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terça-feira, 19 de julho de 2016

Maia, esperança ou perigo para Temer?, por Jasson de Oliveira Andrade




Com a renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados, houve a eleição para substituí-lo. Vários candidatos se apresentaram. Temer se dizia neutro, mas na verdade apoiava o deputado Rogério Rosso, candidato do “Centrão”. No entanto, o eleito foi Maia (DEM-RJ). Em vista desse resultado, o presidente interino surpreendeu ao declarar à imprensa que iria “desidratar” o bloco. O Painel da Folha (16/7) noticiou sobre essa declaração: “Temer tenta amenizar clima com “centrão”, mas Planalto comemora enfraquecimento do bloco. FAVORÁVEL. Apesar de Temer ter telefonado aos líderes do centrão esclarecendo a fala de que quer “desidratar” o bloco, o Planalto está com um sorriso largo diante do enfraquecimento do grupo. Ficará mais barato governar sem a faca deles no pescoço. A TINTA ACABOU. Sem a presidência da Câmara, o grupo perde poderes como o de pautar medidas de interesse do governo e definir relatores para temas prioritários. Os instrumentos tradicionais de cooptação do governo – emendas e cargos – voltam ser mais efetivos. TÔ VIVO – O Centrão sabe que perdeu poder institucional, mas não morreu. (sic). “Esse agrupamento é natural, CONTINUARÁ A EXISTIR (destaque meu), mas não quer dizer divisão na base”, garante Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), um dos líderes do bloco”. 

Apesar dessa declaração de um dos líderes do centrão, existem dúvidas se haverá ou não divisão do bloco. A Folha (17/7) noticia em manchete: “Cunha diz a aliados que foi “abandonado” por Michel Temer. Simpatia do governo por candidatura de Rodrigo Maia irritou ex-presidente da Câmara e deputados do “centrão” – Membros de partidos que apoiaram Rogério Rosso dizem que não descartam retaliar (sic) governo em votações”. Já Kennedy Alencar, no texto “Eleição de Maia eleva “risco Cunha” para o governo Temer”, comenta: “Quando viram que o candidato preferido do governo, o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), poderia ser derrotado, Temer e o Palácio do Planalto embarcaram (sic) de vez na candidatura democrata. (...) Além da preocupação com uma retaliação do “Centrão” na aprovação de projetos de interesse de Temer, o que mais assusta o Palácio do Planalto é a possibilidade de Eduardo Cunha se tornar um homem-bomba”. 

Será que o centrão vai retaliar o governo Temer? Duvido: deputados vivem de benesses do presidente, seja ele quem for. O mais viável é que deverão apoiar Temer!

Quanto ao presidente eleito da Câmara dos Deputados, Maia, ele declarou à Folha: “Eu tenho minhas convicções de um político conservador. (...) Eu caminhei do centro para a direita”. Mesmo com essas convicções, o democrata declarou nessa entrevista ao jornalista Bernardo Mello Franco (Folha, 16/7) que “pauta mais conservadora [colocada em prática por Cunha] ficará em 2º plano”. Ainda bem... 

Tudo indica que Maia é a esperança de Temer para a aprovação de sua política econômica impopular (depois das eleições municipais), apesar das ameaças de Eduardo Cunha e do “Centrão”. Como sempre digo: A CONFERIR.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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