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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Escândalo no governo Temer, por Jasson de Oliveira Andrade



Foi uma bomba a declaração de Marcelo Calero que pediu demissão do cargo de ministro da Cultura porque foi pressionado pelo também ministro (Governo) Geddel Viera Lima (PMDB-BA) para aprovar um projeto imobiliário na Bahia, ligado à Cultura, onde ele tem um apartamento, ou seja, iria beneficiá-lo indevidamente. Um escândalo se fosse mesmo aprovado, mesmo contra parecer técnico. O fato teve enorme repercussão, como iremos ver.

Leandro Colon, Diretor da Sucursal de Brasília (FOLHA), em texto publicado (19/11), sob o título “Acusação contra Geddel é grave e joga crise no colo de Temer”, escreve: “É grave a acusação de Marcelo Calero contra o ministro Geddel Vieira Lima (Secretário de Governo) publicada na edição deste sábado (19/11) da FOLHA. (...) Diante das declarações do ministro da Cultura, que anunciou na sexta (18/11) sua saída do cargo, o presidente Michel Temer tem duas alternativas: ignorá-las e aceitar as justificativa de Geddel, ou demitir uma figura do núcleo duro de sua gestão. (...) A demissão de Calero deixou de ser uma mera divergência interna, como deixou transparecer o Planalto na sexta. Os motivos de sua saída são muito mais sérios (sic) do que se imaginava. (...) Segurar Geddel, acusado por Calero de pressioná-lo para favorecer interesses pessoais (sic), joga para dentro do Planalto uma crise inesperada. Uma crise inconveniente para Temer pelo fato de Geddel ser estratégico como articulador político nas negociações com o Senado para aprovar a PEC do teto de gastos públicos, carro-chefe do governo para tirar a economia do buraco em 2017.” Colon revela ainda: “O ministro da Cultura foi o quinto (sic) a deixar o governo desde que Temer assumiu a presidência, em maio. (...) Antes dele, saíram Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Alves (Turismo) e Fábio Osório (Advocacia-Geral da União). Geddel será o sexto? A decisão está nas mãos de Temer ou do próprio Geddel”. A CONFERIR!

O Estadão de 20/11 publicou em manchete de Primeira Página: “Saída de ministro da Cultura abre nova crise no governo”, Na reportagem, o jornal faz essa revelação: “Embora nos bastidores do Planalto fala-se em “guerra de versões”, a avaliação é que a denúncia de Calero é “grave”. Ele reiterou as acusações, em evento no Rio, e disse tratar-se “claramente de um caso de corrupção” (sic). As afirmações do ex-ministro causaram desconforto por colocar um ministro importante no centro de uma discussão ética (sic). Foi um fecho ruim para uma semana em que o governo lutou para evitar respingos da prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, um dos principais integrantes do partido do presidente, o PMDB”. 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, pediu que o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) seja demitido do cargo, afirmando: “A narrativa do ex-ministro da Cultura expõe as víscera desse governo corrupto. Ele [Calero] entregou o cargo para não ser obrigado a atropelar pareceres técnicos que negavam autorização para a construção de um prédio em uma área tombada, onde Geddel tem investimentos. É escandaloso que um ministro extremamente poderoso dentro do governo, que trabalha na antessala de Temer, use do próprio cargo para coagir e ameaçar colegas em favor de interesses pessoais. Se Temer tiver um mínimo de decência e de escrúpulo, demite Geddel hoje [19/11] mesmo”. Não demitiu!

Como Temer vai resolver esse gravíssimo problema? Vamos esperar!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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