Monitor5_728x90

terça-feira, 17 de maio de 2016

A diplomacia do porrete do Vampiro Serra


Diplomacia do porrete


No primeiro dia como ministro das Relações Exteriores, o tucano José Serra adotou uma linha pouco diplomática. Em duas notas oficiais, ele atacou os governos de cinco países e a direção da União das Nações Sul-Americanas, a Unasul.

O chanceler estreante se irritou com críticas ao processo que afastou Dilma Rousseff e promoveu seu novo chefe, Michel Temer. Na primeira nota, Serra mirou os governos de Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela. Ele acusou os cinco países de "propagarem falsidades sobre o processo político interno no Brasil".

A segunda nota foi um petardo contra o secretário-geral da Unasul. O ministro acusou Ernesto Samper de usar "argumentos errôneos", fazer "interpretações falsas" e expressar "juízos de valor infundados".

Para Serra, os comentários do colombiano seriam "incompatíveis com as funções que exerce e com o mandato que recebeu". Samper reagiu com ironia. "Fizeram o impeachment da presidente do Brasil, agora querem o impeachment do secretário-geral da Unasul", disse, segundo o jornal "Valor Econômico".

Nesta segunda, o chanceler retomou a artilharia. O alvo da vez foi El Salvador, que suspendeu os contatos com o Brasil. O Itamaraty chegou a insinuar uma represália econômica, lembrando que o pequeno país é "o maior beneficiário" de cooperação brasileira na América Central.

A beligerância de Serra tem um sentido óbvio. Nomeado para uma pasta de pouca visibilidade, ele já conseguiu se projetar e garantir espaço nos jornais. A exposição é parte essencial do seu plano de ressurgir como candidato à Presidência da República em 2018 —pela terceira vez e não necessariamente no PSDB.

O tom inaugural do chanceler empolgou aliados, mas preocupou muitos diplomatas experientes. Parte da força do Brasil no exterior se deve ao esforço para manter a neutralidade e dialogar com todos os países. Essa aposta no "soft power" não combina com uma diplomacia do porrete.


COMENTÁRIO DESTE BLOGSó deu pra ler a manchete, já que a notícia no site da Folha é exclusiva para assinantes. Mas parece que Serra quer saber dos custos de se manter embaixadas em países africanos e caribenhos.

Grande parte da diplomacia iniciada por Lula era voltada para estes países, digamos, terceiro-mundistas.Lembro que o caráter real das "Jornadas de Junho" ficou claro para mim quando uma turba invadiu o Itamaraty. Ali tudo ficou claríssimo e toda a boa vontade que eu poderia ter tido - aliás, não tive - morreu ali.

A diplomacia de Lula e Celso Amorim, visando ampliar e reforçar os laços com países que não apenas da União Européia ou os EUA incomodava muita gente, embora eu não tenha a mínima noção do assunto e não possa responder o porquê disso, por mais que tenha tentado me informar sobre o tema. Sei da importância econômica dessa diplomacia, do tipo, não se coloca todos os ovos numa cesta. 

Por outro lado, quando li a chamada do jornal, informando que as embaixadas africanas e caribenhas é que estão no alvo de Serra, em vez de diplomacia, pensei no velho Serra que uma vez jogou a culpa da péssima educação paulista nos nordestinos ( ele disse "migrantes", mas sabemos que ele não falava em catarinenses ou gaúchos brancos ).

...

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe