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sábado, 25 de junho de 2016

No dia seguinte à independência da República dos Heróicos Bandeirantes...





- Bem, senhores, finalmente somos um estado independente. Agora teremos que discutir se faremos parte do Mercosul ou se desejaremos acordos bilaterais com os EUA e a UE.

- Antes disso, presidente, nós os governadores da Região Praiana desejamos comunicar nossa disposição em realizar plebiscitos em nossos estados, pois a vontade majoritária expressa pela população é a de que devemos nos tornar estados independentes.

- Mas...mas vocês não podem fazer isso. Nosso território não poderá ser alvo de manobras separatistas e...

- AHH! Mas olha só quem fala...

- Mas...mas.. Os campos de petróleo Bandeirantes estão nessas regiões...

- Pois é!

- Ficaremos sem essa riqueza!

- Pobrema de quem, cara-pálida?

- E as praias? Nosso povo ficará impedido de fazer seus bate-volta pra pegar um solzinho.

- Ah, se refere a esse bando de farofeiro? A gente quer vocês longe mesmo. Seus sujismundos.

- Muitos bandeirantes possuem imóveis aí em seus estados.

- Nossos países o senhor quer dizer. Bem, pagando os impostos devidos, não teremos problema. Embora estejamos estudando uma nacionalização desses bens imóveis com uma justa indenização, de acordo, evidentemente, com a avaliação e perícia de técnicos independentes.

- Mas sem a grana que vocês ganha de nossos turistas...

- Já pensamos nisso. Vamos fazer todo um trabalho de relações públicas junto à Europa e EUA, Japão, Canadá...

- Mas...não pode, pô!

- Claro que na baixa temporada os bandeirantes serão bemvindos.

- Ahnn!

( *** )

Após a Conferedação de Estados Praianos ter se desligado da recém-formada República dos Heróicos Bandeirantes e formado uma espécie de CEI ( aquela confederação que sucedeu a URSS após sua dissolução ), o governo bandeirante chama seus embaixadores.

Depois, decide apelar junto à ONU por uma reparação por ter suas casas na praia e poços de petróleo expropriados pelos governos praianos.

A situação se torna tensa. Nenhum dos lados cede.

O governo paulista decide declarar guerra aos estados inimigos. A OEA faz uma declaração. A ONU trata do caso.

Os EUA não sabem de lado ficam. Por tradição e costume, deverão ficar do lado mais vantajoso. Ou seja, invadirão os estados praianos sob a acusação destes possuirem armas biológicas que lançariam em Higienópolis e Ribeirão Preto. O objetivo, claro, é ficar com o petróleo destes países.

O Brasil assiste a isso comendo pipoca e pulando Carnaval.

...

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