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sábado, 6 de agosto de 2016

O mico de Temer na Olimpíada




A festa de abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro foi linda.

O único ponto destoante foi Michel Temer.

No começo da festa, com o mundo inteiro vendo, seu nome foi omitido, quebrando o protocolo e revelando um país sem presidente para ser citado como anfitrião olímpico. Ficou assim: o Brasil tem dois presidentes e nenhum para ser apresentado ao planeta com orgulho e respeito pela função de primeiro mandatário da nação.

Temer escondeu-se e foi escondido.

Quando a atenção caiu, sua cara de penetra na festa foi mostrada rapidamente no telão.

Parecia um pokémon. Só localizado por aplicativo com GPS.

Estava branco de medo das vaias, que vieram.

Ninguém ouviu o que Temer disse ao final. O estádio calou o presidente interino como uma vaia olímpica.

Os fogos foram usados como artifício para abafar o mico pago pelo peemedebista.

A cara de Temer era uma confissão.

Outro ponto destoante foi a inclusão de alguns penetras globais para brilhar de carona.

O que fazia Regina Casé ao lado de Jorge Ben?

Qual a importância de Regina Casé para a cultura brasileira?

Era um merchan do seu programa?

A defesa da diversidade certamente tem pessoas mais expressivas do que Casé no Brasil.

Festas de abertura de megaeventos são sempre emocionantes e chatas.

A emoção faz parte do discurso de autoelogio.

Boa parte das artes precisa de uma longa bula explicativa.

Mesmo assim, foi bonito.

Não fosse o mico do Temer…

JUREMIR MACHADO DA SILVA, no Correio do Povo

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