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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Criminosa e golpista Globo reapresenta áudio fora-da-lei de conversa entre Lula e Dilma, divulgado por Moro, que juiz do STF mandou retirar de processo contra ex-presidente



Globo locuta, causa finita est

Parem tudo! Vamos ver se eu entendi direito. Um juiz da mais alta corte judicial do país considerou que a peça X - no caso, uma gravação de conversa entre Lula e Dilma Rousseff - não podia compor o processo contra o ex-presidente promovido por um juiz federal. Uma empresa de telejornalismo havia se beneficiado com a farta divulgação desta gravação na ocasião. Gravação que, aliás, foi indevidamente divulgada segundo juízo do mesmo magistrado da corte suprema. Além disso, próprio juiz federal, de cujo círculo foi convenientemente vazado para a empresa de jornalismo o famigerado arquivo de áudio, lavrou um veemente pedido de desculpas à corte pelo mau juízo por ele formulado, quando admitiu o áudio em questão, obtido ilegalmente, e pretendeu usá-lo como prova.

Pois bem, meses depois, o juiz do STF, determinou que o áudio deveria se retirado dos autos, num cristalino juízo de que: a) o juiz federal exorbitou ao incluir no processo (sem mencionar o fato de ter registrado e divulgado) a gravação de uma conversa da presidente da República; b) o arquivo viola o Direito e viola direitos.

O que se esperaria que fizesse o bom jornalismo? Em face do que decidiu, enfim, o juiz do Supremo, a empresa que investiu dias na mais ampla divulgação do referido áudio, e que o usou como peça-chave de uma processo mediático no qual distribuiu condenações e condenou reputações, deveria: a) implicar-se no processo ("ops! foi mal. Nos precipitamos ao usar um vídeo fora-da-lei, a nossas escusas aos ofendidos e humilhados"); b) deixar claro para o seu público o conjunto de razões pelas quais o tal áudio não pode mais ser considerado pela audiência para o seu próprio trabalho de juízo e opinião política.

O que faz, entretanto, o telejornalismo da Globo? REAPRESENTA o áudio que o juiz mandou excluir. Isso mesmo. "Gente, temos aqui um áudio fora-da-lei que um juiz mandou desconsiderar. Nós não só não vamos desconsiderar, como vamos passá-lo uma vez mais em todas as edições dos nossos telejornais, só para vocês curtirem mais um pouquinho". Razões jornalísticas para isso? Nenhuma. A pinimba do telejornalismo da Globo contra Lula não é da ordem do Jornalismo, mas da órbita da Psicologia. E a reexibição do áudio que o ministro do STF mandou retirar dos autos prova que o tribunal dos telejornais da Globo é que, de fato, é a Suprema Corte do país. Processa, julga e condena com o material que quer e segundo as regras que desejar. O STF manda lá nas quengas dele, quem decide o que é prova e o que se prova por meio delas é o Jornal Nacional, a nossa principal Corte Constitucional. Só depois que os telejornais da Globo se pronunciam é que a questão se encerra.

Que coisa! Em sua particular sanha contra Lula, quando você pensa que já viu tudo, o telejornalismo da Globo vai e desce mais uns degraus. Pobre jornalismo, pobre democracia.


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