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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Temer e José Serra na Lava Jato, mas nada vai acontecer


Em delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht afirmou ter repassado R$ 10 milhões para o PMDB em 2014 a pedido de Michel Temer, então presidente da sigla e vice-presidente do País. Odebrecht também denunciou que teria repassado para José Serra, desta vez em caixa dois, R$ 23 milhões em 2010.

O dinheiro teria servido para campanhas de Eliseu Padilha, atual ministro da Casa Civil, e Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A divisão seria de R$ 4 milhões para o primeiro e R$ 6 milhões para o segundo. A delação é condizente ao registro de doações de campanha feitas pela empreiteira para o partido, que foi de R$ 11,3 milhões.

O dinheiro desviado para José Serra, na campanha eleitoral de 2010, quando concorreu à Presidência da República teria sido em parte pago em contas no exterior. Apenas R$ 2,4 milhões teriam sido pagos regularmente, por meio de doação de campanha registrada, o restante no exterior.

Marcelo está preso desde junho de 2015, condenado a 19 anos de prisão e multa, devido a danos que teria causado à Petrobras. Através da delação premiada, tenta negociar uma redução da condenação, seja pela redução da pena e multa ou pela autorização de cumprir a pena em prisão domiciliar.

Diferente das delações que envolvem Dilma e o Partido dos Trabalhadores, as delações envolvendo os membros do governo golpista não são capa dos jornais e das revistas da imprensa burguesa. Estas denúncias também não são levadas adiante, com pedidos de cassação do partido, de investigações contra estes políticos, como acontece com o PT.


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