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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Hillary destruiu candidatura Bernie Sanders. Trump falou a linguagem do povo.



Donald Trump é o presidente-eleito dos EUA

"Disappointed, but not surprised". O Partido Democrata tinha a faca e o queijo na mão. Os eleitores estão cansados do establishment político. Dessa insatisfação surgiram duas candidaturas à presidência dos EUA: uma à esquerda (Bernie Sanders) e outra à direita (Donald Trump). Ambas encontraram muita resistência em seus partidos. Só que enquanto Bernie, o senador mais popular dos EUA, era engolido pela máquina partidária, pró-Hillary, o bilionário Trump comprou o apoio do partido. A última pesquisa com o nome de Bernie indicava que ele venceria Trump com uma vantagem de 13 pontos percentuais. Hillary, por sua vez, nunca saiu da posição do empate técnico, a não ser quando surgiram denúncias de assédio sexual contra seu adversário.

Hillary destruiu Bernie para ser a candidata do Partido Democrata à presidência e agora destrói o partido, porque não inspira a confiança do eleitorado. Muitos votaram nela por ela ser "o mal menor". Mas isso não foi o suficiente. As pessoas estão cansadas de votar em caciques partidários. Nesse cenário, além de Trump, os candidatos "nanicos" também deram um show. O libertário Gary Johnson (que mescla a defesa do liberalismo econômico com a defesa das liberadades individuais) já obteve mais de 3 milhões de voto até agora, mais do que triplicando sua votação em relação a 2012. A Dra. Jill Stein, por sua vez, mais do que dobrou sua votação em relação a 2012, quebrando o recorde histórico de Ralph Nader e se tornando a candidata verde mais votada da história dos EUA.

Bom, por mais viciante que seja acompanhar a apuração dos votos, eu falei que iria dormir quando a Dra. Stein chegasse à marca de um milhão de votos. Agora ela já tem 1.043.369 votos. A esta altura, Hillary Clinton não tem mais a menor chance de ser eleita e Trump deve ser o primeiro republicano a ganhar na Pensilvânia e em Michigan em 28 anos, o que vai lhe garantir mais de 300 delegados (precisava de 270). É inútil esperar uma mudança brusca no resultado, até porque os estados que faltam apurar são redutos republicanos como Arizona e Alasca e só com esses dois ele já teria os 270 delegados necessários para vencer. Sempre soube que isso ocorreria, mas ainda tinha um tiquinho de esperança na minha malvada favorita. Ela perdeu pro tosco, porque é o tosco que mais se aproxima da linguagem do povo. Ela fechou-se em seu gabinete e julgou-se amada pela população pelo resto da vida. Só que o mundo continuou rodando.

Fui! Boa noite a todos. E lembrem-se: independente de quem votamos, Trump, Hillary, Bernie, Stein ou Johnson ( Dilma, Aécio, Marina, Luciana ou Pastor Everaldo aqui no Brasil ) somos todos obrigados a conviver uns com os outros no final das contas. Não foi o final do mundo. Foi só o final de uma campanha eleitoral. Beijão.


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