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quinta-feira, 19 de maio de 2016

De "coxinha" a "trouxinha"


De toda essa destruição que se aproxima, permanecerá, sem dúvida, para a posteridade, o epíteto "coxinha".

"Coxinha" qualifica o sujeito triplamente: fascista, violento e ignorante.

Ao contrário da "mortadela", coisa que a pessoa recebe, "coxinha" é algo que se é.

Inocente útil seria a definição análoga. Desde que a ênfase recaia sobre o adjetivo útil. Massa de manobra + "coxinha" = massa de "coxinha".

( Inocentes? Não, isso nunca.)

Não é por acaso que a nação "coxa" está em polvorosa no pós-Golpe. Sua ignorância, seu fascismo e sua violência ficaram expostos a partir da chegada do Comitê de Saque à Esplanada dos Ministérios. Comentam como loucos em qualquer reportagem crítica ao Governo. Rebatem qualquer acusação. Planejam boicotes, gravam vídeos, preenchem petições. Tuítam como se não houvesse amanhã.

Pior! Precisam provar que não está havendo a mutação: que, de coxinhas, não estão todos passando à nova forma de "trouxinhas".

Update de "coxinha" = "trouxinha".

Daqui a décadas serão lembrados. E, graças à internet, teremos toneladas de fotos, vídeos, prints de comentários, tuítes, listas de assinaturas em petições.

O Buzzfeed do futuro vai mostrar as 18 coisas que só quem foi "coxinha" entende. Os jovens do futuro farão festas à fantasia com o tema "carna-coxinha". As TVs do futuro terão programas "No Tempo dos Coxinhas". Só com sertanejo universitário, heavy metal melódico e rapazes musculosos girando bandeiras do Brasil sobre a cabeça.

Os "coxinhas" vão carregar pro resto da vida essas aspas em torno de si mesmos. Como mullets. Uma variação aguada do otário.

Abre aspas: "Coxinha".


( IRAJÁ MENEZES, no Facebook )

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