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terça-feira, 29 de março de 2016

Temer: Vem aí o presidente 1%, por Jasson de Oliveira Andrade



O Estadão (29/3/2016) publicou em manchete de primeira página: “PMDB deixa Dilma e vai trabalhar por impeachment”. Trocando em miúdo: PMDB saiu... para FICAR. Uma situação inédita na História do Brasil! O PMDB é um partido fisiológico, como já escrevi. Está sempre no Poder. No passado, com Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP). Depois com Lula (PT-SP) e agora com Dilma (PT). Nunca ganhou uma eleição. Se assumir o governo, será com ZERO voto nas urnas... Além do mais, seus principais líderes estão sendo investigados na Lava Jato: Temer, Vice; Cunha, presidente da Câmara dos Deputados (mais cedo ou mais tarde poderá ser cassado) e Renan Calheiros, presidente do Senado. 

Bernardo Mello Franco, em artigo à Folha, em 22/3/2016, sob o título “Vem aí o presidente 1%”, ao comentar o Datafolha para a corrida presidencial de 2018, afirma: “O levantamento apresenta um paradoxo. De todos os nomes do principal cenário, o menos citado pelos eleitores é o que tem mais chances de assumir a Presidência. Estamos falando do peemedebista Michel Temer, que aparece com apenas 1% das intenções de voto. (...) Não se trata de apostar no cavalo azarão. Como vice-presidente, Temer é o substituto imediato de Dilma Rousseff, que está com o mandato em risco. Se o Congresso aprovar o impeachment, como parece cada vez mais provável, ele pode se sentar na cadeira até o fim de abril. Terá 75 anos de idade e mais dois anos e oito meses para governar o país. (...) Aliados do vice já começaram a escalar sua equipe. “Será um ministério surpreendentemente bom’, disse o senador José Serra ao jornal “O Estado de S. Paulo”. Derrotado em duas eleições presidenciais, ele quer assumir um cargo similar ao de primeiro-ministro. Se der certo, SERÁ MAIS UM A GOVERNAR SEM VOTOS (destaque meu).” Adiante diz o jornalista: “O Datafolha também perguntou o que os brasileiros esperam de uma eventual gestão Temer. Só 16% acreditam que ele fará um governo ótimo ou bom. Para a maioria absoluta (60%), a administração dele será igual OU PIOR DO QUE A QUE ESTÁ AÍ (destaque meu). O dado leva a outro paradoxo: sete em cada dez brasileiros apóiam o afastamento de Dilma, mas quase nenhum se empolga com o vice. É um cenário desalentador, porque a recessão não vai evaporar com o impeachment. Um presidente 1% seria capaz de nos tirar do buraco?” A ver...

Só um milagre salva Dilma. Ibsen Pinheiro, ex-presidente da Câmara e deputado estadual (PMDB-RS), em entrevista ao Estadão em 28 de março, é favorável ao rompimento do partido com Dilma. Ele também faz essa previsão: “Hoje eu não diria que o resultado [do impeachment) já é conhecido. Até me arrisco a uma previsão: a votação vai ser apertada, mas o impeachment não passa (sic). Se for preciso contar votos, acho que dois terços é impossível. Acho pouco provável chegar a 342 favoráveis”. Será? Como sempre digo: A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

LEITURA COMPLEMENTAR:

Por que o impeachment dificilmente vai passar - O CAFEZINHO

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