Justiça só para tentar livrar a cara de um processo conduzido por um notório corrupto. Em 2016, consumado o golpe, Cunha foi preso. Merval Pereira nunca mais tocou no assunto.

5. “Impeachment ou caos”

O economista Rodrigo Constantino, o amigo do Pateta que foi demitido da Veja e do Globo e hoje tem coluna na Istoé, publicou um artigo em abril com o título: “impeachment ou caos!”.

Era baseado em teses esplêndidas como a de que o presidente Temer faria um “governo suprapartidário” caso o golpe prosperasse, usando aspas do professor de filosofia Denis Rosenfield.

Para Constantino, o governo Temer seria um sucesso porque não teria vermelho em sua bandeira. O único golpe possível era o que o PT estava fazendo, seja lá o que isso signifique.

6. Golpe “cristalizado”

Quando o impeachment foi consumado, em setembro, Eliane Cantanhêde afirmou em texto que o governo Michel Temer sofre com protestos mas “termina em pé”. Comparou-o a Itamar Franco.

“A palavrinha mágica ‘golpe’ ajudou a cristalizar, talvez em milhões de pessoas, a percepção de que o impeachment de Dilma foi ilegal e ilegítimo, a ‘jornada de 12 horas’ ajuda a oposição a ratificar que Temer vai retroceder nos direitos e abandonar os pobres à própria sorte. Em vez de falar esse absurdo, o governo bem que poderia ter usado e abusado, a seu favor e a favor da verdade, dos resultados do Ideb, que configuram o fracasso da ‘pátria educadora’ de Dilma”, diz Eliane no jornal.

7. A “revolta armada” do PT que não existiu

O ex-presidente Lula publicou uma cartilha criticando os procedimentos da Operação Lava Jato. Na cabeça do colunista Reinaldo Azevedo, a carta afirmava que o PT ia optar por uma “revolta armada”, segundo sua coluna na Folha de S.Paulo em agosto.

Dilma, segundo Reinaldo, era a “Afastada”. “Que bom que a ópera petista chega ao último ato, com o próprio partido chamando os inimigos por seus respectivos nomes. É o PT quem me dá razão, não os que concordavam comigo”, diz ele, sem explicar como se daria a revolução do partido de Lula em curso.

8. O editorial que mais curtiu o impeachment

Impeachment é o melhor caminho” é o editorial de apoio ao golpe mais explícito publicado na imprensa. Feito pelo mesmo time  do Estado de S.Paulo que chamou o jornalista Glenn Greenwald de “ativista petista” e pediu sua expulsão do Brasil, o texto é rico em previsões furadas sobre o governo Temer já em abril de 2016.

As propostas de novas eleições “são fórmulas engenhosas para resolver um problema complicado. Pena que sejam todas, pelas mais variadas razões, impraticáveis”.

Hoje, a notícia é de que a maioria da população apoia eleições diretas segundo absolutamente todos os institutos de pesquisa.

9. “A saída da crise”, segundo Paulo Skaf

Nenhuma lista dessa natureza ficaria completa sem as revistas da Editora Três, aquela que concedeu a Temer o título de Brasileiro do Ano.

Em março, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, estava na capa da IstoÉ Dinheiro com a chamada “A reação dos empresários”.

“O impeachment de Dilma é a saída mais rápida da crise”, falou. A reportagem destacava a atuação dele para conseguir a adesão “de boa parte da classe empresarial, da indústria ao varejo”.

De acordo com Skaf, a “economia está indo mal por causa da crise política. Há confiança no Brasil, mas não há confiança no governo”.

Ah, sim: o industrial sem indústria é um dos citados na delação da Odebrecht.

10. As instituições funcionam 

O Globo, que defendeu o golpe militar de 64 e só se desculpou 50 anos depois, defendeu o impeachment com unhas e dentes em vários editoriais.

Num deles em especial, de 30 de março, a família Marinho mandou ver: “Na estratégia de defesa e nas ações de agitação e propaganda de um PT e de uma presidente acuada no Planalto, a palavra ‘golpe’ ganha grande relevância”.

O impeachment de Dilma, fomos informados, “transita pelas instituições sem atropelos. Em 64 seria diferente”.

E finalizava: “Aceite quem quiser que políticas de supostos benefícios aos pobres podem justificar a roubalheira. Não num país com instituições republicanas sólidas”.

Pois é.


.

06/01: Lançamento do livro "A OUTRA FACE DE SÉRGIO MORO"



O MPF tentou me intimidar, mas o livro saiu: A Outra Face de Sérgio Moro, com lançamento para o dia 6/1, 18:00 h, no Sindipetro-RJ

Fui intimado a depor no dia 14/12, no MP do Rio, numa clara ameaça à continuidade das minhas críticas ao juiz Moro e à Lava Jato e principalmente para barrar o lançamento do livro.

O MPF se calou nas inúmeras publicações de exaltação a Moro: A Globo deu prêmio ao juiz; o governo estadunidense também premiou o juiz e suas principais revistas, Fortune e Time, exaltaram Moro. Com certeza os EUA premiaram o juiz pelos serviços prestados. E o MPF se calou! Um juiz de primeira instância virou celebridade.

Agora, o juiz Moro e sua força tarefa da Lava Jato tentam barrar a possibilidade de juízes e procuradores serem punidos por crime de responsabilidade. É esse o espírito de justiça de Moro e da Lava Jato? Punir juízes e procuradores e também criticá-los não pode?

A Lava jato poderia afastar os dirigentes corruptos das empreiteiras e manter as empresas funcionando, para não punir os trabalhadores com o desemprego. Isso foi o que os EUA fizeram na quebradeira de 2008. Entretanto a opção de Moro e da Força tarefa foi outra, até porque, contrariando o STF, ficam com os vergonhosos 10% dos valores dos acordos entre o MP e as empreiteiras. Isso pode?

Além de salvaguardar as empresas e punir os dirigentes, em 2008, os EUA injetaram cerca de US$ 16 trilhões de dinheiro público na economia para salvar empresas privadas como a GM e o City Bank e principalmente não derrubar o PIB. Aqui, na conta da Lava Jato, ocorre a morte da engenharia brasileira; cerca de 2 milhões de desempregados e algo em torno de 5% de queda do PIB. E o juiz Moro estudou nos EUA?

A mídia já recebeu o convite do lançamento do livro. Claro que jamais publicariam, assim como a todos os artigos do livro foram enviados para a mídia e principalmente o Globo.

Agora você tem a oportunidade de conhecer “A Outra Face de Sérgio Moro” e ajudar os cerca de dois milhões de demitidos, já que a receita dos livros é toda para as vítimas da Lava Jato!

Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2016

Autor: Emanuel Cancella, - OAB/RJ 75 300

Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

(Esse artigo pode ser reproduzido livremente)

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.




.

Aeroportos, telefones e o choro dos coxinhas

Os destemidos “coxinhas”, que foram às ruas gritar pelo “Fora Dilma” e que depositaram todas suas esperanças no Judas Michel Temer, vão adorar estas duas notícias: 1- A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União a permissão de reajuste das tarifas de embarques para voos domésticos e internacionais em seis aeroportos do país a partir de janeiro; 2- Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que as contas de telefones terão um aumento de quase 20% no início do ano. O usurpador no Palácio do Planalto, vestido de Papai Noel, continua distribuindo presentes para os que bancaram o “golpe dos corruptos”.

Segundo a Anac, os valores das taxas de embarque dos voos nacionais e internacionais serão alterados nos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro; de Cumbica, em Guarulhos (SP); Juscelino Kubitschek, em Brasília; Tancredo Neves/Confins, em Belo Horizonte; Viracopos, em Campinas (SP); e de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Ainda de acordo com a agência, independentemente da tarifa praticada e dos reajustes decorrentes do contrato de concessão de cada aeroporto, para voos internacionais será aplicado valor adicional do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) que corresponderá sempre a US$ 18. As alterações começam a valer a partir de 1º de janeiro de 2017.

Já o jornal O Globo, tão apreciado pelos “midiotas”, informa secamente, sem qualquer comentário crítico: “Em 2017, o brasileiro terá uma surpresa quando chegar a conta de telefone. O preço vai subir em todo o país para grande parte dos usuários de celular com planos de conta, os chamados pós-pago. Esse grupo soma mais de 77,3 milhões de linhas, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações. Em alguns casos, a alta pode chegar a quase 20%. Para o telefone fixo – com 42 milhões de linhas em funcionamento –, o aumento deve ser de até 13%, indica estimativa feita por fontes do setor”.

Ainda de acordo com o jornal, “o aumento é fruto de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de outubro, que obriga as empresas de telefonia a recolherem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o valor da assinatura básica (ou pacote de assinatura) que é cobrada ao consumidor todo mês. Para o STF, a assinatura mensal pode ser considerada um serviço, já que representa ‘a efetiva prestação do serviço de comunicação’. A decisão vale tanto para a telefonia fixa quanto para a móvel. Os índices de aumento, no entanto, vão variar, já que cada estado tem sua própria alíquota de ICMS”.

Os golpistas prometeram que a vida iria virar um paraíso com a deposição de Dilma, a presidenta eleita democraticamente pela maioria dos brasileiros. A mídia venal – agora acariciada com o aumento das verbas de publicidade – reforçou esta miragem. Antigos “urubólogos”, que só difundiam pessimismo no governo Dilma, viraram otimistas excitados do dia para a noite. Os “midiotas” acreditaram nesta conversa fiada e agora se veem no inferno. Serviram de massa de manobra. Os “coxinhas”, que viviam destilando seu preconceito contra os “pobres” nos aeroportos – “parece a rodoviária –, também terão de pagar a fatura. Com o reajuste da conta dos celulares, nem vai dar mais para postar tantas selfies com PMs nas redes sociais. A vida é dura!


.

Lava Jato: parte do plano para destruir o Brasil



Agora fica mais nítida a participação dos Estados Unidos nos contornos da Lava Jato.
A bola da vez a ser encaçapada em definitivo é a Odebrecht. 
Depois de colocarem o presidente da empresa na masmorra e o coagido a realizar a delação premiada (tortura por outros meios), o momento é de rapinar e delapidar o patrimônio da Odebrecht por meio de multas e confiscos.
O inexistente Estado da Suíça cumpre o seu papel e aproveita da situação para meter a mão no dinheiro investido naquele país, supostamente um lugar seguro. Bem feito, nesse sentido.
O fato é que como a sociedade ficou envolvida no cotidiano do Fora Dilma e do Fora Temer, pouquíssimas pessoas se deram conta dos interesses estadunidenses no desenrolar da Lava Jato, para além das disputas partidárias locais.
Não é teoria de conspiração. Os fatos recentes demonstram o apetite dos ianques. No mais, um país com o histórico de apoio a golpes, guerras e suporte a levantes no mundo todo, sempre em defesa da "paz, liberdade e democracia", deixa a todos bem escolados de como funciona seu modo de operação.
Quem assistiu a série do Pablo Escobar vai se dar conta de alguns detalhes. Escobar era um traficante internacional de cocaína que se tornou bilionário vendendo para o mercado americano. O negócio continua a existir, porém não mais nas mãos de Escobar. Era um negócio muito grande para ele. Vinte anos depois da morte de Escobar, os EUA continuam a ser o maior consumidor de cocaína do mundo. Metade da droga do mundo é consumida pelo mercado americano.
Pois bem, para destruir Escobar, os EUA montaram uma operação diplomática e uma rede de colaboração que envolvia as polícias, a justiça e a mídia.
A Suíça recentemente também colaborou para o desmonte da diretoria da FIFA. A justiça e a polícia fizeram o serviço. Prendeu mais de uma dezena de dirigentes e alguns foram extraditados para os Estados Unidos, como o brasileiro José Maria Marin. Sim, o futebol e as copas se tornaram um negócio grande demais também.
Na última Copa no Brasil, as construtoras nacionais não deram nenhum espaço para as estrangeiras. Ficaram com tudo. Essa foi uma decisão do governo brasileiro que trabalhou de mãos dadas com as grandes construtoras no Brasil e no exterior, transformando-as nas famosas "campeãs mundiais".
Sim, havia uma estratégia do Governo Lula em fomentar certa parcela produtiva da burguesia nacional e construir uma aliança estratégica para o desenvolvimento do Brasil. Se deu certo durante um tempo ou se deu errado para sempre, é outra história. Dessa política nasceram as lendas como aquela que dizia "o Lula é dono da Friboi", entre outras.
Essas empresas "campeãs", "amigas do governo", se consagraram definitivamente como grandes multinacionais brasileiras. Andaram de mãos dadas na política externa e tornaram-se também grandes operadoras e financiadoras do sistema político.
Muitos episódios de corrupção efetivamente ocorreram.
O fato é que está tudo dentro da "normalidade" do que ocorre nas democracias burguesas. Essa "democracia" exportada a base de golpes e bombas, é a condição necessária justamente para que os mercados privados controlem os Estados, por meio de doações de campanha e financiamento do sistema político.
A questão passa a ser a seguinte, para quem o Estado está trabalhando?
A doação das grandes instituições financeiras havia diminuído sua importância relativa, em comparação com as grandes construtoras. O funcionamento do Estado brasileiro estava mais inclinado para a realização das grandes obras. Essas empresas ficam ainda mais fortes e influenciando o funcionamento do Estado. Ainda que a corrupção como prática naturalizada na política brasileira seja algo detestável e a ser combatido, o "jogo grande", jogado pelos grandes players do capitalismo global não envolve esse tipo de pudor. 
A realização de grandes obras e o aumento de investimento em infraestrutura, subverte a ordem econômica global do neoliberalismo. Para o estrangulamento dos Estados e a quebra de direitos dos trabalhadores com consequente aumento do poder de compra e diminuição do mercado interno, se deu um nome bonito de "controle orçamentário das contas públicas". É dinheiro e poder nas mãos dos banqueiros e especuladores.
Ninguém aqui está dizendo que as empreiteiras brasileiras são vítimas ou boazinhas. O fato é que não existem empresas boazinhas. Isso seria um conflito justamente com a natureza do capitalismo, onde a competição pelo mercado e a maximização dos lucros e dos interesses estratégicos são a regra.
Mas a Odebrecht, como outras empresas brasileiras a serem esquartejadas num futuro próximo, eram sim importantes para estratégia de desenvolvimento do Brasil. Possuem ainda um acúmulo gigantesco de conhecimento, geram empregos e são responsáveis por grande parte das exportações nacionais e também de nossa estratégia para a política externa.
Conforme já foi dito, cresceram demais a partir do Governo Lula. Já eram grandes, mas ficaram mais fortes e, não por acaso, os contratos investigados dessas empresas foi justamente no setor de petróleo, o tesouro a ser verdadeiramente roubado pelos piratas internacionais.
Acreditem, não há um só segundo em que os grandes agentes envolvidos nesse processo estiveram verdadeiramente comovidos e preocupados com a corrupção. O que ocorre nada mais é do que um pano de fundo para, aí sim, o maior roubo da história do planeta que está por ocorrer. Vão engolir um gigante chamado Brasil. 
A Odebrecht, concorria globalmente em vantagem competitiva com empresas americanas. Está ainda presente na África, no Oriente Médio, na Ásia, no Caribe e na América Latina.
Aquele porto de Mariel que escandalizou os coxinhas, era justamente uma porta de entrada da produção brasileira e cubana para o mercado dos Estados Unidos.
Odebrecht e outras grandes construtoras interditadas na Lava Jato, também passaram a influenciar os processos decisórios nos países da América Latina, tornando-se importantes doadoras para as campanhas eleitorais no continente. Entraram na rota de colisão com os norte americanos. Tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista político.
Por fim, a Lava Jato também cumpriu o papel de interditar o Brasil.
Só existe um país em condições de concorrer com os EUA como hegemonia local. Esse país é o Brasil. Não que o Brasil fosse alcançar o desenvolvimento dos Estados Unidos em vinte anos, mas eles trabalham para que não sejamos uma alternativa nem em cem, duzentos ou quinhentos anos.
E para destruir o Brasil não é preciso explodir uma bomba sequer. Bombas talvez vivessem a possibilitar que se identifique o inimigo. No Brasil, mais eficiente que mil bombas é a tolice de parte do nosso povo.
Que a camada da sociedade que está indesculpavelmente alijada da política não consiga nesse momento enxergar o que está ocorrendo é possível compreender, entender, dialogar, etc. Mas que a burguesia nacional, tendo, parte dela, seu dinheiro pilhado pelos chacais gringos e seus negócios prestes a serem tomados por piratas não consigam reagir, isso é de doer.
A burguesia nacional brasileira deixa demonstrações inequívocas de sua incompetência e sua incapacidade em liderar o Brasil.
A burguesia odeia o Estado e odeia a classe política, mas o fato é que o capitalismo brasileiro foi construído de cima pra baixo e se houver alguma reação possível, esta ainda virá justamente da classe política (que hoje está vulgarizada e de joelhos) e do povo brasileiro organizado.
Digo organizado para defender o Brasil, que está em processo de desaparecimento. Se for pra cada um ficar defendendo seu protagonismo político de varejo, vai ser até bonitinho, mas essa será a alegria final dos imperialistas.


.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

NA IMPRENSA GRINGA Consultor da UNESCO, ex-reitor britânico diz que Dilma confrontou corporações de privilegiados



Uma carta, publicada pelo jornal inglês The Guardian, mostra mais do que páginas e páginas dos jornais brasileiros.

Seu autor é Kevin Dunion, ex-reitor da Universidade de St. Andrews, fundada no século 15, na Escócia, e primeiro Comissário escocês para a Liberdade de Informação.

Não parece ser, portanto, um “lulopetista”, expressão idiota criada por idiotas e repetida por idiotas, cuja capacidade cognitiva é suficiente apenas para acertar o sorvete na testa.

Conta, com uma clareza singela, a reação das castas – e o Judiciário é a maior delas – à moralização, com seu moralismo hipócrita e cheio de interesses.

Leia só:

Os desafios que confrontam Dilma Rousseff na limpeza vida política brasileira não pode ser subestimados ( Do palácio presidencial para o apartamento de sua mãe , 24 de dezembro). 

Em 2012, fui contratado pela Unesco para aconselhar o governo sobre a implementação do decreto de acesso à informação que a presidente tinha assinado. Entre as primeiras exigências de divulgação feitas pela imprensa diziam respeito aos detalhes de salários e regalias recebidas por ministros, juízes e funcionários públicos.

Isso levou a uma ação legal por parte das associações ( que haviam negociado acordos lucrativos para seus membros ) para tentar impedir a divulgação e uma resistência feroz dentro do governo de coalizão. Quando o assunto foi levado a Dilma Rousseff ela instruiu-nos de que a divulgação completa deveria ser feita, começando com seu próprio pacote salarial.

Posteriormente, os detalhes publicados revelaram que um terço dos ministros e quase 4.000 funcionários federais violaram o teto de pagamento estabelecido pela Constituição e estavam ganhando mais do que a presidente. Recompensas inchadas incluíam até um salário adicional de seis meses por ano, contabilizadas como subsídios de ajuda de custo ou licença educacional. Mesmo alguns funcionários do parlamento e dos elevadores do Congresso estavam ganhando até 10 vezes mais do que o salário médio de um professor ou policial. Aqueles envergonhados não eram suscetíveis de perdoá-la por violar o código de silêncio sobre esses arranjos, muito menos apoiá-la em abordar outras áreas de política corporativista.

Professor Kevin Dunion


.

CANALHAS ADESTRADOS E SELETIVOS Temer aumenta gasolina a torto e a direito e coxinhas vagabundos não abrem a boca


Cadê turma do “Gasolina sem Imposto”? Com Temer pode aumentar à vontade?


Lembra daquela turma que fazia escarcéu quando o preço da gasolina custava menos – em real e em dólar – do que custa hoje, embora o petróleo estivesse custando o dobro de seu valor atual?

Lembra que o Instituto Millenium financiava “dias sem impostos” para mostrar que o Governo estava explorando o povo no preço dos combustíveis?

Lembra que chegaram a fazer um adesivo obsceno e calhorda da Presidenta Dilma para ser colado na lataria do carrão, junto ao bocal do tanque de gasolina?

Passou, né?

Agora pode tudo, mesmo com o barril aí pelos 53/54 dólares contra os 110 dólares de antes.

Está lá em cima o gráfico de hoje do G1, mostrando que quando a Petrobras anuncia baixa, não baixa, mas quando sobe, sobe com vontade.

E vai piorar nesta semana em que a turma viaja, porque o consumo aumenta e as opções de abastecimento, no litoral e no interior, diminuem e o preço é mais salgado pelo frete.

E não adiante ser “flex”, o etanol, como sempre acontece quando a gasolina sobe, subiu também.



.

.

CINISMO, HIPOCRISIA E FALSIDADE CAPAZES DE ENVERGONHAR ATÉ OS COXINHAS Se Dilma pedalou, Temer constrói uma ciclovia



Nessa terça-feira (20), foram aprovadas pelo atual presidente Michel Temer duas leis que autorizam crédito para o Ministério da Saúde, de R$ 3,2 bilhões. Desse total, R$ 1,7 bilhões foram destinados para procedimentos de média e alta complexidade (cirurgias, tratamentos, entre outros), os R$ 1,9 bilhões restantes foram para ajuda financeira a municípios, estados, e o Distrito Federal. Isso só reforça uma despesa que já é prevista na lei orçamentaria. Essa manobra e conhecida como pedaladas fiscais.

Até setembro deste ano o presidente golpista precisaria da autorização do Congresso para estipular esse tipo de decreto suplementar, se não seria considerado crime de pedaladas fiscais, o qual foi usado para justificar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (31 de agosto). Dias após o acontecido, no dia 2 de setembro, o Congresso aprovou uma lei que flexibiliza a abertura de créditos suplementares. Agora, o presidente Michel Temer, por conta dessa manobra golpista do Congresso, pode pedalar à vontade.

Isso mostra o caráter cínico e ilegítimo desse Congresso, que durante o governo Dilma Rousseff, para conseguir o que queria, fez uma campanha ferrenha contras as pedaladas fiscais, mas agora que já conseguiu alcançar seu objetivo, procura legalizar o que antes era crime.


.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

CANALHAS AMESTRADOS QUE SÃO Coxinhas se calaram



NÃO HÁ INDIGNAÇÃO QUANDO A MÍDIA NÃO AMESTRA?

Quando a grande imprensa disse: "Saiam as ruas e protestem contra Dilma!!", centenas de milhares de pessoas se tornaram indignadas. E foram às ruas com fúria. Mas as farras de Temer não causam qualquer incômodo naqueles que bateram panela. Perdemos, com duas entregas do Pré-Sal, 50 vezes o valor desviado na Petrobras. Silêncio total. Nem causam espanto as delações sobre os 23 milhões de Serra, nem as 13 delações de Aécio, nem os dez milhões em dinheiro vivo na mão de Temer, nem todo o ministério denunciado, nem....Lembro-me de como tinham na ponta da língua o número de desempregados: 11 milhões. Mas hoje há 13 mi e nada. Cento e cinco bilhões na mão das teles e nenhum pio. Mas o Bolsa Família era coisa de vagabundo. O pior não é ver os tolos, mas gente com alguma (ou muita) cultura realmente parecer que para se indignar precisa de uma teatralização do Jornal Nacional. São mentes que pensam e sentem segundo o comando de quatro editores. O que me incomoda não é o imbecil típico. Mas aquele que eu julgava não sê-lo agir do mesmo jeito.

A imagem do escárnio: milhões gastos em lanchinhos do governante que cortou milhões do Bolsa Família.


.

.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe