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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Bolsonaro o nosso Trump, por Jasson de Oliveira Andrade



Temos o nosso Trump. Ele se chama Bolsonaro. As coincidências entre esses dois representantes da ultra direita é o que veremos a seguir.

Eduardo Guimarães escreveu um texto em seu Blog da Cidadania, sob o título “Trump pode nos causar um Bolsonaro?”, no qual constata: “As coincidências entre Donald Trump e Jair Bolsonaro podem parecer muitas ou poucas, a depender do ângulo que se olhe. É muito difícil, porém, desprezar as coincidências, porque, à exceção da grana, são muitas. E não se resumem aos topetes esquisitos (sic). A história está repleta de exemplos de figuras folclóricas como Trump ou Bolsonaro que ascenderam ao poder por não terem sido levadas a sério. Hitler é só uma face mais visível desse fenômeno. (...) Que os doutores da política abram os olhos para essa ameaça ambulante chamada Jair Bolsonaro. O topete dele pode ser apenas a primeira de muitas coincidências com o homólogo norte-americano. (...) Oremos”. Já o jornalista Flávio Tavares, em artigo ao Estadão (13/11/2016), escreveu: “No Brasil, Levy Fidelix, candidato presidencial em 2014, e, hoje, Jair Bolsonaro (sic) são exemplos desse meteoro de irreverência e ignorância. Antes, tivemos Collor, eleito pelo voto jovem e cuja única ideia era “combater marajás”. No poder, nosso intrépido “Indiana Jones” – como o chamou Bush – foi o grande marajá. (...) O fanfarrão Trump é a expressão de tudo isso.”

Trump como Bolsonaro podem até ser fascinantes como reconheceu Arnaldo Jabor, em artigo ao Estadão: “Convenhamos que como show, o Trump era mais fascinante do que a sorridente figura sensata de Hillary. E a América cometeu um suicídio. É a rebelião dos imbecis...” No Brasil, o mesmo acontece com Bolsonaro, que é considerado o novo Messias. Em artigo publicado em 16/1/2016, no TRIBUNA DO GUAÇU, sob o título “Bolsonaro, o novo Messias”, escrevi: “Bolsonaro, de extrema direita, foi considerado o novo Messias (sic), que vai salvar o Brasil. Ele é defensor fanático de um golpe militar, daí o apoio dos golpistas. Estes dizem que ele (Bolsonaro) tem causado uma verdadeira histeria coletiva (sic) por onde passa e leva seu recado. Hitler também causava histeria coletiva por onde passava e dava seu recado. E deu no que deu! (...) Para que os leitores o conheçam, Jarbas Passarinho [falecido este ano], que serviu ao regime militar, tendo sido Ministro do Trabalho (Costa e Silva), Ministro da Educação (Médici) e Ministro da Previdência Social (Figueiredo), ele [Passarinho], em entrevista ao jornalista Cláudio Leal, sob o título “Nunca pude suportar (sic) Jair Bolsonaro”, publicado na Terra Magazine, em 13/3/2011, declarou, entre outras coisas: “Já tive com ele (Bolsonaro) aborrecimentos sérios. Ele é um radical (sic) e eu não suporto radicais, inclusive radicais da direita (sic)”. Golpistas não suportam radical de direita (Bolsonaro), por que o Brasil vai suportar esse falso Messias? É uma blasfêmia compará-lo ao verdadeiro Messias! Como pode uma pessoa ser contra a Inquisição e apoiar um Inquisidor de extrema direita?” Além do mais, acrescento hoje, o verdadeiro Messias nunca foi de extrema direita!

Voltando ao Trump. O Estadão (15/11) publicou essa preocupante notícia: “O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, nomeou como principal estrategista na Casa Branca o radical de direita Stephen Bannon. (...) A indicação foi criticada por grupos de direitos civis que combatem o discurso de ódio e até por republicanos (sic) preocupados com o radicalismo de Trump. ENTRE OS MAIS CONSERVADORES APRESENTADORES DE RÁDIO DOS EUA, GLENN BECK, COMPAROU BANNON A JOSEPH GOEBBELS, MINISTRO DE PROPAGANDA DE ADOLF HITLER (destaque meu)”. Nos Estados Unidos, com Trump, o perigo é real. No Brasil, com Bolsonaro, a tragédia poderá ser evitada. É só derrota-lo nas urnas em 2018!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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