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sábado, 25 de junho de 2016

Libertário quer ajuda do Estado Malvadão contra patrão libertário


Então, o diretor geral do Instituto Ludwig Von Mises ajuizou ação trabalhista contra o instituto para que fosse reconhecido o vínculo de emprego. A ironia da coisa toda está estampada nos trechos da petição inicial:

"O Reclamante conheceu o Diretor Presidente da Reclamada por intermédio de fóruns de discussão na rede social Orkut, onde eram debatidas ideias ligadas a escola econômica denominada como Escola Austríaca, defensora do livre mercado e propriedade privada."

"Em 01/03/2010 o Reclamante foi contratado para trabalhar dentro da Reclamada, para exercer atividades correlatas à tradução e comércio on line de livros, organização de palestras, conferências e demais eventos ligados à divulgação das ideias ligadas a Escola Austríaca, difundidas pelo Instituto Ludwig Von Mises- Brasil."

"O Reclamante sempre foi subordinado à Reclamada, cumprindo ordens diretas do presidente, sendo contratado para trabalhar na empresa diariamente e com exclusividade das 11:00 as 20:30 horas, não havendo que se cogitar a condição fantasiosa de Sócio Conselheiro ou Sócio Diretor que sempre tentou atribuir ao Autor o Sócio Presidente do Instituto."

Pois é isso, senhores. O Direito do Trabalho socorre até mesmo aqueles que o classificam como "expropriação da atividade empresarial". E quando você achar que essa gente é muito culta, genial e rica, vamos lembrar que o ponto eletrônico, a rotina de trabalho, o e-mail corporativo estão aí para todos. E saudades do orkut que foi o responsável por essa união linda entre presidente e diretor-geral-empregado.

Erica Coutinho


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