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domingo, 3 de julho de 2016

Não faltam motivos para uma CPI dos movimentos da extrema-direita.



Por LUIS FELIPE MIGUEL

Movimento Brasil Livre (sic), Revoltados On Line, Vem Pra Rua, institutos "liberais" diversos... Em pouco tempo, a extrema-direita brasileira desabrochou numa multidão de organizações, que surgiram assim, do nada, igual cogumelos depois da chuva. Com carros de som, com viagens Brasil afora, com sites bem produzidos, com "militantes" dedicados 24 horas por dia à causa da reação. Ninguém sabe direito que organizações são essas. O Escola Sem Pensamento, por exemplo, diz ser uma "associação", mas é uma associação em que só há dois associados conhecidos. Como é possível que, de repente, esteja fazendo lobby em tudo quanto é assembleia legislativa e câmara de vereadores do Brasil?

Ninguém sabe direito que organizações são essas: e muito menos sabe quem as financia. Comprovou-se, tardiamente, que - ao contrário do que sempre disseram - muitas delas foram financiadas pelos partidos da direita. Há indícios fortes de que vem dinheiro grosso do empresariado nacional e também de fundações do exterior. O MBL disse ( em reportagem da Folha, em abril ) que não nomeia financiadores "para evitar que sofram retaliação" (quá, quá, quá).

Não faltam motivos para uma CPI dos movimentos da extrema-direita. A cidadania tem o direito de saber quem está financiando esta ofensiva sobre o espaço público. Se é o abuso do poder econômico em defesa de seus privilégios. Se é uma interferência estrangeira ilegítima.


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