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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Alckmin: vencedor do Segundo Turno, por Jasson de Oliveira Andrade




O grande vencedor do Segundo Turno das eleições Municipais foi o PSDB. Como existem três facções tucanas (Alckmin, Aécio e Serra), quem venceu foi a ala liderada por Alckmin. Serra se omitiu. Aécio foi o grande derrotado. É o que vamos ver.

A Folha constatou: “Derrota dentro de casa fragiliza Aécio e consagra Alckmin como vencedor do duelo tucano em 2016”. Eliane Cantanhêde, em artigo no Estadão, sob o título “E o troféu vai para... Geraldo Alckmin!”, escreveu: “O segundo turno confirmou que o governador Geraldo Alckmin é o grande vencedor das eleições de 2016. Além da vitória espetacular de João Dória no primeiro turno na capital de São Paulo, Alckmin tirou o ABC paulista do PT, incorporou o PSB e, apesar de não poder comemorar ostensivamente, avança várias casas no tabuleiro tucano com a terceira derrota consecutiva de Aécio Neves, seu adversário para 2018 no PSDB. (...) Aécio perdeu surpreendentemente para Dilma Rousseff em Minas na eleição presidencial, perdeu também o governo de seu estado para o PT em 2014 e, agora, nova derrota com a eleição de Alexandre Kalil, do PHS, para a capital”. Se a derrota de Aécio é surpreendente, a vitória do Alckmin também surpreende. Ele passou incólume nas acusações de corrupção: os escândalos da merenda escolar, dos trens e do metrô. No Editorial “A prova da merenda”, a Folha comentou: “No escândalo da merenda, o governo do Estado se considera vítima, segundo declarou Alckmin. Tanto o governador como seus aliados deveriam, portanto, ser os maiores interessados em esclarecer o episódio, não importa a coloração partidária dos envolvidos [Entre eles Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia]. Se a alegação fosse sincera (sic), caberia dar força à CPI [da Merenda] na condição de instrumento para elucidar os fatos”. A mídia de modo geral não noticia a corrupção tucana. Daí seus governantes estarem em situação privilegiada. Duvido que sejam punidos!

Aécio Neves, em artigo à Folha, constatou: “Entre vencedores e vencidos, a eleições que se encerraram ontem [30/10] apontam para um resultado consensual: há evidente crise de representatividade política no elevado número de votos nulos e brancos, considerando as duas etapas do pleito. Nunca tantos deixaram de fazer suas escolhas partidárias para expressar o inconformismo com a política tradicional (sic)”. Ao que parece, Aécio está procurando explicar sua derrota em Minas, mas ele tem razão. O eleitor, ao anular seu voto, está mesmo protestando contra os políticos em geral. Essa realidade merece ser meditada pelos partidos. E corrigir seus erros!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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