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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trump e o Brasil, por Jasson de Oliveira Andrade

Antes de entrar no assunto deste artigo, três observações. A primeira é que todas as pesquisas sobre as eleições dos Estados Unidos erraram. Elas davam a vitória à Hillary Clinton, mas o vencedor foi Trump. A segunda é um fato menor, mas histórico. A esposa dele, Milania, nasceu na Eslovênia, em 26/4/1970. Ela é a ÚNICA primeira-dama dos Estados Unidos estrangeira! A terceira é que Trump como Dória em São Paulo venceu porque se apresentou como alguém que jamais foi político ou ocupou algum cargo público. Lá como aqui deu certo. Essa semelhança entre os dois é o que veremos a seguir.

O paralelo entre Trump e Dória foi feito pelo jornalista Eugênio Bucci, em artigo ao Estadão (10/11/2016). Ele escreveu: “Eles são muito ricos, chegam de fora, arrombam a porta da direita (sic), destroçam partidos que os acolhem, deblateram contra a política e os políticos, esnobam a imprensa e vencem. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, é um deles. João Dória Júnior, prefeito eleito da cidade de São Paulo, é outro. Os dois fizeram fama apresentando o programa de TV O Aprendiz, donde podemos concluir: todo poder emana de O Aprendiz e em nome de seus telespectadores será exercido. Quanto às consequências, seja na versão soft, empoada (sic) e periférica (Dória), ou na versão hard, abrutalhada (sic) e central (Trump), elas se escondem no subterrâneo do futuro. (...) O que vem por aí? E o que é que se foi por aí? O que ficou para trás? (...) Se ingressamos na era pós-política e da pós-imprensa. E diante disso, francamente, um Trump (ou um Dória) a mais ou a menos é fichinha. De verdade. De fato.”

Trump ganhou a eleição com um discurso radical. Isto trouxe o medo. No entanto, depois de eleito, em seu primeiro discurso, mudou de tom. O Estadão, em Editorial sob o título “Aventura americana”, constatou: “Em seu primeiro discurso depois de eleito, Trump moderou o tom e prometeu que governará para todos os americanos. Como a mentira descarada foi sua principal arma eleitoral, é difícil saber se ele está sendo honesto. O que se sabe é que ele não apresentou nada que o credenciasse a ocupar o cargo político mais importante do mundo, além de exímio manejo dos vícios da demagogia e do populismo. Deus salve a América”.

E como será a relação de Trump com o Brasil? Não se sabe. Entretanto, o Estadão trouxe uma notícia preocupante: “Maior protecionismo pode afetar o Brasil - Para especialistas, apesar de não ter feito parte da pauta de Donald Trump na corrida eleitoral, o Brasil poderá ser afetado indiretamente, caso ele adote medidas de protecionismo. Segundo o ministro Henrique Meirelles (Fazenda), País está preparado para turbulências”. Em minha opinião, o país que poderá ser afetado com o protecionismo de Trump será a China, que faz concorrência comercial com os Estados Unidos. A ver...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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