Monitor5_728x90

quarta-feira, 6 de abril de 2016

PMDB e a corrupção, por Jasson de Oliveira Andrade




O governo da Dilma é considerado honesto até por adversários. O Estadão em Editorial, como já revelei, reconheceu a honestidade dela. A Justiça também reconheceu que os governos petistas não interferem nas investigações da Lava Jato. O Estado, em sua edição de 31/3, noticiou: “O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da operação Lava Jato, disse esperar que a operação siga com independência para atuar, em caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e deixou um recado implícito para eventual governo do peemedebista Michel Temer. “Aqui temos um ponto positivo (sic) que os governos investigados do PT têm a seu favor. Boa parte da independência atual do Ministério Público, da capacidade técnica da Polícia Federal decorre de uma não intervenção (sic) do poder político, fato que tem que ser reconhecido. Os governos anteriores [FHC?] realmente mantinham o controle das instituições, mas esperamos que isso esteja superado”, disse em recado a governantes em cenário pós-Dilma”. Tem razão o Procurador. É o que iremos ver a seguir.

A corrupção nos governos petistas, em grande parte, não é desse partido. É do PMDB e do PP (32 investigados). José Roberto de Toledo, em texto publicado no Estadão, em 31/3/2016, faz essa constatação: “O PMDB tem sido sócio da gestão petista desde 2004. Daquele ano até 2012, a fatia peemedebista na administração federal só cresceu, inclusive na Petrobrás – vaca leiteira que amamenta os esquemas de corrupção revelados pela Lava Jato (sic). Foi em 2007 que o PMDB encontrou sua chance de ouro para engordar (sic) sua fatia de poder na gestão da estatal. (...) Em novembro daquele ano [2007], o governo Lula se comprometeu a patrocinar a entrada da Venezuela no Mercosul. Mas a ratificação do acordo empacou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O PMDB aproveitou para barganhar: trocou a entrada da Venezuela no bloco econômico pela nomeação de Jorge Luiz Zelada para a Diretoria Internacional da Petrobrás. Oito anos depois, Zelada seria condenado a 12 anos de prisão (sic) por corrupção e lavagem de dinheiro enquanto exercia o cargo”. Sem comentário... Já Clovis Rossi, no artigo “A morta-viva e os vampiros” (Folha, 31/3), assim se referiu a um suposto governo do PMDB: “Um bando de oportunistas que deixa a teta gorda em que mamou durante todo o governo, na expectativa de que mude o dono da teta [queda de Dilma], mas preserve a mamada ampla, geral e irrestrita QUE A LAVA JATO APONTA DIA SIM, O OUTRO TAMBÉM (destaque meu)”.

Poderíamos comentar a corrupção de Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, que já foi denunciado pela Justiça, mas que até agora, graças as suas manobras com deputados amigos, ainda não foi cassado. Ele controla uma bancada de deputados, que pode ajudar o impeachment da presidenta e o protege da cassação. Incrível, mas é verdade! O Estadão (1/4/2016), em Editorial sob o título “O mal que Cunha faz”, comenta: “Se continuar à mercê de Cunha e de suas artimanhas, aprendidas no submundo da baixa política, a Câmara será vista como mero instrumento nas mãos do deputado para vingar-se de Dilma”. Uma vingança baixa que está prejudicando o Brasil!

O próprio Temer, que poderá se tornar Presidente biônico, também foi acusado pelo senador Delcidio Amaral. Vai ser condenado ou, com o Poder na mão, será inocentado? A CONFERIR.

Um fato merece menção. No ato contra o impeachment, realizado no Rio, em 31/3, os manifestantes, em repetidas vezes, cantaram a música “Vou festejar” de Beth Carvalho, que estava presente, cujo refrão diz: “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”, referindo-se ao Michel Temer...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

...

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe