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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Os fiotes e suas riquezas


Não sou tão velho assim a ponto de falar "na minha época", mas muitos aqui devem lembrar que antigamente ( OPS! ) o brasileiro não ligava muito pras riquezas amealhadas por filhos de presidentes e nem quem eram suas companhias, pessoais ou empresariais. Assim, recorrer ao passado se tornou um espécie de tabú. Deixemos os mortos para trás, o que vale é o agora. Claro que o "agora" depende de quem esteja ocupando a cadeira no Planalto. O caso do empreendedor imobiliario 

Michelzinho, por exemplo, apenas causou uma série de memes e piadas, algumas memoráveis, outras esquecíveis. Por sua vez, toda a árvore genealógica do presidente Lula permanece sob rigoroso e até obsessivo escrutínio.

Já, um dos filhos do Príncipe da Sociologia, o rapazola Paulo Henrique Cardoso, teve seu nome trazido à tona ontem pelo delator Nestor Cerveró. Cerveró contou que o ex-presidente da Petrobras e ex-fodão das Organizações Globo, Henri Phillipe Reichstul "orientou" um negócio, uma associação entre a estatal e uma empresa pertencente ao filho de FHC. Não é a primeira vez que o nome de Reichstul aparece nestas contínuas delações.

Não sei se por sua discrição ou pelo fato de que a imprensa não se interessa muito pelas riquezas de filhos de tucanos, o fato é que não é tão conhecida assim a carreira empresarial de PHC. É obrigatório lembrar que, uma vez que a imprensa não se importa com as riquezas de filhos dos tucanos, também os consumidores da imprensa passam a não se interessar. Assim, você estará na padaria tomando sua cerveja, e sempre tem um coxinha indignado aporrinhando com discurso anti-Lula e anti-família de Lula, e a "fortuna do filho do Lula" será tema de discurso e, claro, de xingamentos. Mas as famílias de Serra e FHC nunca são lembradas por estes "indignados". Afinal, há que se predoar. A imprensa fez uma lavagem cerebral tão bem executada que merece até aplausos. Deixa o MK-Ultra no chinelo.

Por sua vez, o Lulinha, todos conhecem seu apetite. Dono da Friboi, do Taj Mahal, das pirâmides do Egito...Não existe empreendimento no planeta Terra que não possua as digitais do filho de Lula.

Nos anos 90, segundo a revista IstoÉ Gente, Paulinho Henriquinho andava de BMW e avuava pelo lindo céu azul em jatinhos de empresários amigos. Em 2000 surgiu a notícia, devidamente ignorada, de que seu amigo Calé construira um resort em Trancoso em área destinada a se tornar um parque nacional de preservação ambiental. Nada a se suspeitar, ao contrário do famigerado Lulinha.

Mas deixa Paulinho Henriquinho pra lá. Enterremos os mortos e nos foquemos no presente. E, dependendo de quem ocupar a Presidência no futuro, deixemos este também prá lá.

Não pensem nas riquezas dos filhos de FHC e Serra. Trabalhem.

...

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