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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Impeachment de Dilma na reta final, por Jasson de Oliveira Andrade




O impeachment da Dilma está na reta final. No dia 25 deste mês, iniciou-se o começo do fim do governo dela. Tudo indica que em setembro, Temer de interino se tornará efetivo: a traição se concretizará!


A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), em texto publicado na Folha (20/8), analisou o impeachment: “O discurso de que houve crime de responsabilidade em atos de gestão foi o disfarce (sic) encontrado para uma articulação política da pior espécie, que se aproveitou da queda de popularidade da presidente para tentar derrubá-la. Um grande jogo de interesse pequenos (sic). Essa manobra foi desmascarada quando, um a um, os falsos (sic) argumentos dos defensores do afastamento foram sendo destruídos. Em 27 de junho, a perícia elaborada por técnicos do Senado não identificou ação da presidente na decisão de atrasar os pagamentos a bancos públicos do Plano Safra. OU SEJA, NÃO HOUVE PEDALADA. (...) Menos de um mês depois, o Ministério Público Federal em Brasília pediu à Justiça Federal o arquivamento da investigação aberta para apurar se houve crime de responsabilidade em operações financeiras do governo. O procurador Ivan Cláudio Marx concluiu que não houve operação de crédito sem autorização legislativa. MAIS UMA VEZ: NÃO HOUVE PEDALADA. (...) Restou aos arquitetos do afastamento a via política (sic). Todo impeachment é um ato político que não pode prescindir de uma causa jurídica. (...) Não podemos ser ingênuos. Não havendo provas do crime do qual acusam a presidente, ELA NÃO PODE SER AFASTADA DE UM CARGO NO QUAL FOI POSTA PELA MAIORIA DOS BRASILEIROS. A política não deve servir a isso”. 

Se não houve crime; se não houve pedaladas, o que houve, então? A resposta, que muitos não gostam e NEGAM, é uma só: GOLPE PARLAMENTAR!

A medida extrema contra a presidenta repercutiu fora da política. Bibi Ferreira, 94 anos, filha de Procópio Ferreira, um dos maiores, senão o maior ator brasileiro, em entrevista à Mônica Bergamo (Folha, 21/8), disse: “Todo mundo quer estar no poder. E tem essa coisa aflitiva de a dona Dilma [Rousseff] ser tratada desse jeito, com uma falta de delicadeza. É uma coisa que declaro em público: achei grosseiro o tratamento dado à presidente”, afirma sobre o processo de impeachment (ao qual é “absolutamente contrária”). Já Afonsinho, ex-jogador de futebol, um dos maiores do Brasil, juntamente com o Sócrates, comentou, em artigo à CartaCapital: “Não se deve deixar de prestar atenção às manobras políticas atropelando-se em Brasília, tendo à frente, em “exercício”, um interino querendo ser veloz em solapar conquistas dos trabalhadores conseguidas com imensos esforços. Fora Temer!”. 

Em setembro, o presidente interino se tornará efetivo. No entanto, uma pecha o perseguirá para sempre: TRAÍRA!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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