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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Previdência: um abacaxi para o governo Temer, por Jasson de Oliveira Andrade



O presidente interino declarou à imprensa que, “a partir de um certo momento, TOMAREMOS MEDIDAS IMPOPULARES (destaque meu)” e que não teme fazer isso porque não tem pretensão eleitoral e se contenta em “colocar o País nos trilhos”. O pacote que ele pretende colocar em prática: reforma da Previdência, corte de direitos trabalhistas e aumento de impostos. Mas essas medidas impopulares só serão colocadas em prática, segundo Eduardo Guimarães, em seu blog “Cidadania”, “se o golpe (impeachment) vingar”. No entanto, como noticiou o Estadão, “alguns pontos defendidos pela equipe econômica, como o fim do abono salarial, foram retirados do pacote”. Dessas medidas a que mais recebe críticas é o aumento dos impostos, principalmente dos empresários. Outra que também é muito criticada e é um verdadeiro abacaxi: Previdência Social.

Em 29/6/2016, o Estadão, na reportagem sob o título “Previdência pode ficar para depois da eleição”, revelou: “Representantes de empresas e de trabalhadores divergiram “em tudo” na reunião de ontem [28/6] sobre a reforma da Previdência no Palácio do Planalto. Com isso, a meta de entregar a proposta até o fim de julho, agora, segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, passou para “até o fim do ano”. (...) A indefinição em torno das medidas criou em alguns dos participantes da reunião a impressão de que a proposta, que tende a conter pontos polêmicos como a fixação de idade mínima, só ficará pronta após as eleições municipais de outubro – como, aliás, têm recomendado interlocutores da área política ao presidente em exercício, Michel Temer. “Não acontece nada antes das eleições, pode escrever”, disse um dos participantes. O governo nega que o plano seja esse e promete trabalhar rápido”. Comentário meu: se o pacote for anunciado até o fim do mês, ele não será tão impopular. No entanto, se as “medidas impopulares” forem anunciadas após as eleições municipais de outubro, o governo tomará medidas mais duras: vai sobrar para os menos favorecidos!

Em entrevista ao Estadão, em 10/7/2016, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou: “O plano A é o controle de despesas, o B é privatização, e o C, aumento de imposto [CIDE, imposto sobre a gasolina]”. Existe ainda a reforma da Previdência. É o ABC do governo.

Mesmo com essas medidas impopulares anunciadas por Temer e seu ministro da Fazenda, os empresários não estão satisfeitos. Segundo o Estadão de 12 de julho, para empresários, governo interino está sendo modesto. Em entrevista a esse jornal, Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, declarou: “É preciso tomar medidas duras (sic), pois é o que a sociedade está querendo [leia-se empresários]”. Mais duras? Sem comentário...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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