quinta-feira, 30 de junho de 2016

Golpe: Quatro testemunhas independentes e nenhum ouvido para ouvi-las



Quatro testemunhas, todos funcionários de carreira, que nenhuma vantagem tiram de “ficarem bem com o PT” – muito pelo contrário – em darem depoimentos favoráveis a Dilma Rousseff, depuseram ontem no pelotão de fuzilamento, digo, na Comissão de Impeachment.

Para evitar dúvidas, transcrevo trechos da edição do Jornal do Senado de hoje:

Primeira testemunha a depor ontem, o ex-diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção do Ministério do Desenvolvimento Agrário, João Luiz Guadagnin, afirmou que Dilma não participou de atos relativos ao Plano Safra e que as decisões se deram no plano técnico.(…)

— Não há responsabilidade da presidente nesse processo.
Em 20 anos de governo federal, a única reunião que tive com algum presidente foi em 2000, com Fernando Henrique Cardoso, sobre créditos para assentados em reforma agrária. Nunca estive com Lula ou Dilma. No último Plano Safra, as discussões sobre juros e subsídios ficaram estritamente no plano técnico. Não há envolvimento nem sequer dos ministros — assegurou.

Segunda testemunha ouvida ontem pela Comissão do Impeachment, Marcel Mascarenhas dos Santos, procurador do Banco Central, disse que as estatísticas produzidas pela entidade, que monitora a evolução das finanças públicas e o desempenho fiscal do país, são produzidas por técnicos, sem nenhum tipo de interferência política, nem mesmo do presidente da República. Com o depoimento, a defesa buscou rebater argumentos da acusação de que Dilma teria promovido maquiagem das contas públicas em 2015 para apresentar uma situação melhor do que a real.

Terceira testemunha, o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou que Dilma jamais interferiu na sistemática de estatísticas do banco para ocultar ou distorcer dívidas do governo.

O subsecretário de Política Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional, Paulo José dos Reis Souza, foi a última testemunha a falar ontem. Ele explicou que, segundo entendimento do Tesouro, as pedaladas fiscais de 2015 foram apenas atrasos de pagamentos que não diferiram das situações de anos anteriores.

Num tribunal, era de mandar fechar os autos e mandar embora. Num tribunal de exceção, onde a sentença não depende de atos, mas do desejo dos que os compõem, não tem importância nenhuma.

Dizem que o impeachment é um julgamento político-jurídico: o político todos estão vendo. O jurídico, estamos á procura dele.


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Apagou a tocha olímpica para protestar contra o golpe dado contra Dilma


O manifestante Daniel apaga a tocha olímpica em forma de protesto.

A repetidora da Bandeirantes em Cascavel, apesar das perguntas tendenciosas (criminalizando o manifestante) deu voz a ele. Daniel começa dando uma lição de educação ao repórter que de modo inquisitivo bota o microfone em sua boca e já o metralha com uma pergunta. Daniel calmamente se dirige ao repórter e diz: “Boa noite”.

O manifestante fala com tranquilidade e clareza sobre o porquê apagou a tocha olímpica.

Com a mesma clareza explica que é golpe porque a presidenta Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Com a mesma clareza explica que contra Cunha existem provas cabais e que um presidente da Câmara com este nível de provas que o incriminam não poderia ter conduzido um processo viciado pra afastar Dilma.

Daniel protestava contra o golpe, lutar não é crime e o repórter, quase um robô, não teve a menor disposição de dialogar.

O repórter continua de modo tendencioso criminalizando o manifestante ao entrevistar o delegado. Fica a fala do delegado reforçada pelo repórter da Band.

Mas Daniel falou, mesmo humilhado, algemado como se fosse um bandido, Daniel falou. E nós podemos ouvi-lo e podemos fazer nossos próprios julgamentos. Se as tevês brasileiras ao menos ouvissem o outro lado (mesmo enviesado como fez o repórter da Bandeirantes) já teríamos uma tv melhor do que temos.



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NÃO NOTÍCIADO: Jânio de Freitas e as mensagens que a Lava Jato encontrou, nas quais se conclui que Fernando Bittar é o dono do sítio em Atibaia





"Por falar no mal ou não noticiado, a Lava Jato encontrou nas ligações de celulares de Léo Pinheiro, presidente da OAS, troca de mensagens com Fernando Bittar tratando das obras no sítio de Atibaia, como proprietário associado a Jonas Suassuna Filho. Não foi um bom achado para a tese da Lava Jato e da imprensa/TV sobre a propriedade." ( Jânio de Freitas, hoje, na Folha )

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Impeachment: farsa e golpe SIM!


Farsa jurídica e golpe parlamentar

Comissão de três gestores do Senado examinaram cuidadosamente as contas da Presidente Dilma Rousseff, encontraram irregularidades – a liberação de créditos sem aval do Congresso – mas não encontrou as famosas “pedaladas” que foram a justificativa jurídica do impeachment. Confirma-se, assim, o que já está claro para muitos: que o impeachment, do ponto de vista jurídico, é uma farsa. E, portanto, confirma-se que estamos diante de um golpe parlamentar.

Por que dar um golpe? Afinal a democracia já está consolidada no Brasil. Sim, está, mas pode sempre ser arranhada, desmoralizada. O impeachment está ocorrendo porque o quadro econômico internacional agravou-se para os países da América Latina exportadores de commodities em 2014, o governo de esquerda cometeu erros, a recessão foi muito forte, e a direita se aproveitou disto para dar o golpe.

"Mas o governo Dilma perdera condições de governabilidade", dizem os golpistas. Perdeu-as porque os próprios golpistas recusaram ao governo essas condições. Os senadores com espírito público não estão percebendo tudo isso? Não creio. Há muitos que sabem que esse impeachment é uma violência contra o interesse público e a democracia. Vamos, portanto, esperar. E cobrar.

Luiz Carlos Bresser-Pereira, no FACEBOOK

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Acostumados à impunidade, delinquentes do MBL serão processados pelo dep. Jean Wyllys por espalharem novas mentiras nas redes sociais



FASCISTAS VÃO COMEÇAR A PAGAR INDENIZAÇÕES POR DANOS MORAIS!

Mentiras, mentiras, mentiras. Na falta de bons argumentos para enfrentar um debate político, grupelhos fascistas financiados por corruptos tentam silenciar as pautas do meu mandato inventando boatos e me caluniando. A nova acusação é de que eu teria recebido recursos do governo via Lei Rouanet! 

Vou dizer pela última vez: 1) O documentário "Eu_Jean Wyllys" NÃO ARRECADOU UM ÚNICO CENTAVO PELA LEI ROUANET! Nada. Zero, vírgula, zero; 2) Eu não sou produtor e nem tenho nenhuma relação com a produção do documentário, que fala sobre a minha atuação parlamentar. Eu não decido o roteiro, vou assistir pela primeira vez quando ele estrear no cinema e, se for um sucesso nas bilheterias, eu não ganho nada. A minha relação com esse filme é a mesma que o Zezé de Camargo e o Luciano tiveram com o filme "Dois filhos de Francisco". Não é um filme DE Jean Wyllys, mas SOBRE Jean Wyllys; 3) Todo cineasta tem direito a requerer a autorização para arrecadar fundos pela Lei Rouanet, e se captar fundos, eles não vêm diretamente do governo, mas de empresas PRIVADAS que, como contra-partida, recebem desonerações fiscais. No caso, os produtores NÃO arrecadaram nada pela Lei Rouanet e financiaram o projeto integralmente com um site de crowdfunding, mas se tivessem arrecadado, isso seria absolutamente legal; 4) Eu, enquanto deputado, não tenho nenhuma ingerência nas decisões da Ancine ou do Ministério da Cultura. 

Os delinquentes do MBL sabem disso. Sabem que estão divulgando uma mentira. O meme difamatório do MBL foi publicado, inclusive, em uma página de Facebook que usa o nome e a foto do juiz Sérgio Moro, mas não é dele! Calúnia é crime, e eu cansei das difamações dessa quadrilha de mentirosos profissionais.

Cansei de ver memes falando que quero "mudar trechos da Bíblia", que defendo a pedofilia, que quero obrigar as crianças a mudar de sexo, que quero implantar a religião islâmica nas escolas, que recebi dinheiro da Lei Rouanet e não sei mais quantas estupidezes. Cansei e não vou deixar passar mais nenhuma. 

Vou processar os responsáveis do MBL e todos os demais grupos fascistas que divulgam essas mentiras. E todo o dinheiro que eu receber em indenizações por dano moral vou reverter para projetos de combate às calúnias e difamações. Acionarei a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e todos os órgãos competentes para investigar crimes cibernéticos, que são propositalmente cometidos neste período pré-eleitoral.

Em tempos, é preciso esclarecer que os verdadeiros investigados por desvios através dessa Lei Rouanet são os hipócritas que bradavam contra corrupção enquanto financiavam festas de luxo com fraudes no orçamento! Contra esses corruptos ninguém faz memes. Eu não tenho na minha biografia nada para que eles apontem ilegal. Sou um homem honesto, todo o país sabe, e eles não vão me jogar nessa sujeira. 

A baixaria desses delinquentes não vai me impedir de seguir em frente. Fascistas não passarão sobre a Constituição do Brasil!


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"A INDÚSTRIA DA MULTA NÃO EXISTE", em: Canalhicidade Alerta




O Cidade Alerta, apresentado pelo Marcelo Rezende, bate o recorde mundial de canalhice, que devia pertencer ou a ele mesmo ou ao Datena. Enfim, recorde batido.

O nosso herói ( NH ) chega no dentista e imagina que a TV da recepção estará, como de costume, sintonizada na Globo. O único contato que ele tem com a emissora dos Marinho se dá em sua visita mensal ao dentista.
Qual o quê. 
Pra seu pior sofrimento e lamento, dessa vez o aparelho está transmitindo o atroz Cidade Alerta. 
"Um programa para canalhas, feito por canalhas", pensa NH.
A noticia é a seguinte: uma perseguição policial terminou na morte de um universitário. Seu carro levou 19 tiros. NH tenta não prestar atenção. Mas não consegue deixar de escutar. Perdeu alguns detalhes, mas entendeu a coisa toda.
Enfim, ao que parece, o rapaz não tinha antecedentes criminais.
Agora vem a parte boa.
Munido da informação de que o rapaz ( segundo a produção, que supostamente ouvira uma suposta testemunha ) fugira da polícia por ter 19 multas de trânsito ( SIM, VOCÊS LERAM DIREITO: O CARA TINHA 19 MULTAS SEM PAGAR ) e, por isso, morto de medo de perder seu precioso carro, o que faz o apresentador do programa, o dignissimo Marcelo Rezende?
Atenção:
ELE JOGOU A CULPA DE MAIS ESSE ASSASSINATO POLICIAL, COM POSTERIOR ADULTERAÇÃO DE CENA DO CRIME NA "INDUSTRIA DA MULTA"!!!
Sim, vocês leram certo novamente.
Ele justificou os 19 tirambaços disparados pelos policiais com a história velhusca de que "os bandidos não temem mais a policia como antigamente". Por outro lado, sabendo como essa policia assassina a bel-prazer, quem seria louco de se entregar pacificamente? Na verdade esse caso demonstra cabalmente isso. Por não se entregar, apesar de NÃO REAGIR, apenas por fugir, o universitário teve a si e a seu precioso automóvel fuzilados. 
Mas o que o apresentador faz, de forma pusilânime? Além de defender as praticas genocidas da policia, Marcelo Rezende ainda dá um jeito de aproveitar o senso-comum - de quebra, alimentado por gente como ele - e fazer campanha politica.

Mas não ficou nisso.

NH é finalmente chamado pelo dentista e se livra da tortura televisiva por alguns minutos.
Na saida, tendo que passar novamente pela recepção, NH gasta ali alguns minutos, acertando a data da próxima visita.
Nesse momento, o Cidade Alerta apresenta outra matéria, igualmente canalha - pro seu público idem - denunciando a..."Industria da Multa".
Inacreditável!
Dá tempo de ele ver o reporter entrando num carro e dizendo coisas como "deixa eu por o cinto de segurança e também dar uma ajeitada na camisa, porque vai saber se não vou ser multado por estar desarrumado" e "se antes o motorista de automóvel em São Paulo era APENAS um motorista, hoje ele tem que circular assim: olhando o velocímetro e prestando atenção em tudo".
É uma confissão de que o costume é dirigir sem prestar atenção? Eu interpretei assim.

( *** )

Voltando a pé para casa, NH nota que a MAIOR PARTE das TVs ligadas nos estabelecimentos comerciais está sintonizada no Cidade Alerta.

( *** )

Certo momento, NH chega num cruzamento da Zona Leste paulistana onde o pedestre perde cerca de 7 a 8 minutos de sua vida para atravessar. Se não for correndo quando o sinal abre, ele fica no canteiro central por vários e insuportáveis minutos. 
Mas não é só isso.
Há um mar de veículos, e a pista é escura, às 18:50hs. Quando finalmente o sinal abre pro pedestre AINDA ASSIM este é obrigado a esperar mais ainda, pois geralmente quando fica amarelo pros motoristas, eles aceleram e COMUMENTE, há carros passando NO VERMELHO enquanto o pedestre é impedido de exercer seu direito de atravessar.. 
Como o tempo nesse semáforo para o pedestre é ESCASSO, pois os carros têm prioridade divina, cada décimo de segundo perdido prejudica bastante a travessia.
Assim, NH está compreensivelmente afoito. Depois de deixar 3 carros passarem diante de si, no vermelho, NH percebe que um quarto veículo tenta uma manobra pra seguir no vácuo dos 3 e acelera. NH não pensa duas vezes e entra na frente do carro - ou melhor, tenta atravessar a via enquanto o sinal estava verde para ele - quase sendo atropelado.

( *** )

Continuando sua jornada, NH passa em frente a um pequeno supermercado, cujas vagas de estacionamento estavam já todas ocupadas. Outros clientes improvizaram um estacionamento ali mesmo, NA CALÇADA, e na ciclovia que passa em frente. Como era de se esperar, não havia nenhuma "Indústria da Multa" ali nas proximidades, e NH é obrigado a se humilhar e passar no meio daqueles carros ilegalmente estacionados.

( *** )

Os cães ladram e a caravana passa, enquanto vermes e lixos humanos como Marcelo Rezende e Datena ganham milhares de reais para pregar o ódio, fazer politicagem e mentir desbragadamente na televisão, com garantia de ampla audiência.

.( *** )

Os cães ladram, a caravana passa, Datenas e Rezendes continuam com seu tele-evangelho de ódio, os carrocratas falam o que querem, fazem o que querem, e a Prefeitura paulistana e sua CET, INCOMPETENTES, apanham calados.

FIM

PS: Se algum VAGABUNDO ficar ultrajado ou revoltadinho com essa crônica e - como é de praxe aos canalhas - me acusar de "ser petista" ou de estar apenas defendendo o prefeito Handrade, esteja convidado a ir tomar no olho do rabo, digo, esteja convidado a PESQUISAR ESTE BLOG, e constatar que pra gente não existe nenhuma "Indústria da Multa", não importa quem seja o prefeito. Os prefeitos mudam. O maucaratismo dos carrocratas e psciopatas do volante não.

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"Boca Livre" da Rouanet / Rede Globo tudo a ver



Lei Rouanet e os segredos da Globo

Por ALTAMIRO BORGES

Em mais uma operação cinematográfica, batizada de “Boca Livre”, a Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (28) acusadas de desvio de recursos públicos através das isenções fiscais previstas na Lei Rouanet. Segundo as investigações, o grupo mafioso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovar R$ 180 milhões em projetos “culturais”. O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços e produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas feitas às incentivadoras. Entre os presos na Superintendência da PF em São Paulo, estão os donos da produtora Bellini Cultural e o agente cultural Fábio Ralston.

Segundo relato do portal G1, do suspeitíssimo grupo Globo, “a Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até a festa de casamento de um dos investigados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis. Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais federais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão, em sete cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília”.

Ainda de acordo com a reportagem, “entre os alvos da operação, estão o Ministério da Cultura, o escritório Demarest Advogados, as empresas Scania, Roldão, Intermédica Notre Dame, Laboratório Cristalia, KPMG, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil... Os presos devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão”. O site explica que a Lei Rouanet foi criada em 1991, no governo Fernando Collor, e permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais. “A lei permite que uma empresa destine parte do dinheiro que iria gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura”.

O produtor fascista e o Judas Temer
O portal do grupo Globo não se preocupou em pesquisar a história dos integrantes desta máfia. Já a revista Fórum foi atrás e descobriu um caso bem curioso. “Júlio Plácido, sócio diretor da J2A Eventos, empresa acusada pela Policia Federal de desviar verbas da Lei Rouanet para bancar casamentos e festas privadas posta com frequência xingamentos e ofensas a Dilma, Lula, ao prefeito Fernando Haddad e frequenta passeatas contra a corrupção... Em alguns posts, Júlio Plácido pede para que Lula seja assassinado e xinga a presidenta afastada de ‘vaca’... Um dos episódios que mais chamou a atenção da PF foi o casamento de Felipe Amorim e Caroline Monteiro, organizado pela empresa de Plácido, que aconteceu na luxuosa Jurerê Internacional em 22 de abril deste ano”.

Há ainda muito mais coisa a se descobrir sobre os desvios criminosos praticados através do uso ilícito da Lei Rouanet. A questão é se o Ministério Público e a Polícia Federal irão investigar a fundo as mutretas, que envolvem interesses poderosos. Como se sabe, a Globo é uma dos maiores beneficiárias das isenções fiscais. Logo após o “golpe dos corruptos”, o ministro interino da Cultura, indignado com os protestos do setor pelo “Fora Temer”, anunciou que reavaliaria a legislação em vigor. Nas redes sociais, os fascistas mirins acusaram os artistas contrários ao impeachment de Dilma de “petralhas” que vivem da Lei Rouanet. No seu cinismo, o mafioso de Jurerê Internacional talvez até tenha reforçado a mentira. Na sequência, porém, os golpistas enterraram o assunto inflamável.

Milhões para a Fundação Roberto Marinho
Já o jornalista Kiko Nogueira, do blog Diário do Centro do Mundo, foi atrás e descobriu que as isenções fiscais beneficiam principalmente grandes empresas. O título da sua postagem é demolidor: “Globo captou, pela Fundação Roberto Marinho, R$ 147 milhões na Lei Rouanet sob o PT”. Vale conferir a reportagem:

A Globo, através da Fundação Roberto Marinho, captou R$ 147 858 580 desde 2003, primeiro ano do governo Lula, até 2015.

Os valores não foram atualizados.

A FRM foi criada nos anos 70 e é uma instituição privada, teoricamente sem fins lucrativos, voltada, diz o site oficial, para “a educação e o conhecimento”. Ela “se dedica à concepção e implementação de museus e exposições”.

Entre outros projetos, estão sob seus cuidados o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio, a nova sede do MIS no Rio e o Museu da Língua Portuguesa.

O DCM teve acesso aos dados do Ministério da Cultura. A fundação é apontada na linha dos “maiores proponentes”.

O ano em que mais se captou foi 2011: 35,2 milhões de reais. A destinação era a revitalização da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, o Paço do Frevo, o MIS e o Museus de Arte do Rio – Mar, todos no Rio de Janeiro. O MIS, sozinho, abocanhou 20,7 milhões.

Refinando, chega-se aos “incentivadores”.

Quem mais doou, segundo a planilha, foi a Globosat, com 9,5 milhões, seguida da Globo Comunicações e Participações. A Infoglobo entra com 700 mil.

Grana para fundações é restituída no Imposto de Renda. Quando a fundação é do próprio grupo, tem-se uma situação ganha-ganha. O dinheiro sai do caixa da companhia, livre do fisco, e entra numa fundação que lhe pertence. É quase lavagem. E é, em tese, legal.

Um ex-diretor do MinC ofereceu uma explicação sobre a generosidade com a Globo na aprovação de projetos. “O MinC foi leniente na gestão. Havia gente muito próxima do mercado em cargos chaves. Para se legitimar no lugar de Gilberto Gil, o ex-ministro Juca Ferreira teve de fazer várias concessões”, diz.

Ele continua: “As prestações de contas são frágeis. Não se analisa nada direito. É uma festa.”

A Lei Rouanet financia boa parte dos institutos e fundações privadas no país — do Itaú Cultural, passando pelo Alfa até o Instituto FHC. É um cipoal de altos interesses.

No final de maio, o DEM entrou com um pedido de CPI, fruto da histeria coletiva de uma direita lelé segundo a qual artistas petralhas tinham ficado milionários com o incentivo. Assim que surgirem os verdadeiros beneficiários e o partido descobrir que deu um tiro no pé, a comissão será enterrada rapidamente.

Assim como ocorreu com a investigação da Polícia Federal dos cem maiores captadores. Sergio Moro mandou anular o requerimento de um delegado ao Ministério da Transparência. Segundo Moro, a apuração, “se pertinente”, deve ser feita em um inquérito à parte na Lava Jato e com “objeto definido”.

A grana para o Rock in Rio
Será que a midiática Operação Boca Livre topa colocar a mão neste vespeiro? Caso vá fundo nas investigações, outros casos sinistros devem surgir. Segundo o Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), implantado pelo Ministério da Cultura, entre os anos de 1992 e 2011 foram aprovados na Lei Rouanet 34.521 projetos, cujos valores de captação somados totalizaram R$ 11,7 bilhões. É muito dinheiro! Com estes recursos, importantes iniciativas artísticas foram patrocinadas, ajudando a valorizar a cultura nacional. Elas merecem aplausos! Outras, porém, serviram apenas para encher os bolsos dos oportunistas e dos magnatas do setor. No início de junho, a Folha estampou no título: “Rock in Rio pede R$ 8,8 milhões via lei Rouanet para show sem público”.

Segundo matéria de Rodolfo Viana, a empresa “Rock Word”, produtora do Rock in Rio, encaminhou ao Ministério da Cultura o pedido de isenção fiscal no valor total de R$ 8,8 milhões “para custear o Amazônia Live, um show em um palco flutuante montado no rio Negro, em Manaus, agendado para ocorrer em 27 de agosto. O evento será fechado a 200 jornalistas e formadores de opinião, diz o texto do projeto. A assessoria da produtora, contudo, ressalta em nota: o público poderá acompanhar, por telões espalhados por Manaus e pela transmissão do Multishow [ pertencente ao Grupo Globo ], as apresentações do tenor lírico Plácido Domingo ao lado da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Coral do Amazonas”.

A própria reportagem registra: “O caráter restritivo é proibido pela lei Rouanet, que veda a concessão de incentivo a eventos que estabeleçam limitações de acesso, lembra o advogado Fábio de Sá Cesnik, presidente da Comissão de Mídia e Entretenimento do Instituto dos Advogados de São Paulo e membro da Comissão de Direito às Artes da OAB-SP. ‘Mesmo com a transmissão por telões e na TV, eles não poderiam criar restrição de acesso no evento principal’, diz. ‘Se, no show, respeitassem a distribuição estipulada pela lei [ em que até 20% dos acessos podem ser destinados a patrocinadores e ações de divulgação, reservando o restante ao público ], não teria problema’”. Será que a TV Globo fará algum escarcéu contra este projeto? Quanto ela iria garfar em publicidade com a transmissão do “Amazônia Livre”?


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A festa de casamento luxuosa e o antipetismo hidrofóbico


Um antipetista empedernido culpa o PT pelo casamento luxuoso em Florianópolis. E o promotor da festança supostamente bancada com grana desviada da Lei Rouanet, também se mostra um antipetista empedernido.
Na montagem acima, vemos o o seguinte:
- na parte inferior, o suspeito de desvios da Lei Rouanet, Júlio Plácido, dono - ou um deles - da empresa J2A, acusada pela Polícia Federal de participar dos esquemas de desvios de verbas da Lei Rouanet, que teria bancado até um luxuoso regabofe em Floripa com grana desviada, destila um imenso e espumante odio contra petistas. Leia mais AQUI, mas tome um Plasil antes.
- na parte superior, olha o jeito que um site ou indivíduo decidiu noticiar o caso. Trata-se, pelo que se vê claramente, de outro perfil anti-petista na rede. Este sujeito, na mesma postagem, reproduziu a postagem de um terceiro blog, do fotógrafo que captou toda a beleza e luxo do evento. 
Na postagem do mencionado fotógrafo, uma dedicatória ou agradecimento a Júlio Plácido ( ver imagem abaixo ). A postagem sumiu do site do fotógrafo. Felizmente, havia a reprodução. 
Sobre o artigo do site ( parte superior da montagem ), percebe-se que o indivíduo "denuncia" a roubalheira mas em nenhum momento se preocupa em demonstrar qual a relação entre o PT e o casamento em Florianópolis ou, mais ainda, a relação entre o PT e Júlio Plácido. Simplesmente não existe nenhuma, como se percebe. Aliás, somente repete o senso comum sobre a Lei Rouanet. Mas o senso comum é garantia de sucesso no universo dos coxinhopatas.

Bem, como o costume dos coxinhas e trouxinhas de todos os tipos e quadrantes é implicar o PT em qualquer coisa, em tudo nesse país - enquanto se esconde os trutas tucanos e afins -, fico na dúvida se o cara não pesquisou mesmo e descobriu que o dono da J2A é inimigo mortal do PT - como ele - e resolveu esconder essa informação de seus leitores.

Voltando ao escândalo: se porventura Júlio Plácido, após as investigações, for realmente condenado, teremos mais um caso de ferrenho antipetista "indignado contra a corrupção e a roubalheira", mas sem escrúpulos e com telhado de vidro.
Sobre o outro, o da parte superior da montagem, trata-se de mais um caso de ferrenho antipetista indignado contra a corrupção e roubalheira e...bem...o tempo dirá se ele é outro Julio Plácido da vida
Nome aos bois

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terça-feira, 28 de junho de 2016

Outro com telhado de vidro: o ferrenho coxinha do casamento milionário com grana da Lei Rouantet



Com a palavra, ele, o dono da empresa que fez o casamento milionário via Rouanet acusado hoje de crime de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão. A Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. E a Dilma segue sem ter cometido crime algum, segundo a Folha, nem sequer as tais pedaladas...




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"Não temos outra escolha senão a vitória!" - Bashar Al Assad, Presidente da Síria


UM DISCURSO IMPRESSIONANTE

O silenciamento quase total dos media portugueses acerca das eleições sírias só foi rompido por calúnias bolsadas pela RTP2 ( programa "Olhar o mundo" ). Igualmente silenciado foi o discurso do Presidente Assad perante o Parlamento sírio , hoje reproduzido por resistir.info.

Trata-se de uma peça impressionante e mesmo comovente. Este discurso reflecte a tragédia de todo um povo sacrificado barbaramente pelo imperialismo, com a vergonhosa colaboração de uma União Europeia em total degradação moral e política. Mas mesmo neste transe terrível o povo sírio e as suas heróicas forças armadas resistem e lutam.

Eles não querem ter o mesmo destino de povos trucidados pelos imperialismo, como os da Líbia, Iraque, Afeganistão, Iémen e tantos outros. 

Apesar das tragédias humanas provocadas pelo terrorismo patrocinado pelos países da NATO, longe vão os tempos em que os governantes dos EUA e os seus serviçais da UE diziam que o Presidente sírio não duravava mais de seis meses!  ( Site RESISTIR.INFO )

Senhoras e Senhores, 
… 

Estas eleições não foram as eleições normais. Aconteceram num momento de grandes tensões territoriais e políticas, regionais e internacionais. Realizaram-se em condições internas extremamente difíceis que levaram alguns a predizer o seu fracasso e que na melhor das hipóteses seriam desconsideradas pelos cidadãos. 

Mas o que aconteceu foi exatamente o oposto. Uma vez mais, o povo sírio surpreendeu o mundo por sua ampla participação num importante acontecimento nacional e constitucional. A taxa de participação sem precedentes é uma mensagem clara dizendo ao mundo que quanto mais aumentam as pressões, mais o povo mantém a sua independência; quanto mais as tentativas de ingerência se intensificam, mais o povo mantém o respeito pelas obrigações ditadas pela Constituição, garante da sua independência e alavanca da sua estabilidade. 

Uma determinação nacional que se traduz também pelo grande número de candidatos nestas eleições, os quais assim deram testemunho do seu discernimento e do seu patriotismo. 

E é também uma importante mensagem para vós, os deputados deste povo, porque esta participação sem precedentes apesar das circunstâncias, apesar de todas as ameaças e perigos, vos confere uma responsabilidade extraordinária para com os cidadãos que colocaram suas esperanças nas vossas mãos para que vós os protejais pelo vosso trabalho honesto e constante, que deverá ser proporcional à sua confiança e à amplitude dos desafios impostos à Síria. 
…. 
É assim que o vosso Conselho, pela primeira vez inclui o ferido que sacrificou um pedaço de seu corpo para que o corpo da pátria permaneça inteiro; a mãe do mártir, seu pai, suas irmãs, que viram seus entes queridos sacrificar suas vidas para que a Síria permaneça; o médico misericordioso com a aflição económica dos seus concidadãos que respeitou a nobreza de sua profissão prestando-lhes cuidados de saúde gratuitos; o artista que pegou em armas para defender sua terra e sua honra. 

É também um Conselho onde se elevarão mais as vozes das mulheres, dos jovens, dos diplomados com altos estudos universitários e daqueles que contribuíram, com seus próprios meios materiais para a defesa de sua pátria e seu povo. 

Cada um de vós fostes eleitos pelo povo para trazerem a sua voz, para o defenderem e o protegerem. Façamos de maneira que a finalidade, o método e a bússola do nosso trabalho, sejam trabalhar para os outros, não para nós próprios, exatamente como fizeram o homem ferido, o mártir e todos aqueles que foram sacrificados. Sem essa bússola, a Síria não poderá sair do que atravessa. Sem essa bússola, não há espaço para o progresso; não há lugar para cumprir; não há lugar para ideias inovadoras e criativas. 

Quando pensamos e agimos de forma honesta e sincera, primeiro no interesse dos outros, e não no nosso, eliminamos os obstáculos devido à corrupção e à má gestão. Torna-se então possível e até mesmo por certo fazer face aos desafios colocados pela guerra e confundir o negligente, o corrupto, o desencaminhado, que não poderão mais complicar a situação pelas razões pessoais que os motivam. 

Quando pensamos e agimos de forma honesta e sincera, primeiro no interesse da pátria, não do nosso, vosso controlo do Executivo torna-se efetivo e eficaz, capaz de avaliar o seu desempenho a fim de servir o cidadão. É o que todos esperam do vosso Conselho. 

Senhoras e Senhores, 

A responsabilidade nacional que repousa sobre vós, hoje, vem num momento em que o mundo vive circunstâncias excepcionais, devido a conflitos internacionais, principalmente devido às tentativas do Ocidente para conservar a sua posição dominante a qualquer preço. Este Ocidente que recusa toda a cooperação com qualquer outro Estado, ou grupo de Estados, como se se tratasse uma questão de vida ou de morte para ele. 

Esses conflitos internacionais deram origem a conflitos regionais entre Estados que procuram preservar a sua soberania e sua independência e Estados que se esforçam por servir os interesses de outros, mesmo que isso prejudique os interesses do seu povo. 

Conflitos que se repercutiram diretamente na nossa região em geral e sobre a Síria em particular, complicando uma situação já complicada. Mas tudo isto de forma alguma nos liberta de responsabilidades a nós Sírios no que está acontecendo, pois se, porque se a nossa "casa" tivesse sido forte, sólida, solidária, livre de corrupção e traição em alguns dos seus recantos, as coisas não em não teriam chegado ao ponto onde estão atualmente. 

Conflitos em três níveis – internacional, regional e local – que claramente se repercutiram no processo político que se desenrolava em Genebra. Entre o conflito regional e o internacional infiltrou-se o grupo de indivíduos, portadores de nacionalidade Síria que consentiram em servir de fantoches tanto para os Estados mais atrasados, como para Estados que sonham recolonizar os países da nossa região, mesmo por procuração. 

Mas face a esses traidores, há o grupo de patriotas sírios, leais perante o sacrifício dos nossos mártires e dos nossos feridos, procurando através de ação política preservar a sua terra e a independência das decisões da sua pátria. 

Não é segredo para ninguém que desde o início dos acontecimentos, a própria quintessência do processo político vislumbrada pelos Estados que apoiam o terrorismo regional e internacional é destruir o conceito de pátria, atacar incansavelmente a nossa Constituição com todos os tipos de iniciativas visando afasta-la do seu campo de ação e condiciona-la sob várias terminologias, nomeadamente o que chamam de «período de transição». 

Evidentemente, visando a Constituição, esperavam demolir os dois principais pilares de qualquer Estado. Primeiro, as instituições, começando pelo Exército que defende a pátria e garante a segurança do seu povo, contra o qual eles foram particularmente concentrados desde o início e no decurso de todas as discussões sobre o futuro de a Síria e as suas instituições. Em seguida a identidade nacional, partilhada por várias componentes étnicas e religiosas, na qual se concentraram a partir do momento em que perceberam era o fundamento da resistência da pátria. 

Uma vez que seu "plano terrorista" falhou apesar de toda a destruição e massacres perpetrados, adquiriram a convicção que o essencial do seu "plano político" ainda poderia materializar-se pelo ataque à Constituição. Na verdade, o seu plano inicial consistia em fazer de forma que o terrorismo dominasse completamente o país concedendo-lhe uma pertença qualidade de "moderação", e depois 'legitimidade', decidida evidentemente pelo estrangeiro, que instalaria um caos absoluto impondo como única saída uma Constituição étnica e confessional transformando um povo ligado à sua terra natal em grupos rivais anexados às suas seitas e apelando à intervenção estrangeira contra os seus compatriotas. 

O que vos digo é evidente. Se olharmos para o nosso Este e para o nosso Oeste, as experiências confessionais falam por elas próprias. Não há nenhuma necessidade de reavaliar a questão depois de decénios de experiências equivalentes na nossa região. 

O sistema confessional transforma os filhos de uma mesma pátria em adversários e inimigos, em que cada parte irá procurar aliados, que, neste caso, não se encontram na Síria, mas no exterior. Com efeito, uma relação construída na suspeita, no ressentimento e no ódio vai encontrar seus aliados no exterior. É então que os Estados colonialistas surgem como protetores de tal ou tal grupo e a sua interferência nos assuntos do país em questão encontra a sua justificação e a sua legitimidade. Depois, assim o que o plano de partilha esteja bem consolidado, passarão para a etapa da divisão, da repartição. 
… 

Por isso, eles transmitem este conceito primeiro no exterior, para que os governos e os políticos do mundo adquiram a convicção de que a única solução é através de uma Constituição confessional, dado que estamos em guerra civil devido a diversidade étnica e confessional da nossa região que faria que já não pudéssemos viver juntos. Em seguida, iriam exercer pressão sobre nós para que aceitássemos a sua lógica e nos convencêssemos que não poderíamos viver juntos senão através da Constituição que eles nos propusessem. 
… 

Ora, como todos sabemos, a unidade não começa pela geografia, mas pela unidade dos cidadãos, porque quando os cidadãos de um mesmo país estão divididos, a partição geográfica torna-se uma questão de tempo e terá lugar no momento em que considerem adequado. 

Mas, porque não lhes permitimos levar a Síria nessa direção para a precipitar no abismo, propusemos desde o início de Genebra 3 um documento que estabelece os "princípios" sobre os quais deveriam estabelecer-se as discussões com as outras partes. Acho que devem todos perguntar quais são essas outras partes, visto que até agora não negociamos senão com o "facilitador" que não é a outra parte, nem ele, nem qualquer membro de sua equipa, que são apenas intermediários. Eis a razão pela qual se vós me perguntardes por que mencionei "outras partes", eu vos direi que é para a prosa, porque não há outras partes. 

É na base de um acordo sobre esses princípios propostos pela Síria, ou quaisquer outros princípios gerais, que as discussões poderão passar a outros assuntos, tais como o "governo de União Nacional", que irá trabalhar com uma comissão competente na elaboração de uma nova Constituição. Que será submetida á aprovação do povo por referendo antes de passar a novas eleições legislativas. Um tema sobre o qual expliquei o essencial em janeiro de 2013 aquando do meu discurso na Casa da Ópera de Damasco [1]
… 

Voltemos aos princípios. Por que colocámos princípios? Porque são necessários em todas as negociações, particularmente entre os Estados. Porquê? Porque as negociações precisam de referências. Eles afirmam que as referências podem ser encontradas na resolução 2254 (2015), exatamente como alegaram para resolução 242 (1967) [2] . Um exemplo que demonstra que, quando tais resoluções são aprovadas na sequência de compromissos entre as potências, cada qual usa uma terminologia que se adapta aos seus interesses. O que faz que acabemos por nos encontrarmos com um texto que é ambíguo ou contraditório em si mesmo. 

Assim, se voltarmos ao comunicado de Genebra de 2012, acharmos que eles falam, ao mesmo tempo, da soberania da Síria e de um órgão de transição, designado como "Governo de transição". Mas se falam de soberania da Síria, como ocorre que se decida do seu sistema de governo sem ter em conta a vontade do seu povo? Soberania impede o estabelecimento de um sistema desse tipo e vice-versa. 
… 
É portanto evidente que não participamos em negociações para aceitar tais propostas. Foi por isso que redigimos o "documento de princípios" com o objetivo de evitar que uma das partes acrescente o que bem lhe parecer. Estes princípios, vou citá-los rapidamente: 

Soberania e unidade de a Síria com a rejeição de qualquer interferência externa. Rejeição do terrorismo. 

Apoio à reconciliação. 

Preservação das instituições. 

Levantamento do embargo. 

Reconstrução. 

Controlo das fronteiras. 

Alguns outros princípios contidos na Constituição atual e nas precedentes como diversidade cultural, liberdades do cidadão, independência do poder judiciário, etc. 

Rejeitamos, portanto, qualquer sugestão em contrário a esses princípios, e foi por isso que eles os recusaram... Não o disseram expressamente, mas desapareceram de cena. 
… 

As verdadeiras negociações ainda não começaram. Como já disse, as sucessivas sessões limitavam-se às discussões com o facilitador que não representa um partido com o qual possamos negociar. Não recebemos absolutamente nenhuma resposta ao nosso documento de princípios. A nossa delegação nunca deixou de procurar informar-se sobre a reação das "outras partes", sem nunca obter uma resposta; confirmando que os seus representantes dependem de seus mentores, provando claramente que eles foram a Genebra obedientes mas contrariados. 

Além disso, desde o primeiro dia, eles colocaram as suas condições prévias e quando não conseguiram impô-las a seu favor, na última sessão em Genebra claramente declararam o seu apoio ao terrorismo e torpedearam "a cessação das hostilidades." 
... 

Foram-nos colocadas uma série de perguntas armadilhadas cujos termos eram atentados à soberania da Síria, à sua segurança, às suas instituições ou em conexão com a situação social vista sob o ângulo da religião de uns de outros, como vós constatastes nos seus media. 

Sem dúvida, é habitual que o confronto das Nações requer o estabelecimento de uma estrutura baseada num facilitador, ou numa equipe inteira em redor de um mediador. Mas nós sabemos bem que aqueles Estados atolados na cena internacional não podem permitir-lhes que trabalhem de forma honesta e imparcial. Têm sempre representantes que trabalham nos bastidores. Acreditamos que foram eles quem preparou o questionário que obtivemos, sem dúvida porque assumiram que a equipe da delegação Síria não sabia nada de política. Na verdade, não poderiam enganá-la com sua terminologia tendenciosa e obtiveram respostas firmes e precisas. Por consequência, quem quer que seja que preparou o questionário, presumimos que ou eram amadores ou noviços na matéria. 

Quanto à "outra parte", não esteve realmente presente. Os seus representantes, na verdade, viajaram para Genebra, forçados pelos seus mentores, mas não cessaram de gritar e mostrarem-se amuados. Não temos intenção de os avaliar. O povo já os avaliou. Eles não merecem que falemos disso, exceto para dizer que não houve negociações diretas com eles. Eles ficaram no seu hotel e contentaram-se com algumas declarações tonitruantes sugeridas por seus mestres, sua única agenda, aprovada por Riad, consistia em acordar, comer e, em seguida, voltar para a cama. 

Constatando que a sua missão falhara, começaram por pensar em se retirarem para transferirem a culpa pelo fracasso das negociações sobre a Síria; no que também falharam. No entanto, como eu disse anteriormente, a sua resposta para o fracasso da última sessão de Genebra 3, foi uma declaração pública de seu apoio ao terrorismo e a sua omissão sobre o "fim das hostilidades". 


O que se traduziu por bombardeamentos selvagens de civis, hospitais, crianças, como vimos em Alepo. Não obstante o facto de quase todas as províncias, cidades e vilas da Síria terem sofrido e suportarem ainda hoje o terrorismo continuando a resistir, o governo fascista de Erdogan particularmente centrou-se em Alepo, porque esta cidade representa aos seus olhos a última esperança de seu projeto para os Irmãos Muçulmanos depois de terem falhado na Síria e a sua verdadeira natureza criminosa e extremista ter sido desmascarada perante o mundo inteiro; mas também, os seus habitantes recusaram-se a deixar-se instrumentalizar, resistiram, perseveraram, ficaram e defenderam a sua cidade e a sua pátria. Alepo será o cemitério que vai enterrar as esperanças e sonhos daquele assassino, se Deus quiser. 


A sua senda terrorista tem continuado, feita de massacres em Zarra e de explosões selvagens em Tartus e em Jablé. Uma escolha visando semear a discórdia. Eles falharam e falharão sempre porque a discórdia não está latente na Síria, ela está morta! Suas bombas não distinguem um sírio de outro sírio, o que prova que os sírios são irmãos na vida e no martírio e olham na mesma direção. 
… 

No plano político interno e dado que o que mais nos importa é a situação interna, ela permitiu realizar numerosas reconciliações, que pouparam muito derramamento de sangue aos nossos cidadãos e às nossas forças armadas. 

No plano da política externa, houve vantagens políticas que não pretendemos desenvolver aqui. 

No plano militar, permitiu concentrar esforços em objetivos específicos e atingi-los. A primeira evidência foi a libertação rápida de Palmira e, em seguida, Al-Qariatayn além da libertação de muitas aldeias na Ghouta de Damasco. É claro, que as nossas forças armadas libertaram muitas outras regiões, porém ao longo de vários meses; mesmo depois de um ou dois anos de combates. 

Não podemos negar os aspectos positivos da trégua. O que é problemático é o facto de que foi decidido após um consenso internacional com a aprovação do Estado sírio, mas do lado americano em particular têm sido violados as condições da sua aplicação fechando os olhos sobre o que fazem os seus agentes na região: o saudita e o turco. 

Ora, o saudita declarou pública e repetidamente o seu apoio ao terrorismo, enquanto o turco continua abertamente a enviar terroristas através de suas fronteiras para as regiões do norte da Síria.



Os Estados Unidos fecharam os olhos para as ações de Erdogan; que, como dissemos, está desmascarado no exterior e no seu país, além de ser contestado pelos seus concidadãos. Por consequência, vê-se obrigado a causar tumultos e causar estragos apenas para conservar algumas cartas na mão. Enviou tropas para o Iraque, tem exercido chantagem sobre os europeus, explorando o problema dos refugiados, continuou a apoiar o terrorismo e recentemente enviou esses terroristas aos milhares para Alepo. Na prática, Erdogan já cumpre apenas o papel de "rufia político". 


Por isso, digo que a aplicação correta do fim das hostilidades, apresenta vantagens e que o problema não reside na trégua. O problema é que uma grande parte do conflito na Síria é um conflito estrangeiro, ao mesmo tempo internacional e regional. 

Mas eles não se contentaram com o seu terrorismo de explosivos e todos os tipos de projéteis, eles apoiaram-no com o seu 'terrorismo económico' através de sanções e pressões sobre a Libra síria, a fim de provocar o colapso económico que colocaria as pessoas de joelhos. Mas apesar de todas as reviravoltas dolorosas, a nossa economia continua a resistir; as medidas monetárias recentes provaram que é possível contrariar a pressão, reduzir os danos e estabilizar a moeda. 
… 

O terrorismo económico, o terrorismo dos engenhos armadilhados, os massacres e todos os tipos de projéteis têm a mesma raiz. É a razão pela qual eu vos garanto que a nossa guerra contra o terrorismo prosseguirá, não porque amemos as guerras – foram eles que a impuseram a nós – mas porque o derramamento de sangue não vai parar enquanto não desenraizarmos o terrorismo em todo o lado onde se encontre qualquer que seja a máscara que use. 

Tal como libertámos Palmira e antes dela muitas outras regiões, libertaremos cada polegada da Síria que tenha caído em suas mãos. Não temos outra escolha senão a vitória, caso contrário, a Síria desaparecerá e não haverá nem presente nem futuro para nossos filhos. O que não significa que não acreditemos na ação política como eles argumentarão após esse discurso, concluindo que o Presidente sírio não falou senão de guerra e de vitória. Vamos continuar a trabalhar sobre o processo político, por mínimas que sejam as hipóteses de êxito, partindo da nossa forte vontade, tanto ao nível popular como ao oficial, para parar com o derramamento de sangue e as devastações e salvar a nossa pátria. Mas qualquer processo político que não comece, não prossiga, não seja acompanhado e não se conclua pela erradicação do terrorismo, não terá qualquer significado e nada deve ser esperado dele. 

Mais uma vez, convido todos aqueles que possuem armas, por qualquer motivo, a juntar-se na via da reconciliação iniciada há anos e que se tem acelerado ultimamente. Seguir o caminho do terrorismo levará à destruição do país e danos para todos os sírios sem exceção. Recuperem o vosso espírito e retornem à vossa terra natal, porque com o Estado e suas instituições, ela é a mãe de todos os seus filhos no dia em que decidirem a ela regressar.



Quanto a vós, os heróis da Síria do Exército, das Forças Armadas e das Forças aliadas, o que quer que pudéssemos dizer-vos ou dizer de vós, não chegaria a fazer-vos justiça. Sem vós, já não existiríamos. Sem a vossa coragem e a vossa generosidade, a Síria seria não mais que uma memória. Nossas saudações com respeito e admiração a vós, às vossas famílias, aos vossos camaradas mártires ou feridos... 


Saudamos-vos com respeito e admiração, às vossas famílias, aos vossos camaradas mártires ou feridos, aos que se recusaram submeter-se ao ponto de batizarem a terra síria com seu sangue e com seus corpos. Nós todos, onde quer que estejamos, permaneceremos gratos por gerações e gerações. Nós nos curvamos perante seu heroísmo e o heroísmo de suas famílias e todos nós prometemos-vos que o sangue não terá sido derramado em vão, que a vitória virá inevitavelmente graças a vós, graças aos heróis do Exército e das Forças Armadas e graças a cada sírio que não tenha deixado de defender sua pátria e a sua honra em todos os lugares onde se encontrava e por todos os meios possíveis. 

A derrota do terrorismo é inevitável, desde que Estados como o Irão, a Rússia e a China apoiem o povo sírio, se mantenham do lado da justiça e defendam os oprimidos contra os opressores. Agradecemos-lhes por isso... 

Agradecemos-lhes por isto e pela constância de seu contínuo apoio. São Estados que respeitam os princípios e que procuram defender os direitos dos povos, incluindo escolher seu próprio destino. 

A este respeito, espero que não concedamos absolutamente nenhuma importância a tudo o que é dito nos media acerca de divergências, conflitos ou divisões. As coisas estão mais estáveis e os pontos de vista mais claros que anteriormente. Não vos inquieteis portanto, as coisas vão bem, na realidade muito bem. 

Não esqueceremos o que a resistência patriótica libanesa ofereceu à Síria na sua luta contra o terrorismo, misturando o sangue de seus heróis com o sangue dos heróis do exército Sírio Árabe e as Forças aliadas. Saudamos o seu heroísmo e a sua lealdade. 

Senhoras e Senhores 

O vosso novo Conselho inicia os seus trabalhos quando missões gigantescas e grandes desafios vos esperam. Muito sangue puro correu, famílias inteiras foram dizimadas, toda uma infraestrutura construída pelos sírios com o suor do seu rosto foi destruída, heróis ofereceram sua alma e seu corpo sem nada esperar em troca, o que não significa que o sacrifício deles tenha de permanecer sem recompensa e que o seu sangue puro tenha sido derramado inutilmente. O preço a pagar passa pelo retorno à segurança, pela vitória sobre o terrorismo, a reconquista do território e a reconstrução, mas passa também pela luta contra as consequências nefastas da corrupção e do favoritismo, do caos e das violações da lei. 

Estes heróis sacrificaram-se para defender a sua terra e o seu povo, o seu país e a sua Constituição, suas leis e suas instituições. O preço que devemos pagar em troca é perseverar no trabalho para as fazer evoluir e consagrar a justiça e a igualdade de oportunidades. 

Vossa missão não se limita à confiança dos vossos eleitores, compreende também a confiança demonstrada pelos mártires, pelas mães enlutadas e de todos aqueles que deram seu sangue, seus meios, seu pensamento e sua solidariedade para proteger a sua pátria. Esta é uma enorme confiança de que vós sois os guardiões. Assumamos esta responsabilidade todos juntos e procedamos de forma a ser dignos dela. 
….

[*] Presidente da República Árabe Síria. Discurso pronunciado perante o Parlamento Sírio em 7 de junho de 2016. 

[1] Texte intégral du discours du Président Bachar al-Assad , Dimanche, 06/01/2013, Maison de l'Opéra de Damas 


O original encontra-se em www.legrandsoir.info/... . Tradução de DVC.

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domingo, 26 de junho de 2016

"Não teve esse negócio de pedalada ( da Dilma )", diz senadora LÍDER DO GOVERNO TEMER





É uma confissão que, em circunstâncias normais, seria classificada como estarrecedora. Mas, no Brasil deste inverno golpista, ela passa quase que despercebida.

A senadora Rose de Freitas, líder do governo no Congresso, admitiu numa entrevista que o afastamento de Dilma nada tem a ver com pedalada. “Na minha tese, não teve esse negócio de pedalada.”

Ela não falou de orelha. Tem conhecimento específico. “Eu estudo isso. Faço parte da Comissão do Orçamento.”

Machado de Assis escreveu que o pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado. A confissão de Rose é exatamente isso: a publicação do pecado.

O impeachment é uma farsa. Um circo. Um crime.

Um golpe.

O que as futuras gerações dirão sobre o que está ocorrendo? Como jovens brasileiras e brasileiros lidarão com a vergonha suprema do impeachment? Como vão encarar um capítulo da história tão baixo, tão cínico, tão mentiroso?

O PSDB pagou 45 000 reais a Janaína Paschoal para produzir qualquer coisa que derrubasse Dilma. Não importava que essa coisa fosse inventada: as pedaladas.

A origem da sujeira está aí.

Soam agora ainda mais patéticas as cabeçadas desvairadas de Janaína num vídeo em que ela parecia a garota possuída pelo demônio de O Exorcista, sob o olhar bovino de seu cúmplice Hélio Bicudo. E o que dizer da intimação da ministra Rosa Weber a Dilma para que se explicasse sobre o uso da palavra golpe?

Você pode se defender de uma acusação quando tem alguma chance de desbaratá-la. Mas como se defender de uma mentira que os acusadores sabem ser mentira?

Esta é a situação de Dilma.

É um pesadelo que remete aos julgamentos de Moscou nos anos 1930. Sob o comando de Stálin, bolcheviques dedicados foram ao tribunal sob acusações infames de traição à causa à qual dedicaram a vida.

Era tudo mentira, mas isso não importava: os vereditos estavam prontos antes que o processo se iniciasse.

Os responsáveis pelo impeachment estão usando o mesmo método estalinista. A culpa está determinada mesmo que o condenado seja inocente.

Hoje, essa aberração é vista como normal num país que sofreu uma lobotomia de plutocratas predadores.

Mas não é. É uma aberração mesmo. E assim o episódio será visto no futuro.

A mesma confissão fora feita pelo ministro Gilmar Mendes numa visita à Suécia. Lá, a um jornalista do Cafezinho, Gilmar disse que era irrelevante se Dilma tinha ou não pedalado.

É estalinismo. Em Moscou também não importava se o acusado tinha ou não cometido o crime.

É pior ainda: sob Stálin, ao contrário do que ocorre hoje no Brasil, ninguém admitia que a acusação era mentirosa.


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sábado, 25 de junho de 2016

No dia seguinte à independência da República dos Heróicos Bandeirantes...





- Bem, senhores, finalmente somos um estado independente. Agora teremos que discutir se faremos parte do Mercosul ou se desejaremos acordos bilaterais com os EUA e a UE.

- Antes disso, presidente, nós os governadores da Região Praiana desejamos comunicar nossa disposição em realizar plebiscitos em nossos estados, pois a vontade majoritária expressa pela população é a de que devemos nos tornar estados independentes.

- Mas...mas vocês não podem fazer isso. Nosso território não poderá ser alvo de manobras separatistas e...

- AHH! Mas olha só quem fala...

- Mas...mas.. Os campos de petróleo Bandeirantes estão nessas regiões...

- Pois é!

- Ficaremos sem essa riqueza!

- Pobrema de quem, cara-pálida?

- E as praias? Nosso povo ficará impedido de fazer seus bate-volta pra pegar um solzinho.

- Ah, se refere a esse bando de farofeiro? A gente quer vocês longe mesmo. Seus sujismundos.

- Muitos bandeirantes possuem imóveis aí em seus estados.

- Nossos países o senhor quer dizer. Bem, pagando os impostos devidos, não teremos problema. Embora estejamos estudando uma nacionalização desses bens imóveis com uma justa indenização, de acordo, evidentemente, com a avaliação e perícia de técnicos independentes.

- Mas sem a grana que vocês ganha de nossos turistas...

- Já pensamos nisso. Vamos fazer todo um trabalho de relações públicas junto à Europa e EUA, Japão, Canadá...

- Mas...não pode, pô!

- Claro que na baixa temporada os bandeirantes serão bemvindos.

- Ahnn!

( *** )

Após a Conferedação de Estados Praianos ter se desligado da recém-formada República dos Heróicos Bandeirantes e formado uma espécie de CEI ( aquela confederação que sucedeu a URSS após sua dissolução ), o governo bandeirante chama seus embaixadores.

Depois, decide apelar junto à ONU por uma reparação por ter suas casas na praia e poços de petróleo expropriados pelos governos praianos.

A situação se torna tensa. Nenhum dos lados cede.

O governo paulista decide declarar guerra aos estados inimigos. A OEA faz uma declaração. A ONU trata do caso.

Os EUA não sabem de lado ficam. Por tradição e costume, deverão ficar do lado mais vantajoso. Ou seja, invadirão os estados praianos sob a acusação destes possuirem armas biológicas que lançariam em Higienópolis e Ribeirão Preto. O objetivo, claro, é ficar com o petróleo destes países.

O Brasil assiste a isso comendo pipoca e pulando Carnaval.

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Golpe