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domingo, 3 de julho de 2016

OUTRO QUERENDO O FIM DA LAVA JATÓ? - FHC bate recorde mundial de cara-de-pau, que deve pertencer a ele mesmo ou a alguém do PSDB. Tudo em casa, no fim das contas.


Fernando Henrique entra na onda de “estancar a sangria” da Lava Jato

No seu artigo de hoje no Estadão, para bom entendedor, Fernando Henrique junta-se ao grupo do “é preciso estancar esta sangria” da Operação Lava Jato.

“Digo há tempos que o sistema político atual (eleitoral e partidário) está 'bichado'. Sou defensor das ações da Lava Jato e sei que sem elas seria mais difícil melhorar as coisas. Mas não nos iludamos: sem alguma forma de instituição política e sem políticos que a manejem, não será suficiente botar corruptos na cadeia para purgar erros de condução da economia e da política. Que se ponha na cadeia quem for responsável, mas não se confunda tudo: nem todos os políticos basearam sua trajetória na transgressão nem todos os que financiaram a política, bem como os que receberam ajuda financeira, foram doadores ou receptores de “propinas”. Se não se distinguir o que foi doação eleitoral dentro da lei do que foi “caixa 2”, e este do que foi arranjo criminoso entre governo, partidos, funcionários e empresários, faremos o jogo de que “todos são iguais”.
Se fossem, que saída haveria? Está na hora de juntar as forças descomprometidas com o crime – e elas existem nos vários setores do espectro político – para que o bom senso volte a imperar e para que possamos recriar as instituições, entendendo que no mundo contemporâneo a transparência não é uma virtude, mas um imperativo e, por outro lado, que se não houver meios institucionais para decidir e legitimar o que queremos não sairemos da desilusão e da perplexidade.
Não é hora só para acusações, é hora também para a busca de convergências."

Mas, espere aí, Fernando Henrique…Não era esse o discurso que se fazia e que era acusado de ser cobertura para um desejo de “parar a Lava Jato”? Quando se dizia que as coisas estavam sendo conduzidas de maneira que quebraria a economia brasileira, faria paralisar o país e explodiria o emprego, não se era acusado de “cúmplice” das empreiteiras?

Agora que se derrubou o governo eleito, é “hora para a busca de convergência”?

O senhor acha que é possível “juntar as forças descomprometidas com o crime” com a cassação justamente daquela a quem não se acusa de crime algum, senão de “pedaladas fiscais” que já se desmoralizaram com a perícia e com vagas alegações de que decretos orçamentários estariam em desacordo com a meta fiscal, o que, no insuspeito dizer de Elio Gaspari, “derrubaria todos os governantes, de Michel Temer a Tomé de Sousa”?

E é de supor que o senhor pretenda que dentro destas forças esteja o PSDB, cujo o presidente nacional, seu pupilo Aécio Neves, sobre o qual pesam já mais de uma dezena de acusações de delatores, que vão de Furnas às obras do centro administrativo de Minas Gerais.

Como é possível crer na honestidade em quem aponta o dedo para os outros – “Há responsáveis, mas não vem ao caso acusar. Provavelmente alguns deles, se forem intelectualmente honestos, estão se perguntando: por que não vi antes que endividar irresponsavelmente o País, mesmo que a pretexto de aumentar momentaneamente o bem-estar do povo e criar ilusões de crescimento econômico, é algo ruinoso, que as gerações futuras pagarão?” – se o seu próprio governo fez isso em escala estratosférica e elevou a dívida pública, que era de 28,4% em 1995 para a 55,9% no final de 2002?

Que cara de pau!

É por isso que Fernando Henrique é desmontado por Mehdi Hasan, jornalista inglês da Al Jazeera, É uma saia-justa a um incoerente quase que do princípio ao fim.

FERNANDO BRITO, no Tijolaço

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