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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Um a um, os Cunhas devem ser segregados do convívio social



Tinha um episódio de Além da Imaginação - a segunda versão, anos 80 - em que o sujeito era segregado da sociedade da seguinte maneira: com uma marca na testa, indicando que devia ser ignorado. Felizmente, consegui achar um post que explica como funcionava: http://devezemvez.blogspot.com.br/2009/…/marca-na-testa.html

E vocês aí, é hora do troco. Hora de limar os Cunhas das suas vidas, essas presenças tóxicas. Segregá-los. Evitá-los. Mudar de calçada quando estiverem se aproximando. Não se trata de divergência politica: é algo muito maior. Um Cunha individual era aquele sujeito que discordava de você, você discordava dele e tudo bem. Mas os Cunhas fizeram algo muito terrível, ao se unirem. Os milhões de Cunhas, essas personagens folclóricas, formaram uma legião que ajudou a dar um golpe. Começaram timidamente, quando postavam suas "piadinhas inofensivas" racistas e preconceituosas no Orkut. Depois, já foram se identificando entre si e se agregando. Passaram a atacar o Bolsa-Família como coisa de "vagabundo". De uma tacada, afinaram os discursos, em tese, dispersos ( meritocracia, nanoestado, preconceito regional ). Logo, se aprochegaram aos Cunhas defensores da moral, da família, dos bons costumes, dos saudosos da ditadura. Dos Cunhas que reclamavam de ter que pagar direitos trabalhistas às domésticas e, ainda por cima, não terem o direito de comê-las. 
Dos Cunhas que pagam baixos impostos sobre herança e propriedade, sonegam estes impostos, e reclamam da alta carga tributária. 
Dos Cunhas que herdaram sem trabalho nenhum uma casa do pai na Vila Prudente ( Ver: "Meritocracia" ), compraram um sítio em Cotia e passaram a se achar ameaçados pelo MST. 
Dos Cunhas atropeladores que entupiram nossas ruas de carros poluidores e, depois, reclamavam dos corredores e faixas de ônibus e, na sequência, das bicicletas. Tudo isso, enquanto faziam um discurso claramente barato e demagogico de que "o governo" não investe em transporte público. Muitos destes Cunhas OBRIGARAM seus funcionários a comparecer a constrangedoras manifestações contra corredores e faixas de ônibus. Os Cunhas possuem um olhar microscópico para os custos e defeitos de faixas de bicicletas mas, curiosamente, uma cegueira seletiva que os impede de falar qualquer coisa sobre o Metrô tucano.
Depois, pro negócio ficar mais, digamos, palatável e simplista, passaram a atacar "a corrupção". Mas só no governo federal ( atenção, isto é importante: os Cunhas nunca, jamais foram contra a corrupção, pelo contrário. Se acaso ficar em dúvida, olhe os resultados eleitorais para governador de SP em 2014 ). Depois, recentemente, pra fazer jogo de cena, vaiaram Geraldo e Aécio no último Carnacoxinha que teve. Mas, como todo bom Cunha que se preze, eram vaias teatrais. 
O Cunha acende vela pro santo enquanto negocia com o Diabo e vice-versa. Os Cunhas reclamam tanto da alta quanto da baixa do dólar, se for necessário. Afinal, precisavam que existisse a imagem conveniente de uma ampla insatisfação. Contavam com os Cunhas oligipolistas da imprensa e da comunicação.

Quando as coisas esfriarem, já que as coisas saíram do jeito que planejavam, os Cunhas virão, todos amistosos e sorridentes, simpaticos até, falar de futebol, de filmes, de música. Não se deixe enganar. Não tem mais volta.

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