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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Caso Bancoop: Vaccari Neto e outros são absolvidos pela Justiça. Mas pergunta se a Veja, o Estadão e o Jornal Nacional divulgarão isso com o mesmo espaço e tempo que deram à acusação confusa e sem provas do promotor tucano

Caso Bancoop: seis anos depois, a absolvição dos acusados. As acusações iam de "lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha"


ESTELIONATO
Ocorre que, pelo que se nota pela leitura dos trechos da sentença da juíza, selecionados pelo GGN, em que ela aponta, ainda segundo as palavras do GGN, "uma acusação confusa, frágil e carente de provas".

É de se perguntar se profissionais gabaritados, estudados, experientes etc do Ministério Público, ou melhor, o gabaritado, estudado e experiente promotor tucano José Carlos Blat, que foi quem apresentou a denúncia à Justiça contra o tesoureiro do PT João Vaccari Netto e outros, não saberia identificar em sua acusação a fragilidade e ausência de provas apontada pela juíza.

Mas não importa, certo? Seis anos depois, após terem durante todo esse tempo seus nomes levados à lama da condenação midiática - e, portanto, ao linchamento pela "opinião pública" teleguiada e sem índole alguma - não resta aos acusados sequer a reparação pela própria imprensa, que tantas capas e manchetes deu à acusação "confusa, frágil e carente de provas".

Na verdade, os mais escolados e safos - ou menos cínicos e hipócritas - sabem que com provas ou sem provas, o objetivo de alguns "justiceiros" da justiça, em mancomunação com amplos setores da imprensa é um só.

Noutras palavras, como parece não existir nenhum tipo de cobrança legal, jurídica ou profissional aos "justiceiros", esse lance de apresentar acusações "confusas, frágeis e sem provas" pode bem se tornar um interessante recurso político contra adversários. Ou adversáriO, como temos visto ultimamente. Parece que se acusa com a convicção de que não haverá condenação, a não ser a condenação/linchamento da imagem dos acusados. Quase se pode falar de um estelionato jurídico, mas é melhor eu parar por aqui. 

(*) este, mais um nome a figurar na boca de todos os coxinhas, que possuem uma capacidade ímpar de decorar todos os nomes de petistas perseguidos pela Justiça - ou justiça - mas vai você perguntar a eles sobre os 23 milhões do José Serra. 
Os coxinhas não falam mais no Gushiken não por ele ter sido absolvido de suas acusações, mas por ser díficil falar seu nome. Vaccari é mais fácil de pronunciar e, mesmo absolvido agora, figurará nas bocas dos coxinhas - até porque ele caiu nas redes imparciais e isentas da Lava Jato de Moro e, portanto, ainda não se livrou totalmente dos aborrecimentos nem da condenação pré-justiça.


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