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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Aliado de Anastasia e de Aécio é preso sob suspeita de corrupção, por Jasson de Oliveira Andrade




A Folha (30/5) publicou uma notícia que teve uma grande repercussão. O título da reportagem: “Operação prende ex-chefe do PSDB de Minas, aliado de Aécio e Anastasia”: “O ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Antonio Anastasia e ex-presidente do PSDB de Minas Gerais Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) foi preso nesta segunda (30/5) na Operação Aequalis, deflagada pelo Ministério Público de Minas Gerais. (...) Rodrigues é visto como homem forte de Anastasia e também do senador Aécio Neves (PSDB-MG)”. Nárcio e outros são acusados de desvio de dinheiro no valor de R$ 14 milhões.

Não só essa notícia repercutiu. Outro fato também teve repercussão: o voto do filho de Nárcio a favor do impeachment de Dilma. Bernardo Mello Franco, em artigo à Folha (1/6/2016), sob o título “Em nome do pai”, revelou: “O impeachment já vencia de lavada quando o presidente da Câmara [Cunha] chamou o 371º deputado ao púlpito de votação. Embrulhado numa bandeira do Brasil, o tucano Caio Nárcio se postou em silêncio diante do microfone. Num gesto teatral (sic), ergueu o pavilhão acima da cabeça, deixou que o pano deslizasse pelos ombros e começou a discursar (...) “Por um Brasil onde meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não era possibilidade, era obrigação. Por um Brasil onde OS BRASILEIROS TENHAM DECÊNCIA E HONESTIDADE” (destaque meu), disse, com ar compungido. (...) O deputado mineiro voltou a silenciar, como se meditasse sobre o momento grave da República. Olhou para os lados, respirou fundo e elevou a voz. “Por Minas, pelo Brasil, para os jovens que estão lá fora nas ruas. Verás que um filho teu não foge à luta! Siiiiiiiiiim!, concluiu, com um berro. (...) Nesta segunda (30/5), o país voltou a ouvir falar na decência e na honestidade (sic) do pai de Caio. Ex-presidente do PSDB mineiro, Nárcio Rodrigues foi preso sob a suspeita de corrupção. Ele é acusado de cobrar R$ 1,5 milhão em propina quando era secretário do governo Anastasia. O tucano é aliado do senador Aécio Neves, que já o definiu como “um dos mais completos homens públicos do seu tempo”. (...) A história dos Nárcio não chega a ser novidade. Eleita pelo PSD mineiro, a deputada Raquel Muniz dedicou outro “sim” exaltado ao marido, prefeito de Montes Claros. “Meu voto (...) é para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós”, discursou. No dia seguinte, o homenageado foi preso pela Polícia Federal, acusado de desviar verbas da saúde”. 

Gondin da Fonseca gostava de citar uma frase de Emile Zola: “Ah lês honnêtes gens! Quelle canaille! Ah as pessoas honestas. Que canalhas (tradução livre). Fujamos dessas pessoas “honestas”!

Outra revelação de Bernardo Mello Franco nesse citado artigo: “Em março de 2015, o senador Aloysio Nunes surpreendeu eleitores ao se dizer contrário ao impeachment. “Não quero que o Brasil seja presidido pelo Michel Temer”, justificou, com AR DE QUEM SABIA MAIS DO QUE FALAVA (destaque meu). Nesta terça (31/5), o tucano foi apresentado como líder do governo Temer”. Sem comentário...

FISIOLÓGICOS DERRUBAM DILMA: Em abril deste ano escrevi: “Segundo o Estadão (19/4), “Centrão, que deu 107 votos a favor do impeachment: PP (38 votos), PSB (29 votos), PR (26 votos), e PTB (14 votos), começa a cobrar Temer por apoio em votação.” Escrevi ainda que esses partidos e ainda o PSD e outros menores foram fundamentais na derrubada de Dilma. Sem eles o impeachment não seria aprovado. Terminei assim a minha observação: “Esses fisiológicos e traidores de Dilma [todos tinham postos de comando no governo petista] conseguirão os cargos que desejam? A ver”. Conseguiram! Tivemos casos inusitados. Kassab, por exemplo, até na última semana antes da cassação ainda era ministro. Só aí pediu demissão! Agora, no governo Temer, foi novamente nomeado ministro. Seu partido (PSD) votou a favor do impeachment. Outro caso. Dilma nomeou Helder Barbalho ministro. O pai dele, senador Jader Barbalho votou a favor do impeachment e teve o filho novamente nomeado ao mesmo cargo por Temer! Existem outros, mas vou ficar nesses exemplos... O novo ministro da Transparência, Torquato Jardim, vinculou Centrão a “corrupção” e “safadeza”. A declaração causou revolta dos deputados desse bloco político. Com essas nomeações de fisiológicos, Temer não está cometendo o mesmo erro de Dilma? A CONFERIR.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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