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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Para o MBL, lugar de negro é na senzala



Nessa quinta-feira, 3, Fernando Holiday, vereador eleito pelo DEM em São Paulo capital mostrou a bandeira do seu mandato: acabar com a luta contra o racismo, acabar com cotas em concurso público e o fim do dia da consciência negra, o próprio Holiday é negro, alguns vão dizer que isso autoriza tudo, mas a verdade é que o nazista mais convicto vibrou com as declarações do dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL).

A burguesia moderna raramente ataca os direitos da população sem uma desculpa, o ridículo nesse caso é que a desculpa para cassar as conquistas do povo negro seja a defesa do povo negro.

A tese dele é simples: para acabar com o racismo, precisamos acabar com as coisas que “dividem” as pessoas, ou seja, as cotas, os símbolos da luta pela independência do negro, e a luta do povo negro, assim, em um ato de vontade, todos seriam iguais perante a lei, e como todos têm as mesmas oportunidades, estaria tudo resolvido.

A tese é simples mas é uma fantasia. “Oportunidades” não existem em abundância ou igualdade, e não são bens sucedidos aqueles que mais se esforçam. O filho do burguês estudará nas melhores universidades do mundo, terá um começo de carreira milionário. Em muitos casos, veja o caso do filho de Eike Batista, ele tem o direito de causar a morte de uma pessoa e nem um mal lhe acontecer. Thor, filho de Eike, é branco e filho do, então, homem mais rico do país. O inverso é verdadeiro, veja o caso de Rafael Braga, ele, morador de rua, negro, foi preso e condenado por portar uma garrafa de alvejante.

Para a burguesia tudo é permitido. Para o trabalhador, e os mais oprimidos destes são os negros, para estes as portas raramente se abrem. O Estado ataca o negro, usando a polícia e o poder Judiciário, cria um verdadeiro estado de terror contra os negros. A PM mata 9 por dia, e se depender do MBL vai matar mais, a maioria desses assassinados são negros e pardos (77% no Rio de Janeiro).

O MBL, que já se apresenta como um projeto de milícia fascista, é um grupo anti-operário, racista, inimigo de qualquer progresso social e subordinado única e exclusivamente aos interesses dos grandes capitalistas. Holiday contou uma história para justificar um negro defendendo as bandeiras históricas da direita racista no Brasil, eles querem tirar as medidas que existem para atenuar os impactos do opressão histórica do povo negro, como as cotas, eles dizem que falar que o negro é vítima do sistema capitalista e que está numa imensa desigualdade para com o resto da população é “vitimismo”, o povo brasileiro é vítima dos ataques da burguesia e o MBL é a tropa de choque dos algozes.


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